Economia

China investirá US$ 53 bi no Brasil e Goiás terá ferrovia para o Pacífico

Conforme o DM antecipou na matéria: “Goiás terá rota para o Oceano Pacífico”, no dia 7 de abril, o governo chinês vem ao Brasil anunciar este e outros investimentos

diario da manha

 

 

A presidente Dilma recebe, na manhã de hoje (19), o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, que começa uma viagem pelo Brasil incluindo outros países da América do Sul, onde deve anunciar investimentos de US$ 53 bilhões em obras de infraestrutura. O acordo entre os governos brasileiro, chinês e peruano dará início à construção da Ferrovia Transoceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico, iniciando no Rio de Janeiro, passando por Uruaçu até os portos de San Juan, Matarini e Llo, no Peru.

“Uma comitiva de 120 pessoas, entre elas, dirigentes de grandes conglomerados empresariais, que se reunirão com empresários brasileiros. O anúncio do investimento chinês soará como mensagem de confiança na economia brasileira, apesar dos problemas macroeconômicos do momento, como inflação alta e contas públicas exigindo um ajuste fiscal”, analisa a jornalista Tereza Cruvinel, no seu blog no Portal Brasil 247.

A Ferrovia Transoceânica ou Transamazônica vai reduzir para US$ 30 o preço da tonelada de grãos exportado para a Ásia.

A ferrovia terá 5,3 mil km, dos quais 2,9 mil km passando pelo Brasil. A ferrovia será construída em seis anos e ligará o litoral norte do Rio de Janeiro à malha ferroviária do Peru passando pelas cidades de Uruaçu (GO), Vilhena (RO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC) e Boqueirão da Esperança (Fronteira Brasil-Peru).

A Ferrovia Transcontinental ainda integra a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fiol) que sai de Ilhéus (BA) ligando-se à Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis (TO).

 

Megainvestimento

O primeiro-ministro Li Keqiang vem acompanhado por uma comitiva de 120 pessoas, que inclui dirigentes de grandes conglomerados empresariais chineses. Eles se reunirão com empresários brasileiros no Itamaraty para a prospecção de novos negócios.

Aqui e nos demais países, onde também se encontrará com os respectivos presidentes, o premiê chinês discutirá a ampliação do comércio bilateral e acenará com o aumento de compras de produtos de maior valor agregado. Embora seja o maior parceiro comercial do Brasil, o maior volume das importações do Brasil concentra-se em soja e minério de ferro. (Com onformações do portal Brasil247 e Valec).

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