Economia

Goianos defendem industrialização e apoiam incentivos fiscais

diario da manha

Desenvolvimento regional, emprego e formação de mão de obra são alguns dos fatores positivos apontados pelos goianos com relação à industrialização do Estado. Pesquisa realizada pelo Instituto Fortiori, encomendada pela Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), identificou que 98,3% dos goianos apontam a indústria como fator de desenvolvimento da economia local. O apoio à instalação de novas indústrias no Estado é de 97,7% da população.

O levantamento foi realizado no formato quantitativo, com 800 entrevistas em 40 cidades do Estado, e também qualitativo, com grupos de discussão em municípios com alto nível de industrialização, como Anápolis, Catalão e Rio Verde, e também na capital. Os dados também apontam um amplo apoio da sociedade às políticas de incentivos fiscais: 74,3% das pessoas apoiam as medidas de atração deu novos investimentos e somente 12,9% rejeitam. Dentre os motivos para o apoio ao processo de industrialização, a geração de mais empregos está em primeiro lugar: é citada por 62,2% dos entrevistados como o impacto mais positivo da instalação de novas indústrias nos municípios.

O presidente da ADIAL, Otávio Lage de Siqueira Filho, explicou em entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira (21) que o objetivo da pesquisa é levantar dados para subsidiar o setor produtivo e governos do Estado e municipais quanto aos projetos de desenvolvimento para Goiás, até mesmo para captar novas empresas para aumentar os investimentos e também ajudar nas políticas públicas para melhorar a qualidade de vida dos goianos.

“Essa pesquisa já foi apresentada ao governo e é uma das ferramentas que teremos para trabalhar no sentido de ajudar a traçar caminhos para o desenvolvimento de Goiás. Outros estudos ainda estão sendo realizados a pedido da Adial com equipes de economistas renomados. Todos eles com o objetivo de contribuir para fomentar com informações as políticas econômicas que gerem renda e minimizem o desemprego que estamos vivendo em Goiás e no País”, disse o líder empresarial.

A maioria dos números reforça uma visão positiva do goiano com relação ao setor industrial. Em boa parte das regiões do Estado, a indústria é apontada como o setor mais relevante da economia – quando não é apontado como principal, fica em segundo lugar. Para o empresário Cesar Helou, vice-presidente da ADIAL, várias indústrias goianas são destaque nacional, citando ranking recente que coloca empresas locais entre as 10 preferidas dos consumidores brasileiros. “Os incentivos fiscais que Goiás deu no passado foram extremamente importantes para o crescimento do Estado e expansão do emprego e riquezas”, afirma Helou.

O empresário e vice-presidente da ADIAL, Alberto Borges, concorda. “As indústrias goianas geraram desenvolvimento e emprego no Estado. A pesquisa aponta essa realidade. A sociedade reconhece e demonstrou este apoio. Em vários municípios goianos, a indústria é o principal empregador e responsável por transformações sociais muito positivas. Queremos somar e ampliar a expansão da economia no nosso Estado”, apontou.

Números

Entre os entrevistados que afirmaram ter algum conhecimento das políticas de incentivos fiscais do Estado para a atração de indústrias, 89,9% afirmam que são favoráveis ao modelo de atração de empresas. Somente 7,6% se colocam contrários. Os goianos concordam totalmente (76,6%) que a política de incentivos deve continuar, ante 15,2% que concordam apenas parcialmente.

Outro dado importante da pesquisa da Adial é que 92,7% concordam (totalmente ou parcialmente) que é melhor o governo estadual receber uma parte dos impostos das indústrias que investem atraídas pelos incentivos fiscais, gerando empregos e desenvolvimento em Goiás, do que perdê-las para outros Estados do País. Apenas 7,1% discordam disto.

A maior parte dos goianos afirma que as indústrias beneficiadas com incentivos devem dar maiores contrapartidas ao Estado, além da geração de empregos, principalmente com investimentos em infraestrutura, saúde, escolas e creches. Existe também uma preocupação com a questão ambiental e um entendimento de que deve haver maior fiscalização sobre os impactos provocados pela atividade.

A indústria é considerada o setor econômico mais importante pelos goianos para o desenvolvimento do Estado, com 33% das respostas, seguido pelo comércio (21%) e agricultura/pecuária (15,7%). Nos municípios goianos com forte polo industrial, este porcentual cresce para 39,8%. A indústria foi apontada por 34,5% dos goianos como o melhor local para um jovem iniciar sua carreira profissional. Se considerarmos a construção civil e a agroindústria, este porcentual cresce para 40,8% no Estado. É seguida pelo comércio (28,7% das respostas) e pela administração pública (17,2%).

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