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Música clássica no fim de ano

diario da manha

Inspirada no romance do escritor francês Prosper Mérimée, Carmen é uma das óperas mais populares do gênero. Estreada em 1875 na Ópera Comique em Paris, a obra foi duramente critica­da devido ao conteúdo trans­gressor. Logo depois da morte de Bizet, seu compositor, ela foi apresentada em Viena com enorme sucesso, elogiada por pessoas tão diferentes quanto Brahms, Wagner e pelo filóso­fo Nietsche, um grande admi­rador da partitura.

O primeiro registro que se tem da apresentação da ópera no Brasil é de 1881, no Teatro D. Pedro II do Rio de Janeiro. Desde então, já es­teve em 30 temporadas do teatro.

Em dezembro, essa contro­versa obra será apresentada pela Orquestra Filarmônica de Goiás com a participação de um elen­co de peso. A consagrada sopra­no Denise de Freitas interpreta­rá Carmen, Hélenes Lopes será Don José, Patrícia Mello é res­ponsável pela sensível Micaëla e Daniele Nastri por Frasquita. Também participarão Angela Barra (Mercedes), Michael Sil­veira (Dancaire), Jadson Álva­res (Morales e Zuniga) e Hudson Ayres (Remendado).

Sob a regência do maestro Neil Thomson, o elenco promete ambientar o público em Sevilha, na Espanha, cidade onde ocor­re a trama, que conta a história da sedutora Carmen, que afas­ta Don José de sua noiva Micae­la, dando início a uma confusa e trágica trama de amor. Carmen é uma música tão peculiar quan­to o enredo, e por essa razão foi motivo de muita controvérsia.

Carmen encerra a tempora­da 2017 da Filarmônica de Goi­ás. Serão duas apresentações no Centro Cultural Oscar Nie­meyer. No dia 21, quinta-feira, às 20h30 e no dia 22, sexta-feira, também às 20h30.

TEMPORADA 2017: MÚSICA QUE TRANSFORMA!

Em 2017, a Orquestra Filar­mônica de Goiás realizou 40 apresentações reunindo um público de 60.000 pessoas ao longo do ano. Os principais pal­cos da capital, como o Teatro Goiânia e Centro Cultural Oscar Niemeyer, receberam concertos com os maiores solistas e re­gentes da atualidade, que apre­sentaram aos goianos obras de compositores clássicos, român­ticos e nacionalistas.

Além do tradicional reper­tório sinfônico, a Filarmônica se aproximou da Música Po­pular Brasileira. O cantor Le­nine participou da temporada e, juntamente com a Orques­tra, fez mais de 2.500 pessoas cantarem seus maiores suces­sos como Paciência, Simples Assim, Jack soul brasileiro, en­tre outros.

Neste ano, a Orquestra re­alizou sua IV Turnê Nacio­nal, com estreia no tradicio­nal Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com lotação má­xima, a Filarmônica apresen­tou sob a regência do maestro Neil Thomson e com a parti­cipação do pianista Cristian Budu, obras de Tchaikovsky e Brahms. Espetáculos na Sala São Paulo (São Paulo) e no Au­ditório Cláudio Santoro (Cam­pos do Jordão) também inte­graram o roteiro da turnê.

Como destaques da Tempo­rada 2017 estão as séries Orques­tra nos Parques e Música Impo­pular. A primeira proporcionou apresentações no Parque Flam­boyant e no Festival Bananada e a segunda levou um repertório diferente para lugares inusitados como o Bolshoi Pub e o Martim Cererê. Música Impopular de­monstrou que o público goiano deseja novidades culturais e que quando elas ocorrem, a partici­pação é máxima.

Com estas ações, a Orques­tra Filarmônica de Goiás objeti­va estar cada vez mais próxima da população, proporcionado concertos e atividades emocio­nantes com os quais haja identi­ficação cultural por parte da pla­teia. Democratização da música de concerto e busca permanen­te por profissionalização são as metas de nossa Filarmônica.

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