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HQ Medieval

diario da manha
Lançamento duplo: no dia 15 de dezembro Francisco lançará Insurreição, juntamente com Tiago Holsi, que irá apresentar a HQ Floresta Morta

Uma saga medieval re­pleta de vingança, ma­gia e história. Esta é a tônica de Insurreição, terceira HQ do jornalista e quadrinista Francisco Costa, que será lan­çada amanhã, dentro da Trash – Mostra Internacional De Ci­nema Fantástico, no Shopping Bougainville. O evento vai come­çar às 18h45, com direito à sessão de autógrafos com o autor.

A obra, que foi viabilizada graças à colaboração dos leitores no site de financiamento coleti­vo Catarse, foi produzida a mão (e colorida digitalmente por Dir­ceu Sousa). O roteiro e arte fo­ram assinados por Francisco Costa, que, apesar de já ter escri­to e lançado outras duas HQs – A Última Fábula e Louis de Dam­pierre –, Insurreição marca a es­treia do jornalista na arte.

“É a primeira vez que me sen­ti seguro para desenhar uma história minha. Eu sempre gos­tei de desenhar e sempre tive este sonho. Amigos do ramo, como Rodrigo Spiga, Thiago Dornelas, Ronaldo Zaharijs e meu irmão, Dirceu Sousa (o co­lorista) foram alguns incentiva­dores. E, claro, tive o apoio da minha esposa, Ludmilla Arru­da, que acha que eu sou artista”, disse Francisco, entre risos.

Insurreição, acompanha a saga de Lara, uma campone­sa queimada viva com a famí­lia, que busca vingar de seus algozes a todo custo, até mes­mo depois da morte. Toda his­tória é ambientada na Fran­ça, na Revolta dos Jacques de 1358, durante Guerra dos Cem Anos, que envolveu os reinos da França e da Inglaterra nos anos de 1337 a 1453.

A Guerra dos Cem Anos é, ali­ás, uma das grandes influências na obra de Francisco até agora. “Esta HQ faz parte do universo do meu quadrinho A Última Fá­bula, que também se passa du­rante a Guerra dos Cem Anos. Sou fascinado por Idade Média e a Guerra dos Cem Anos é um dos momentos mais emblemáti­cos deste período”, explica.

Para inspirar na criação de sa­gas fantásticas medievais, além de um grande conhecimento da história mundial, o jornalis­ta conta ainda com o que cha­ma de “mistura de bagagem”, um combo poderoso de cultura nerd. A bagagem engloba desde quadrinhos, como Os Compa­nheiros do Crepúsculo, a games a exemplo de Demon’s Souls e li­vros do calibre de O Senhor dos Anéis e até bandas de rock, como a Genesis.

Fora do entretenimen­to, Francisco também tem em mente uma personagem real, que certamente foi um mode­lo para a sua personagem Lara. “Acho que também é difícil não pensar em Joana D’Arc, que foi uma mulher símbolo desse perí­odo”, acrescenta o autor.

DESAFIOS

Ávido leitor de quadrinhos, Francisco tem como inspira­ção nomes norte-americanos das HQs, como os roteiristas Neil Gaiman e Mike Mignola e os artistas Frank Quiteley, J.H. Williams III e Paul Pope. “Mas tem uma galera nacional sensa­cional, como Rafael Albuquer­que, Ivan Reis, Danilo Beyruth. Impossível citar todas as pesso­as que me inspiram”, admite.

Talvez foram até os nomes brasileiros dos quadrinhos que incentivaram o jornalista a con­cretizar o desejo antigo e la­tente de se tornar mais que um consumidor de HQs. E no ano passado deu o primeiro passo no que ele chama de “caminho das pedras”, partindo de vez para o mundo das publicações independentes. Apesar de desa­fiante, ele afirma que o plano é seguir sempre em frente. “Pre­tendo lançar pelo menos um tí­tulo por ano”, revela.

Sobre as HQs locais, Francis­co Costa diz avistar um cenário crescente e artistas de qualida­de. No entanto, assim como todo lugar do Brasil, a independência cobra um preço alto, ainda mais no universo dos quadrinhos, em que a impressão cara, produção trabalhosa e o material desvalo­rizado comercialmente.

“O melhor jeito de divul­gar o trabalho e ‘despachar’ os produtos é por meio de feiras, como a CCXP, em São Paulo. Infelizmente, não temos tan­tos eventos assim na região. Mas é isso. Estamos e esta­remos na luta. Boa parte dos quadrinistas independentes está nessa pela arte, uma vez que é muito difícil viver disso. Tomara que mude, mas se não mudar ainda faremos quadri­nhos”, decreta Francisco, que na próxima sexta-feira (15), às 20h, lança o livro na Mandrake Comic Shop juntamente com Tiago Holsi, que irá apresentar a HQ Floresta Morta

 

Confira também os livros que serão lançados hoje e domingo na Mostra Trash:

 

HOJE – ÀS 21H15

THTRU

Realizada no Bra­sil, Índia, Hong Kong e Alemanha, TH­TRU reúne a poe­sia do artista india­no Amit Desai, que ganha vida em uma viagem alucinante por sonhos e pesa­delos ilustrados pelo mestre dos Quadri­nhos Rodolfo Zalla, em seu último gran­de trabalho.

Oráculos

Álbum que com­pila 10 HQs poético­-filosóficas criadas por Edgar Franco, ao longo de 20 anos, usando o I Ching e o Tarô como fontes de inspiração.

AMANHÃ – ÀS 18H45

O Museu dos Horrores

Com roteiro de Paulo Bis­caia Filho e belíssima arte de José Aguiar, a partir de argu­mento do lendário escritor Rubens Francisco Lucchetti, O Museu dos Horrores é um passeio pelo clichês do hor­ror, com direito aos maiores monstros do gênero.

Insurreição

Com roteiro e arte de Fran­cisco Costa, a obra acompa­nha Lara, uma camponesa queimada viva com a família durante a Revolta dos Jacques na França, durante a Guer­ra dos Cem Anos. Porém, seu ódio arde mais que a própria morte e ela não é capaz de se manter no descanso eterno.

Álbum “Oráculos” compila 10 HQs poético-filosóficas criadas por Edgar Franco, ao longo de 20 anos

 

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