Economia

Dólar comercial é negociado a R$ 3,06 próximo da estabilidade

Ontem moeda americana também fechou estável cotada a R$ 3,05

SÃO PAULO – O dólar comercial abriu a sexta-feira com leve alta, mas opera próximo à estabilidade. Às 9h30m, a moeda americana estava sendo negociada a R$ 3,06 na venda, uma leve valorização de 0,03%. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, principal indicador do mercado de ações brasileiro, abriu em queda refletindo a piora dos indicadores da economia brasileira. Às 10h11m, o índice recuava 1,09% aos 53.648 pontos.

Ontem, após dois dias de quedas acima de 1%, a divisa fechou fechou estável frente ao real, cotada a R$ 3,058 para venda. Ajudou a evitar uma nova queda do dólar a decisão do BC, que surpreendeu o mercado e reduziu sua intervenção no dólar pela segunda vez em sete dias.

No exterior, a divisa americana também ganha força frente às principais moedas diante do cenário de incerteza em relação às negociações da Grécia com seus credores. Ontem, porém, a tendência foi de desvalorização do dólar depois da decisão do Fed de manter os juros entre zero e 0,25% ao ano e sinalizar que a elevação das taxas deve acontecer de forma gradual.

De acordo com Guilherme França, da corretora de dâmbio Correparti, além da influência da decisão do Fed, houve um movimento técnico de recomposição de posições compradas no mercado futuro, o que trouxe equilíbrio à cotação do dólar ontem.

No cenário doméstico, as atenções estão voltadas ao IBC-Br, indicador de crescimento do país, que apontou que a economia brasileira encolheu 0,84% em abril em relação a março. A retração foi maior do que a esperada pelo mercado, entre 0,35% e 0,40%, o que deve impactar o humor dos investidores. De acordo com relatório da Correparti, o mercado local também vai digerir o adiamento da votação do projeto de lei das desonerações, que ficou para a próxima semana, mas por causa das festas de São João pode ter mais um adiamento por falta de quórum.

– Os investidores repercutem ainda o IPCA-15 (que acelerou para 0,99% em junho frente aos 0,60% de maio). Outra notícia que deverá pesar hoje no mercado é a informação de que o governo fará uma proposta para reduziro superávit primário de 2015 junto às lideranças do Congresso. O Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já estaria em conversas com as agências de rating para tentar evitar um downgrade, caso esta proposta tenha êxito – diz França, em relatório divulgado nesta sexta.

Na Europa, as principais bolsas trabalham em alta, favorecidas pelo rali das ações nas bolsas americana ontem, apesar das preocupações com a Grécia. Ainda não há solução para o impasse das negociações de Atenas com os credores internacionais, e uma cúpula de emergência de líderes da zona do euro foi convocada para tratar do assunto na segunda-feira.

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