Economia

Importância de índices econômicos na produção leiteira

“O produtor, que não controla os índices da atividade, não sabe o que está acontecendo e vive ao sabor do mercado e do cenário econômico”, defendeu Marcelo Rezende

Da assessoria

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) promoveu, na última quarta-feira (13), palestra que esclareceu a técnicos do Programa Goiás Mais Leite – Metodologia Balde Cheio a eficiência do monitoramento de índices zootécnicos para resultados nas fazendas. A apresentação, realizada pelo presidente da Cooperativa para o Desenvolvimento da Atividade Leiteira (Cooperideal), Marcelo Rezende, integrou a programação do Encontro de Técnicos do Goiás Mais Leite, realizado entre os dias 11 e 15 de maio.

Marcelo Rezende esclareceu que, enquanto os índices zootécnicos medem a produtividade dos animas, os índices econômicos indicam se a atividade está realmente sendo lucrativa. Para o presidente da cooperativa, ambos os indicadores devem assumir igual relevância na gestão da produção. “O produtor que não controla os índices da atividade não sabe o que está acontecendo e vive ao sabor do mercado e do cenário econômico”, defendeu.

Entre os índices discutidos e estudados, estiveram os números referentes às despesas operacionais, despesas com investimentos, receita ou renda, fluxo de caixa, avaliação patrimonial e depreciação. De acordo com Marcelo, existe um indicador que deve receber principal atenção: “Como o objetivo principal é a geração de renda, o indicador do fluxo de faixa, que representa a diferença entre todas as receitas e despesas da atividade, é um dos mais importantes porque mostra efetivamente o que sobra no bolso do produtor. É um índice fundamental que auxilia na tomada de providência”.

Técnico do Goiás Mais leite há quatro anos, Leandro Batista de Morais lembrou que existe uma dificuldade da parte do produtor em entender a importância de registrar os indicadores e estar atendo a eles. “Com esses índices, temos condições de mudar a realidade do produtor e fazer com que ele saia de uma condição de renda negativa, para positiva”, comentou.

Para os produtores que acreditam que o monitoramento dos índices significa burocratizar o dia a dia da produção de Leite, Leandro Batista explicou que existe um antídoto: as unidades demonstrativas do Goiás Mais Leite, que são instaladas em propriedades modelo definidas de acordo com o comprometimento do produtor. “Trabalhamos na unidade demonstrativa como numa sala de aula. Quando o resultado aparece na unidade, os outros produtores abrem a cabeça, aceitam as ideias e atingem resultados também”, contou o técnico.

 

O programa

Goiás Mais Leite promove a melhoria dos resultados de produtores de leite a partir de assistência técnica contínua e tecnologias simples. Por meio de estratégias de manejo, cria, reprodução e de mercado, o programa busca a melhoria da renda das famílias. “Nosso principal objetivo é mudar a vida das pessoas para melhor e quando vemos os produtores do Goiás Mais Leite multiplicando sua produtividade, sentimos que nossa missão está definitivamente sendo cumprida”, declarou José Mário Schreiner, presidente do Conselho Administrativo do Senar Goiás e da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), parceira na realização do evento.

Além de representar o cumprimento da missão institucional do Senar, o Goiás Mais Leite também significa gratificação para quem promove esses resultados. Para Silvânio Rodrigues, técnico responsável por realizar o programa em 23 propriedades de Rubiataba e outros cinco municípios, os resultados significam satisfação profissional. “Ficamos até emocionados em falar sobre isso. Trabalho, inclusive, na propriedade do meu pai e posso dizer como é gratificante ver um produtor que não tem renda ou até mesmo que tem renda negativa, melhorar a situação econômica da sua família”, comentou.

Encontro Técnico

O coordenador do Programa Goiás Mais Leite, Marcos Henrique Teixeira, explicou que as palestras e atividades realizadas durante o encontro técnico foram definidas a partir de dificuldades recorrentes entre os produtores e apresentadas pelos técnicos. “Enviamos um formulário onde puderam apresentar os problemas que encontravam nas propriedades. Todas as palestras desse encontro são voltadas para as necessidades e problemas que eles tinham no campo”, explicou.

Marcos Henrique comentou ainda que está surpreendido com o comprometimento dos técnicos com a participação no encontro. “Cada dia que passa, aumentamos o número de técnicos e estou me surpreendendo com a quantidade de técnicos envolvidos e interessados nos conteúdos”, elogiou o coordenador.

 

Programação

O Encontro de Técnicos do Goiás Mais Leite teve início na segunda-feira (11) e será encerrado hoje. O evento está sendo realizado no Augustu’s Hotel, em Goiânia. Entre os assuntos discutidos pelos técnicos em reciclagem ou em formação inicial, estão temas como nutrição animal, mastite, viabilidade e condução de consultoria em fazenda leiteira, estrutura de rebanho e centro de cria, entre outros assuntos.

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