Economia

Nova tecnologia de processamento de frutas e vegetais

diario da manha

 

Com o objetivo de conhecer mais de perto o projeto piloto de processamento de frutas e vegetais para a produção de chips (produtos desidratados) com o uso de uma nova tecnologia, através de vácuo com desidratação em óleo, e se possível adotá-lo em Goiás, viajou a Roma o presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa (Emater), Pedro Arraes, que representa o governador Marconi Perillo.

Na capital italiana, o representante do governador do Estado conversará com o diretor da FAO, Kim Janglin, sobre a parceria da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, envolvendo a China e Goiás para instalação do revolucionário sistema. O projeto piloto idealizado é bem-vindo a um Estado produtor de alimentos, sobretudo verduras e frutas como banana, abacaxi, tomate em que Goiás desponta como um dos líderes no ranking da produção.

O presidente da Emater, Pedro Arraes, é um pesquisador experimentado, tendo ocupado a presidência da Embrapa. Por isso, a indicação do governador goiano para que Arraes veja de perto o piloto. O sistema é conhecido pela sigla em inglês VODT. É considerado um sucesso porque seu equipamento oferece mais flexibilidade. E custa um quarto dos equipamentos importados.

O projeto já foi testado em mais de dez variedades de frutas e produtos hortículas, como banana, manga, mamão, cogumelo. Entre as vantagens da tecnologia destacam: menor consumo de energia, redução nos custos operacionais, maior benefício agregado e economia global.

Foi criado para o fomento da iniciativa o Fundo Comum para os Produtos Básicos para o Financiamento da desidratação a vácuo, em banho de óleo. O Fundo, vinculado a uma instituição financeira intergovernamental estabelecida pela ONU, aprovou um projeto no valor de US$ 1,6 milhão em um projeto piloto visando a produção de frutas e batatas fritas vegetais, através do uso do vácuo com desidratação em óleo. Essa ocorrência se deu na cidade chinesa de Xuacheng.

Essa possibilidade para Goiás será analisada pelo presidente da Emater, que com a sua visão crítica avaliará se vale a pena a formação de uma parceria com a China, entre os seus vários projetos recém firmados pelo seu presidente com o governo do Brasil. Pelo lado goiano é a expectativa é que os agricultores melhorem a sua produtividade por unidade de área e melhorem a renda a partir da utilização do novo sistema.

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