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Natal: tempo de bruxas, demônios e homens do saco

diario da manha

A o redor do mundo 126 países são de maio­ria cristã, a maior par­te dos cristãos está na América. O Natal é uma festa cristã, co­memorada de diferentes formas pelo globo. O modo mais clássi­co é o American way of life (esti­lo americano), dos Estados Uni­dos, o país mais cristão do globo, ou seja, consumismo desenfrea­do, abuso de luzes e comida em embalagens coloridas.

Os clássicos natalinos ado­tados no Brasil, o segundo País mais cristão do mundo, você já conhece: Papai noel, decoração de inverno rigoroso mesmo a 40° na sombra, presentes, ceia osten­siva, cantatas, árvore e luzes. Em Goiás temos nossas especificida­des, como bonequinhas da OVG para as crianças, aldeia do Papai Noel na Praça Cívica e Papai Noel chegando de carro de boi.

Pelo mundo as celebrações acontecem com os mais diversos elementos, desde representação de um ser meio demônio, meio cabra na Áustria até participação especial de bruxas na Noruega. O ponto em comum dos elemen­tos natalinos em diferentes cul­turas é alimentar a magia inclu­sa neste tipo de festa.

 

Confira uma lista com peculiaridades natalinas ao redor do mundo:

Áustria – Da série meio de­mônio, meio ovelha partici­pando do Natal pra bater em criancinha temos o Kram­pus na Áustria. Krampus são criaturas horrendas, que pa­recem demônios com chifres e o corpo coberto de pele de ovelha, e carregam varas e correntes. Algumas vilas pro­movem desfiles perto do dia de São Nicolau (6 de dezem­bro), onde várias pessoas se vestem de Krampus e saem assustando e chicoteando as pessoas que assistem ao desfile. São Nicolau também desfila junto, mas não signi­fica que os Krampus são as­sistentes dele. Ao contrário dele, que dá presentes para as crianças que foram boas, os Krampus por sua vez punem as crianças que foram más.


Noruega – Na Noruega no Natal tem crossover, ou seja, personagens de diferentes histórias interagindo, no caso tem participação es­pecial de bruxas. Bruxas malvadas, que roubam as vassouras das casas para ficar sobrevoan­do os vila­rejos. Assim, nessa épo­ca as vassouras s impl e s ­ment e so­mem de vista, já que durante as cele­brações as mulheres escondem esses objetos para manter os espíritos malignos bem longe de seus lares. Então se você pos­sui um modelo mais arroja­do de vassoura, como uma Nimbus 2000, tem que ficar duas vezes mais esperto


Islândia – A tradição lá não é de um só Papai Noel, mas treze Papai Noéis diferentes, que vêm das montanhas um a um nos 13 dias an­tes do Natal. Nos tempos a cren­ça é que eles vi­nham apenas para pregar pe­ças e roubar co­mida e utensílios das casas das pesso­as. Hoje em dia ainda se acredita nessa par­te de pregar peças, mas também existe a tradição de que eles deixam pequenos presen­tes para crianças que deixam os sapatos na janela. Quer dizer, as crianças comportadas ga­nham presentes, e as mal-com­portadas ga­nham uma batata. Isso não chega a ser um castigo, batata não é um playstation, mas é bom também.


Holanda – A Ho­landa tem uma práti­ca peculiar e tosca de black face natalino, o Pedro Preto. Não são bruxas ou demô­nios que aterrorizam as festas de Natal, mas um persona­gem sinistro chama­do Zwarte Piet ou Pedro Preto em tra­dução livre. Apesar de ele ser um dos queridos ajudantes do Papai Noel, o Pedro tam­bém tem um lado assustador: ele é uma espécie de “homem do saco” que leva as crianci­nhas desobedientes embora para a Espanha, que, curio­samente, é onde o Bom Velhi­nho dos holandeses mora.


Ucrânia – O Natal ucraniano tem em suas histórias um rolê meio Programa do Gugu, uma história de pobreza triste acom­panhada por uma reviravolta impressionante. Além dos en­feites de Natal que todo mundo conhece, na Ucrânia as árvores são decoradas com teias de ara­nha. A origem desse costume vem de um conto sobre uma mulher muito pobre que não tinha como comprar os ador­nos para pendurar no pinheiro. Mas na véspera de Natal uma mágica aconteceu e a mulher descobriu na manhã seguinte que uma aranha havia enfeita­do a árvore com uma linda teia de metais preciosos.

 


Espanha – Em alguns luga­res deste país existe uma figu­ra bem estranha nos presépios, o Caganer. Tradicionalmen­te um simples agricultor com um gorro vermelho típico ca­talão e um cachimbo na boca, sua comicidade está no fato de ele estar agachado, “fazendo suas necessidades”, e ainda (ou justamente por isso) represen­tar um símbolo da fertilidade e da sorte e alegria para o ano. A origem do caganer não é certa. Mas, aparentemente, sua sim­bologia remete ao fato de que suas necessidades seriam uma ótima fonte de fertilidade para a terra. É isso, Jesus na manjedou­ra, José e Maria contemplando e um camponês literalmente de­fecando pra isso, polêmico.

 

Outras curiosidades:

Suíça: Anualmente, na pequena cidade de Samnaun, há uma competição local na casa de esqui do vilarejo que ele­ge o melhor Papai Noel. Popularmente conhecida como “ClauWau”, conta com 100 participantes vestidos a caráter que encaram desafios como escaladas, circuitos com obstá­culos e corridas malucas.

Alemanha: A tradição do picles de Natal é costume na Ale­manha. Basicamente, há uma árvore de Natal muito grande dentro da casa de alguém. E dentro da árvore – escondido en­tre todas as bolas e enfeites tem um picles. O objetivo do “jogo” é tentar rastrear esse picles. Quem descobrir primeiro ganha um presente extra de Natal e “muita sorte” no ano seguinte.

 

Catalunha: Além de receber a visita do Papai Noel e dos Reis Magos, uma das atrações natalinas de lá é um tronco. Conhecido como Caga Tió, esse pedaço de madeira chega nas casas no dia 8 de dezembro e fica até o Natal. Ele fica co­berto por uma manta e é alimentado diariamente com frutas, pães e restos de comida. Na noite de Natal, as crianças batem no Caga Tió enquanto cantam, para que o personagem cague os presentes. De acordo com essa tradição natalina, os tron­cos são importantes porque dão luz e calor no inverno, além de servir para cozinhar.

 

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