Economia

Brasileiro insiste na poupança apesar da baixa rentabilidade

diario da manha

Atualmente, a poupança rende apenas 4,55% ao ano, o que corresponde a 70% da Selic, a taxa de básica de juros da economia. No entanto, de acordo com o mais recente Raio X do Investidor Brasileiro, levantamento feito pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) com apoio do Datafolha, apesar da baixa rentabilidade, 88% dos investidores brasileiros optaram pela caderneta de poupança para investir em 2018.

O segundo investimento mais utilizado foi a previdência privada (6%) e em terceiro lugar ficaram os títulos privados (5%). Os títulos públicos, considerados um dos mais seguros para o investidor conservador, contrariando expectativas, receberam aporte de apenas 3% dos investidores brasileiros, ocupando o quinto lugar no ranking.

O estudo também apontou que o motivo dos brasileiros insistirem na poupança, apesar de não ser um bom negócio, é o fato dela possuir liquidez diária, ou seja, o dinheiro poder ser resgatado em qualquer dia, conforme a vontade do investidor. Apesar disso, o brasileiro costuma manter o dinheiro na poupança em um período médio de nove anos e deixa de lucrar com opções de investimentos mais rentáveis.

É um grande equívoco pensar que apenas a poupança possui essa facilidade. Conheça a seguir as opções de investimentos mais rentáveis que a poupança, que performam muito bem no médio e longo prazo, e que também apresentam boa liquidez. Abaixo seguem dois exemplos.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Em linhas gerais, no CDB, o investidor empresta dinheiro a uma instituição financeira e recebe os juros em troca. Trata-se de um título privado de renda fixa, o que significa que no momento da aplicação o investidor sabe exatamente quanto como o dinheiro vai render. A liquidez é diária e a maioria dos títulos contam com a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), – a mesma garantia da poupança-  com proteção de até R$250 mil por CPF, por instituição financeira.

Tesouro Direto

Com aportes a partir de R$ 30, o investidor tem no Tesouro Direto as opções mais seguras de investimentos. O resgate pode ser solicitado pela internet diariamente, incluindo dias úteis, finais de semana e feriados. Os investimentos do Tesouro Direto podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos e funcionam como os CDBs, mas os empréstimos são para o governo. Confira as opções listadas abaixo. 

Tesouro Prefixado: A porcentagem da rentabilidade é definida previamente pelo Tesouro Nacional e o dinheiro pode ser resgatado de um dia para outro, mas neste caso será calculado com base no valor de mercado na data do saque, ou seja, não na rentabilidade previamente contratada. É uma boa opção para quem pretende deixar o dinheiro rendendo em médio e longo prazos, mas também quer ter a segurança da liquidez diária em caso de emergências.

Tesouro Selic: esse título rende de acordo com o desempenho da Taxa Selic, ou seja, é um investimento pós-fixado. Essa opção é vantajosa em tempos de oscilação da economia, porque quando os juros sobem, a rentabilidade do investimento também aumenta. Também conta com liquidez diária e é uma excelente opção para reservas de emergência.

Tesouro IPCA: a rentabilidade desse título combina a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerada a inflação oficial do país a uma rentabilidade preestabelecida. É ideal para quem quer manter sua reserva financeira para resgate em médio e longo prazo, mas o investimento também pode ser resgatado de um dia para outro.

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