Economia

À espera do Fed e com Grécia no radar, dólar comercial sobe e Bolsa fica estável

Moeda americana é negociada a R$ 3,10 e Ibovespa está em 53.687 pontos

SÃO PAULO – O dólar comercial abriu a sessão desta quarta-feira praticamente estável e às 10h12m estava sendo negociado a R$ 3,104, a máxima do dia, com alta de 0,25%. Na mínima do dia, a divisa foi negociada a R$ 3,093. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, também oscila próximo da estabilidade desde a abertura, e às 10h12m apresentava leve alta de 0,03% aos 53.687 pontos.

O mercado está em compasso de espera aguardando o final da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que anuncia hoje sua decisão de política monetária. A expectativa dos investidores é que os juros não sejam elevados, permanecendo no atual patamar – entre zero e 0,25% ao ano. Também no cenário externo está no radar dos investidores a ameaça feita pela Grécia de abandonar a União Europeia e a moeda comum, o euro.

Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, mais importante do que o aumento do juro nos EUA é a velocidade que isso acontecerá.

– Tudo indica que a velocidade de alta será lenta, já que ainda há muitos problemas na economia mundial. Já há gente prevendo que a taxa nem suba em setembro deste ano, como se esperava até agora. A Grécia está no foco, mas acredito que apesar da ameaça o país deverá permanecer na zona do euro – afirmou Cardoso.

O mercado acredita que o comunicado da reunião do Fed manterá o tom suave, mostrando disposição da instituição em subir os juros lentamente.

Para o estrategista macro da XP Securities, Paulo Hermanny, o Fed poderá subir os juros no próximo mês de setembro, se os próximos dados a serem divulgados da economia americana mostrarem que o crescimento foi retomado, independente de fatores sazonais. Na estimativa de Hermanny, os juros subiriam 0,25 pontos percentuais este ano e, a partir de 2016, mais 0,25 a cada reunião. Com isso, os juros nos EUA chegariam a 3,75% em 2017.

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No cenário doméstico, Marcio Cardoso destaca o vencimento de opções e contratos futuros do índice, que devem trazer mais volatilidade ao pregão no início da tarde. Para o especialista, a expectativa de que seja votado e aprovado pelo Senado o projeto de lei que acaba com a participação mínima obrigatória de 30% da empresa nos consórcios que vão explorar o pré-sal tem impacto positivo sobre as ações da empresa.

– Se o projeto de lei for aprovado, abre-se a possibilidade de que empresas estrangeiras possam investir no país e traz alívio para a Petrobras, que fica desobrigada de participar de todos os consórcios – diz Cardoso.

Na Europa, as principais Bolsas estão em queda e nos EUA os pregões abriram o dia no campo positivo.

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