Economia

Dólar acentua queda e vale R$ 3,07 após banco central americano manter juro baixo

Bolsa de Valores cai influenciada pelo vencimento de apções e contratos futuros

SÃO PAULO – O dólar comercial acelerou a queda nesta tarde após o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, manter a taxa de juro entre zero e 0,25% ao ano e divulgar um comunicado mais brando sinalizando que uma elevação das taxas só deve acontecer no ano que vem. Às 15h26, a moeda americana recuava 0,83% negociado a R$ 3,07 na venda. Após a divulgação do Fed, a moeda americana atingiu a mínima do dia baixando até R$ 3,050. O dólar comercial oscilou entre altas e baixas pela manhã, à espera do comunicado do banco central americano. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, também oscilou próximo da estabilidade na abertura, mas passou ao campo negativo. No mesmo horário, o Ibovespa apresentava queda de 0,85% aos 53.247 pontos e volume negociado de R$ 4,2 bilhões. O índice é influenciado pelo vencimento de opções e contratos futuros.

Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, a expectativa era de que os juros não subiriam nos EUA. Para ele, mais importante do que a data do aumento das taxas é a velocidade com que isso acontecerá.

– Tudo indica que a velocidade de alta será lenta, já que ainda há muitos problemas na economia mundial. A Grécia também está no foco do mercado, mas acredito que apesar da ameaça o país deverá permanecer na zona do euro – afirmou Cardoso.

Para o estrategista macro da XP Securities, Paulo Hermanny, o Fed poderá subir os juros já em setembro deste ano, se os próximos dados da economia americana mostrarem que o crescimento foi retomado de forma consistente, independente de fatores sazonais. Na estimativa de Hermanny, os juros subiriam 0,25 ponto percentual este ano e, a partir de 2016, mais 0,25 a cada reunião. Com isso, os juros nos EUA chegariam a 3,75% em 2017.

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No cenário doméstico, Marcio Cardoso destaca o vencimento de opções e contratos futuros do índice, que traz mais volatilidade ao pregão nesta tarde. Ele lembra que ainda está no radar do mercado a possibilidade de que a ag~encia de classificação de risco Moody’s rebaixe o rating do Brasil, sem perder o grau de investimento.

– O vencimento de opções e contratos futuros tem impacto nas ações da Petrobras – diz Cardoso.

As ações preferenciais da petrolífera (sem direito a voto) subiram pela manhã, mas inverteram o sinal. Às 15h30m, elas recuavam 0,74% a R$ 13,25. Esses papéis são os mais negociados do pregão com volume de R$ 424 milhões. As ações de bancos, que têm o maior peso no Ibovespa, também recuam. Os papéis preferenciais do Itaú Unibanco perdem 1,09% a R$ 34,10 e os PN do Bradesco caem 1,23% a R$ 27,99.

A maior alta do pregão é apresentado pelas ações ordinárias da Tim Participações com valorização de 4,15% a R$ 10,04 com a notícia de que a Vivendi pode aumentar sua participação na empresa italiana para até 15%, tornando-se a maior acionista da Telecom Italia. Na Bolsa de Milão os papéis da empresa também apresentaram forte alta. A maior queda é apresentada pelas ações PNA da Braskem, com perda de 4,19% a R$ 13,50. O preço do minério de ferro cai pelo quarto dia consecutivo na China, o que prejudica as margens das siderúrgicas. Os papéis preferenciais da Gerdau Met, por exemplo, perdem 3,84% a R$ 7,02. As ações PNA da Vale também recuam 0,88% a R$ 16,88.

A Maestro Frotas, uma das principais empresas de locação de frotas corporativas do País, ingressou nesta quarta no Bovespa Mais, segmento de acesso à BM&FBovespa. O Bovespa Mais é destinado a empresas médias e permite que as empresas listem suas ações, antes de realizar a abertura de capital. Ao listar seus papéis nesse segmento, a Maestro aumentará sua visibilidade frente aos investidores. Desde fevereiro de 2014 não havia novos ingressos no Bovespa Mais, que tem mais oito empresas listadas. A Maestro tem 2.618 veículos e 100 clientes, além de contar com investimentos do Grupo Stratus, de private equity.

Na Europa, as principais Bolsas fecharam em queda com a ameaça da da Grécia de deixar a zona do euro. Nos EUA, os pregões abriram o dia em alta, inverteram para o campo negativo e voltaram a subir após a decisão do Fed.

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