Economia

Para Caiado, isso está na contramão de qualquer ajuste fiscal

Da Assessoria

diario da manha

 

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), criticou e votou contrário à Medida Provisória 663/14, que aumenta o limite do repasse de incentivos pela União ao BNDES em R$ 50 bilhões. A matéria foi aprovada em plenário na terça-feira (19).

O senador rejeitou o argumento do governo federal de que esse incremento no volume de crédito com equalização de juros pelo Tesouro auxilia o banco na “demanda pelo aumento da competitividade da indústria brasileira”. Ele lembrou o atual momento de recessão e a fraca demanda por investimentos.

“A economia está parada e a indústria não está buscando investimentos que justifiquem essa MP. Esse aumento só serve para tentar abater o calote ao qual o Tesouro vem impondo ao banco. Somente em 2014, o BNDES já declarava um crédito de R$ 26,16 bilhões junto ao Tesouro”, lembrou Caiado.

O democrata se refere ao volume de crédito que o BNDES contabiliza desde 2010, quando o governo federal deixou de pagar as despesas com equalização de juros, ou seja, a diferença entre o juro real cobrado no mercado para o cobrado pelo BNDES. Para o democrata, no momento em que o governo impõe à população aumento de impostos, cortes em benefícios trabalhistas e arrocho fiscal, a MP que permite um maior endividamento do Tesouro aparece na contramão de qualquer política de austeridade.

“Dilma está deixando 178 mil jovens de fora do Fies para não arcar com um custo de R$ 7,2 bilhões a mais no programa. A Pátria Educadora prefere economizar em educação a deixar o suspeitíssimo BNDES sem recursos para financiar aliados internos e externos que sustentam o PT no poder”, protestou.

 

MP 664 e MP 665

Ronaldo Caiado também criticou as duas MPs que cortam benefícios trabalhistas e direitos adquiridos da população e que devem ir ao plenário do Senado Federal já nas próximas sessões. Ele lembrou o caráter inconstitucional das medidas já ressaltado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, e o atual cenário de aumento de desemprego e recessão.

“No momento de maior fragilidade de nossa classe trabalhadora, quando todos estão pagando por erros na economia do governo, essas medidas são de grande insensibilidade. Estamos tirando a proteção àqueles que vão sofrer com desemprego e inflação diante das medidas já anunciadas pelo governo.

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