Economia

Mormo em equídeos motiva reunião na Exposição Agropecuária

Da redação

diario da manha

 

Nos últimos sete meses, quatro casos de mormo já foram identificados em Goiás, fazendo com que o Estado perdesse o status de zona livre da doença. Desde então, o debate foi reforçado, levando em consideração que a doença não tem cura e é transmissível, inclusive, para humanos. Na manhã de ontem, o encontro foi realizado durante a 70ª Exposição Agropecuária de Goiânia para listar as próximas ações a serem executadas com prevenção, educação sanitária e também fiscalização.

A reunião foi comandada pelo presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Arthur Toledo, e contou com participação do presidente da Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Hélio Fábio; do diretor da SGPA, Paulo Brom; coordenador-técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás), Marcelo Penha; coordenadora-técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-GO), Raquel de Sousa, entre outros.

Presidente da Comissão de Equideocultura da Faeg, Hélio Fábio falou da importância de realizar o cadastro com os produtores para mensurar, assim, quais os próximos passos a serem tomados. O sistema ainda está em andamento com a Agrodefesa, mas deve funcionar em breve e já tem sido pauta de reuniões desde 2014. Representando o Senar Goiás, Marcelo Penha falou sobre os cursos e treinamentos do Senar Goiás na área de equideocultura que já capacitou pelo menos 130 produtores em 2015.

 

Casos registrados

O primeiro caso registrado em outubro de 2014, em um animal no Parque de Exposições Agropecuárias, fez com que o local ficasse interditado por mais de 30 dias. Daí em diante, outros três casos foram confirmados: Hidrolândia, Abadia de Goiás e Goiânia, no Hipódromo da Lagoinha. O caso do Hipódromo da Lagoinha, em Goiânia, por exemplo, ainda espera decisão judicial para realização do sacrifício do animal apesar de o local estar interditado.

 

A doença

Ocasionada pela bactéria Burkholderia mallei, a doença não tem cura e pode ser transmitida, inclusive, pelos alimentos, água ou secreções como: catarro, urina e fezes, de um animal saudável para outro sadio e ainda, para os humanos com sintomas similares e difícil tratamento. O animal pode apresentar febre, catarro, ferida dentro do focinho, tosse, gânglios aumentados e dificuldade para respirar. Em caso de confirmação, todos os animais da propriedade passarão por dois exames e o local (parques de exposições, leilões ou propriedades) pode ser interditado.

 

Confirmação laboratorial

Responsável pelo Programa Estadual de Sanidade de Equídeos (Pese), da Agrodefesa, Luana Palhais explicou sobre o processo de exames dos animais com suspeita de mormo. “No total são realizados três exames com o animal em um período de 60 dias. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa), a análise inicial é feita com prova de Fixação de Complemento (FC, em laboratório oficial ou credenciado. Em caso de exame inconclusivo, é feito um novo exame pela técnica de Western Blotting considerada comprovatória. .

Gerente do Laboratório da Agrodefesa (Labvet), Rafael Vieira afirmou que o laboratório goiano pode ser o primeiro do setor público a se credenciar para identificar o mormo.

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