Economia

Empresários goianos discutem investimentos

Da Assessoria

diario da manha

A Polônia, único país da União Europeia a manter o crescimento econômico após a crise de 2008, é uma ilha verde na Europa, um mercado potencial para investimentos. A afirmação foi feita pelo jornalista polonês Pawel Rogalinski, analista político e econômico, na sede da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), em Goiânia, durante o seminário “Oportunidades de negócios para empresas goianas na Polônia”.

O encontro foi promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED), em parceria com a Embaixada da Polônia e a Câmara de Comércio Brasil Polônia, com o objetivo de apresentar análise da conjuntura econômica daquele país aos empresários goianos.

Superintendente de Comércio Exterior, Luiz Medeiros Pinto representou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, apresentando também o cronograma da missão do governo de Goiás à Polônia e a dois outros países – Rússia e Belarus – de 19 de junho a 4 de julho próximo, que será chefiada pelo vice-governador e titular da SED, José Eliton. Integrarão essa missão cerca de 20 empresários e dirigentes de entidades classistas.

A Polônia

O seminário contou com a presença do embaixador da Polônia no Brasil, Andrzej Braiter; da secretária de Assuntos Econômicos da Embaixada, Anna Józefowicz; do presidente da Câmara de Comércio Brasil Polônia, Marcio Artiaga; além do jornalista Pawel Rogalinski que fez a palestra de abertura falando sobre “O sucesso da transformação econômica da Polônia”, apresentando um país forte, em franco desenvolvimento, com estabilidade econômica, grande potencial humano e muitos incentivos. “Somos o único país que não enfrentou recessão”, disse o jornalista, revelando que, entre as “estratégias secretas”, o país valeu-se do potencial criativo e do poder intelectual de sua juventude.

Na sua apresentação, Pawel Rogalinski destacou as principais cidades polonesas e suas potencialidades, os números da economia e os grandes grupos instalados no país, que é dividido em 14 zonas econômicas. Disse que a transformação do país não foi um processo fácil, tudo era estatal e mudar a mentalidade levou tempo, para então, iniciar a privatização  e criar um mercado. Hoje o país tem uma renda per capita de US$ 25 mil.

Ele lembrou que a Polônia tem na educação uma das razões do grande sucesso que é hoje, figurando entre as quatro nações com os melhores índices educacionais em todo o mundo: são mais de 500 universidades e um total de 36 mil estudantes estrangeiros de mais de 150 países em estudos nas escolas polonesas. O país tem uma população de 40 milhões de habitantes; outros 20 milhões estão fora da Polônia, tendo saído principalmente após a segunda guerra.

Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil Polônia, Marcio Artiaga, a Polônia é um porto seguro para o Brasil na Europa e, particularmente, para Goiás. “Goiás tem um papel importante na logística nacional e, agora, com o Porto Seco Centro-Oeste, pode se aproximar de outros continentes com mais facilidade”, disse Artiaga. Segundo ele, a Polônia cresceu 4% no ano passado e é o país que melhor faz uso dos recursos do fundo da União Europeia. Marcio Artiaga destacou que na Polônia tem várias empresas modernas, jovens. “Tenho convicção de que o Brasil só tem a ganhar se juntando a empresários poloneses e fazendo negócios, pois eles são práticos, negociam com velocidade e não têm receio de vir para o Brasil.

Após as apresentações, os empresários indicaram suas áreas de atuação e de interesse e questionaram os representantes da Polônia e da Câmara de Comércio  sobre os incentivos e apoio aos investimentos, além de abordarem temas como burocracia e facilidades. Entre os empresários presentes estavam Alexandre Moura, proprietário da Sotrigo; Alexandre Resende, do Goiânia Bureau; Carlos Naves, da Naves Tec; e Plínio Viana, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

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