Economia

Bolsa acentua queda com vencimento de opções; dólar é negociado a R$ 3,09

Mercado espera decisão do Federal Reserve, o banco central americano, sobre taxa de juros

SÃO PAULO – O mercado financeiro está em compasso de espera aguardando o final da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que anuncia nesta tarde sua decisão de política monetária. O dólar comercial oscilou entre altas e baixas na manhã, e está praticamente estável. Às 12h54m, a divisa estava sendo negociada a R$ 3,09 na venda, a mínima do dia, com leve queda de 0,03%. Na máxima do dia, a divisa foi negociada a R$ 3,105. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, também oscilou próximo da estabilidade na abertura, mas passou ao campo negativo. No mesmo horário, o índice apresentava queda de 1,33% aos 52.986 pontos e volume negociado de R$ 2,4 bilhões. O índice é pressionado pelo vencimento de opções e contratos futuros.

A expectativa dos investidores é que os juros não sejam elevados nos EUA, permanecendo no atual patamar – entre zero e 0,25% ao ano. Também no cenário externo está no radar dos investidores a ameaça feita pela Grécia de abandonar a União Europeia e a moeda comum, o euro.

Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, mais importante do que a data do aumento do juro nos EUA é a velocidade com que isso acontecerá.

– Tudo indica que a velocidade de alta será lenta, já que ainda há muitos problemas na economia mundial. Já há gente prevendo que a taxa nem suba em setembro deste ano, como se esperava até agora. A Grécia também está no foco do mercado, mas acredito que apesar da ameaça o país deverá permanecer na zona do euro – afirmou Cardoso.

O mercado que o comunicado da reunião do Fed manterá o tom suave, mostrando disposição da instituição em subir os juros lentamente.

Para o estrategista macro da XP Securities, Paulo Hermanny, o Fed poderá subir os juros já em setembro deste ano, se os próximos dados da economia americana mostrarem que o crescimento foi retomado de forma consistente, independente de fatores sazonais. Na estimativa de Hermanny, os juros subiriam 0,25 ponto percentual este ano e, a partir de 2016, mais 0,25 a cada reunião. Com isso, os juros nos EUA chegariam a 3,75% em 2017.

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No cenário doméstico, Marcio Cardoso destaca o vencimento de opções e contratos futuros do índice, que traz mais volatilidade ao pregão neste início da tarde. Para o especialista, a expectativa de que seja votado e aprovado pelo Senado o projeto de lei que acaba com a participação mínima obrigatória de 30% da empresa nos consórcios que vão explorar o pré-sal tem impacto positivo para a empresa.

– Se o projeto de lei for aprovado, abre-se a possibilidade de que empresas estrangeiras possam investir no país e traz alívio para a Petrobras, que fica desobrigada de participar de todos os consórcios – diz Cardoso.

As ações preferenciais da Petrobras (sem direito a voto) subiram pela manhã, mas inverteram o sinal. Às 12h55m. elas recuavam 1,49% a R$ 13,16. As ações de bancos, que têm o maior peso no Ibovespa, também recuam. Os papéis preferenciais do Itaú Unibanco perdem 2,08% a R$ 33,84 e os PN do Bradesco caem 2,26% a R$ 27,68.

A maior alta do pregão é apresentado pelas ações ordinárias da Tim Participações com valorização de 4,25% a R$ 10,05 com a notícia de que a Vivendi pode aumentar sua participação na empresa italiana para até 15%, tornando-se a maior acionista da Telecom Italia. Na Bolsa de Milão os papéis da empresa também apresentam forte alta.. A maior queda é apresentada pelas ações preferenciais da Qualicorp, com perda de 3,85% a R$ 20,00. Os papéis ordinários da Siderúrgica Nacional, apresentam desvalorização de 3,62% a R$ 5,59, a quarta maior baixa do Ibovespa. O preço do minério de ferro cai pelo quarto dia consecutivo na China, o que prejudica as margens das siderúrgicas. As ações PNA da Vale também recuam 1,82% a R$ 16,71.

A Maestro Frotas, uma das principais empresas de locação de frotas corporativas do País, ingressou nesta quarta no Bovespa Mais, o segmento de acesso à BM&FBovespa. O Bovespa Mais é destinado a empresas médias e permite que elas se preparem para abrir o capital. Ao listar suas ações nesse segmento, a Maestro aumentará sua visibilidade frente aos investidores. Desde fevereiro de 2014 não havia novos ingressos no Bovespa Mais. A empresa tem 2.618 veículo e 100 clientes, além de contar com investimentos do Grupo Stratus, de private equity.

Na Europa, as principais Bolsas estão em queda, com exceção da Alemanha, e nos EUA os pregões estão no campo positivo.

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