Economia

Receita dos serviços cresce 1,7% em abril, segundo pior resultado da série iniciada em 2012

Taxa divulgada hoje pelo IBGE só é superior à de fevereiro deste ano

RIO – A receita nominal do setor de serviços registrou um crescimento de 1,7% em abril frente a igual mês do ano anterior, anunciou nesta quinta-feira o IBGE. O resultado é inferior aos 6,1% registrados em março, mas superior ao 0,9% de fevereiro. A taxa de abril é a segunda menor da série iniciada em 2012, atrás apenas da de fevereiro.

No ano, a taxa acumulada atingiu 2,6%. Em 12 meses, a alta é de 4,3%. Os serviços profissionais, administrativos e complementares foram os que mais cresceram (6,7%), seguidos por serviços prestados às famílias (1,2%) e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (1%). Já os serviços de informação e comunicação e outros serviços registraram resultado negativo de 0,1% e 2,2%, respectivamente.

Primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) inclui as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado — o valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram.

O setor de serviços é um dos mais importantes na composição do Produto Interno Bruto (PIB), respondendo por cerca de 60% do chamado lado da oferta — formado também por indústria e agropecuária. O setor fechou 2014 com alta acumulada de 6%, a menor da série histórica. Em 2012, o faturamento dos serviços avançou 10% e, em 2013, 8,5%.

Como a pesquisa é recente, o IBGE ainda não divulga números oficiais descontando a inflação. Com isso, os dados mostram apenas o aumento do faturamento, e não o avanço do volume de vendas.

O segmento de serviços prestados às famílias cresceu 1,2% frente a abril de 2014, inferior às taxas de março (2,5%) e fevereiro (6,8%). A variação acumulada no ano é de 4,9% e em 12 meses, de 7%. Os serviços de alojamento e alimentação variaram 1,1% e outros serviços prestados às famílias, 1,6%. A massa de rendimento real habitual recuou 3,8% entre abril 2015 e de 2014, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Com isso, afirma o instituto, a redução do poder aquisitivo somada ao crescimento dos preços de alimentação fora de casa, acima da média geral do IPCA de abril, contribuíram para que a variação nominal dos serviços prestados às famílias atingisse o menor patamar desde o início da série.

Comentários

Mais de Economia