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Banda Chá de Gim lança novo single

diario da manha

A Chá de Gim lança seu novo single Preto Velho hoje (28), que irá compor junto com a Canção do Futuro o segundo ál­bum da banda. Depois da psico­delia urbana do primeiro single, a nova música retorna ao calor do ser­tão. A nova canção será lançada ofi­cialmente em um show gratuito, no Espaço Sonhus.

Diego Wander, vocalista da ban­da, descreve o sentimento criativo de sua composição: “Escrevi essa música quando tive meu primei­ro contato com o terreiro. Uma das primeiras entidades que falou co­migo foi Preto Velho. Quando ele veio trocar ideia, toda aquela angús­tia embolada na minha garganta foi dissipando e eu me senti muito aco­lhido com o que ele me falou, mui­to mais tranquilo do que quando eu entrei lá. Aí cheguei em casa e escre­vi a música com aquele sentimen­to de paz, tranquilidade”. O diálogo do Preto Velho com o jovem lembra os gritos, sábios da tradição africana, aconselhando e confortando os me­ninos moços sobre a vida: penosa, mas fecunda.

A Chá de Gim hoje é reconheci­da como uma banda de MPB e psi­codelia que adentra as raízes da cul­tura brasileira. Aliando o tradicional e o novo, percorre os ritmos de to­das as regiões do País, por isso, não forma sua plateia na superficiali­dade temporal, mas encontra por onde passa uma parcela de fãs ca­tivos. Está na estrada com fé e muita garra, ajudando a manter viva e lúci­da a cena alternativa da música bra­sileira. É formada atualmente por Alexandre Akires (bateria), Bernar­do Rodrigues (voz e contrabaixo), Caramuru (guitarra, voz e violão) e Diego Wander (voz e percussões).

Entre os elementos da cultura afro-brasileira presentes no single Preto Velho, como o som do be­rimbau, executado por Pompilio Machado, do grupo Samba Matu­to, estão a releitura de uma cantiga de capoeira, que forma uma lada­inha, puxada por Carlos Brandão, com coral de vozes femininas, for­mado por Abigail Rodrigues, Ísis Ribeiro, Larissa Andrade e pelas integrantes do grupo Cocada Co­ral Flávia Carolina, Nathalia Kaule e Sarah Menezes, que trouxeram a experiência de pesquisa em ritmos dançantes tradicionais brasileiros e encabeçaram coro.

Nas atividades do terreiro são oferecidos vários tipos de prenda aos orixás, entre as quais a música, o que torna os filhos de Ogum tão es­peciais. Os tambores em ritmo ije­xá embalam danças, rodopiando saias brancas nas festas a axé. Sob essa influência de ritmos do terrei­ro, Caramuru faz um som de violão que leva a um sentimento de bem­-estar, bonito de ouvir. E Alexandre na bateria usa um tambor principal, criando a impressão de leveza, mas com balanço, sem exageros, suave, mas com precisão. Alguns toques de agogô dão colorido a esse em­balo ijexá de origem africana tão aclamado pelos grandes nomes da MPB, como Gilberto Gil, Djavan e Clara Nunes.

O trabalho técnico vem com a produção musical, mixagem e mas­terização de Vinícius Fraga, no Awen Studio. Os bons resultados de gra­vação custaram dois meses de ativi­dades intensas no Estúdio Sonoro, com Lucas de Castro, acompanhan­do e auxiliando em todo o processo. A gravação da Ladainha, parte final da música, foi produzida e dirigida por Caramuru, guitarrista da ban­da, e gravado pelo estúdio particu­lar de Bruno Brogio, ex-integrante da banda. “Assim, ao ar livre, sob o can­to de passarinhos, em frente ao lago, e com esse coro feminino, foi muito diferente da primeira vez que grava­mos, além das vozes femininas traze­rem um brilho especial à música”, co­menta Bernardo, contrabaixista. Isso ocorreu nos fundos do Cabaret Vol­taire, com apoio logístico de Babidu, artista plástico e produtor cultural.

SOBRE A BANDA

A banda Chá de Gim surgiu há três anos no cenário da música goia­na. Não é à toa que os jornais ressal­taram o meteórico crescimento dela em matérias sobre o álbum Comu­nhão. A música Benzim alcançou a quinta posição da playlist Viral 50 do Spotify logo que foi lançada, fican­do à sua frente apenas quatro su­cessos populares e, até o momento, já foi tocada mais de 490 mil vezes por assinantes desse serviço digital de música. O Globo, do Rio de Ja­neiro, apontou a Chá de Gim como uma das melhores bandas alternati­vas do País. Teve participação signi­ficante em importantes festivais da cidade de Goiânia: ganhou o pri­meiro lugar no IV Festival Juriti de Música e Poesia Encenada (2014) e alcançou o segundo lugar no Festi­val Canta Cerrado (2015) do Sesi e TV Anhanguera. Apresentou-se em 2017 no projeto Grande Hotel Vive o Choro, no Canto da Primavera, no projeto Goiânia em Cena e no 7° Goiânia Canto de Ouro.

O primeiro álbum Comunhão apresenta diferentes referências, como a presença marcante da so­noridade nordestina, a exemplo de Dominguinhos, Gonzagão, Alceu Valença e Jackson do Pandeiro, as­sim como também é notável a in­fluência de ícones do rock, como Led Zeppelin, Pink Floyd e Beatles. Há outras referências de artistas da música brasileira reconhecidos por sua independência em termos de gênero musical, como Tom Zé, Ave Sangria, Caetano e Júpiter Maçã.

A independência de gênero é motivo de grande satisfação para os integrantes da banda. O primei­ro single Canção do Futuro, que irá compor novo CD, lançado em 2017, é um exemplo marcante do carac­terístico e desejável gênero descon­certante da banda concretizado em seus arranjos. Canção do Futuro e agora Preto Velho são extremos que singularizam a diversidade da vida musical da Chá de Gim.

SHOW CHÁ DE GIM – LANÇAMENTO DO SINGLE “PRETO VELHO”

Direção Musical: Luiz Fernando Chaffin

Data: sábado – dia 28/04

Horário: 20h

Local: Espaço Sonhus (Rua 18, esq. c/21, nº 10, Setor Central)

Apoio: Lei de Incentivo à Cultura e Prefeitura de Goiânia

Entrada franca

 

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