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Empresas goianas sonegaram quase R$ 40 milhões em FGTS no 1º semestre de 2018, segundo Ministério do Trabalho

diario da manha
Foto: Reprodução
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Empresas goianas sonegaram R$ 39 milhões em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no primeiro semestre de 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 5, pela Superintendência do Ministério do Trabalho em Goiás (STRE-GO). Deste total, R$ 4 milhões já foram recebidos e repassados aos trabalhadores. O restante ainda é revisitado em ações judiciais.

O superintendente do Ministério do Trabalho em Goiás, Eduardo Amorim, explica que o número é menor do que no mesmo período do ano passado, quando a sonegação chegou a R$ 45 milhões, tendo em vista que, a procura ao órgão para denunciar a falta de recolhimento do benefício aumentou 90%.

Ele afirma que as autuações às empresas ocorrem por meio de denúncias dos trabalhadores e sindicatos, bem como por visitas voluntárias dos próprios fiscais às empresas. “Elas são notificadas e tem um prazo de até oito dias para se manifestar a respeito”, explicou o superintendente em entrevista à TV Anhanguera.

A STRE-GO informou que no primeiro semestre deste ano, 230 empresas de Goiás foram fiscalizadas, sendo que em 86% dos casos foram encontradas irregularidades. Amorim pontua que as empresas que não repassam o FGTS não conseguem emitir a Certidão Negativa de Débitos (CND), impossibilitando assim, a renegociação de dívidas com a União. Além disso, quando a dívida é executada, é cobrado juros iniciais de 5%, que dobram a cada novo mês em débito.

Lembrando que o FGTS corresponde a 8% do salário do funcionário de deve ser depositado mensalmente em uma conta da Caixa Econômica Federal vinculada ao contrato de trabalho. O saldo pode ser consultado pelo trabalhador pelo site da Caixa ou por meio de aplicativo. Além disso, é possível retirar o extrato da quantia em qualquer agência ou receber via SMS, a cada dois meses, pelos Correios.

Com informações do G1/Goiás.

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