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Bloco do Sargento Pimenta lança primeiro álbum

diario da manha

Eram garotos que amavam os Beatles. Da paixão nasceu o bloco, que reuniu meio milhão de pessoas no carnaval 2017. E, do bloco, veio o álbum. “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (Sony Music), releitu­ra do clássico disco do quarteto de Liverpool, marca a estreia do Bloco do Sargento Pimenta nas platafor­mas digitais. O lançamento aconte­ce no ano em que a gravação origi­nal completa meio século.

A releitura de “Sgt. Pepper’s Lo­nely Hearts Club Band” feita pelo Bloco do Sargento Pimenta segue a ordem original das faixas e tem participação especial do Jongo da Serrinha na música “She’s Leaving Home”. Além dos integrantes origi­nais do grupo, também gravaram no trabalho os músicos Ayran Nicode­mo (violino em “Within You Without You”), Carlos Chaves (violão de 7 cor­das em “Fixing a Hole”), Nelson Frei­tas (sanfona em “When I’m 64”) e Si­don Silva (congas em “Lucy In The Sky With Diamonds”).

Produzido por Leandro Donner e Mateus Xavier, que também cuida­ram dos arranjos junto com outros membros do bloco, o álbum foi gra­vado no Estúdio Boca do Mato (RJ) por Daniel Sili entre setembro e outu­bro de 2017. A mixagem foi feita por Gustavo Krebs nos estúdios Reale­jo Digital e ARPX Áudio (RJ) em no­vembro de 2017 e a masterização por Carlos Freitas no Classic Master (SP).

Mateus Xavier explica que o Sar­gento Pimenta sempre teve uma preocupação grande com a estrutu­ra original das músicas e que tomou o mesmo cuidado na regravação do disco. “No entanto, fizemos uma re­leitura na qual trabalhamos novos ar­ranjos e usamos outros instrumen­tos, baseados em ritmos brasileiros, trazendo uma nova sonoridade para esse grande clássico do rock. A parti­cipação do Jongo da Serrinha é um dos pontos altos”, destaca.

É possível dizer que os Beatles revolucionariam a música pop há 50 anos com “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, quando a psico­delia dava o tom das mudanças cul­turais. Passado meio século, o disco ainda é referência musical e estética. “Arte icônica com centenas de releitu­ras, pela primeira vez na história surge um encarte com letras. Experimen­tos técnicos inovadores em estúdio, gerando sons nunca antes ouvidos. Arranjos primorosos que apresenta­vam desde uma orquestra sinfônica a elementos de música concreta. Ál­bum com muita cor, onde a banda se apresentava como uma versão de si mesma. Uma fantasia digna de um enredo de carnaval!”, explica Lean­dro Donner, diretor musical, voca­lista, guitarrista e um dos fundado­res do Bloco do Sargento Pimenta.

SOBRE O BLOCO DO SARGENTO PIMENTA

Eram garotos que amavam os Beatles. E o carnaval. Uma pergun­ta veio à cabeça: por que não inse­rir a música do quarteto de Liver­pool na brasileiríssima sonoridade da bateria de uma escola de samba? Foi com esse objetivo que 13 amigos se reuniram e, em 2010, criaram o Bloco do Sargento Pimenta. O gru­po, que se apresentou inclusive no Cavern Club, lendário clube inglês onde John, Paul, Ringo e George co­meçaram a carreira, faz cerca de 50 shows por ano. No primeiro desfile, em 2011, cinco mil pessoas se espre­meram pelas ruas estreitas do bair­ro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, para acompanhar o trio elé­trico. Em 2017, a homenagem pelos 50 anos do disco “Sgt. Pepper’s Lo­nely Hearts Club Band” deu o tom e levou 500 mil pessoas ao Aterro do Flamengo – um número que faz do Sargento Pimenta o segundo maior bloco do carnaval carioca.

No começo eram nove amigos que não tinham relação profissional com a música – engenheiros, advo­gados, médicos, publicitários e jor­nalistas – mas com muita vontade de colocar a mão na massa. Con­vocaram então outros quatro, mú­sicos, que tiveram a incumbência de cuidar dos arranjos e da direção musical. Mais amigos foram che­gando e, logo, estavam mergulha­dos nos ensaios semanais, forman­do a bateria do bloco. Estava dada a largada para a estreia de sucesso no carnaval carioca.

Com arranjos sofisticados, mas que respeitam a personalidade origi­nal das melodias, o repertório inclui as cirandas “All You Need Is Love” e “Hey Jude”, as marchinhas “She Lo­ves You” e “All My Loving”, o baião “Can’t Buy Me Love”, o samba “I Want To Hold Your Hand”, a qua­drilha “Here Comes The Sun”, o maracatu “Come Together”, o xote “Love Me Do”, o funk “Ticket To Ride” e o afoxé “Twist And Shout”, entre outros hits.

O bloco é composto por duas grandes partes: a banda – que ataca com duas guitarras, baixo, saxofone, trombone e dois trompetes – e a ba­teria, com os tradicionais instrumen­tos de uma escola de samba, como surdo, caixa, repique, tamborim, agogô e pandeirola. No carnaval, o número de participantes é de cerca de 120, incluindo os alunos da ofici­na semanal de percussão. O cuida­do com o figurino também chama atenção: os Pimentas se apresentam com roupas exclusivas, inspiradas na capa de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, frequentemente citado como o melhor e mais influente ál­bum da história do rock. Nas apre­sentações, os efeitos visuais e a per­formance dos músicos resultam em um espetáculo lúdico e irreverente.

Além dos desfiles carnavalescos, a trajetória do grupo inclui shows no Réveillon 2012 na praia de Copaca­bana e na festa de recepção ao prín­cipe Harry no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. A primeira turnê pela Eu­ropa, em julho e agosto de 2012, teve apresentações comemorativas nos eventos olímpicos de Londres. Um ano depois, o Sargento Pimenta vol­tou à cidade natal dos Beatles para uma apresentação com o Rhythms of The City, bloco de carnaval inglês, no Cavern Club. Ainda em 2013, foi criado o Little Be, oficina de bateria para jovens de sete a 14 anos.

 

 

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