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Goiânia, uma cidade sombria

diario da manha

A atmosfera sombria dá o tom de Goiânia, mesmo quando o sol está rachan­do e o termômetro mar­ca seus 30 e tantos ou 40 graus. Nesta cidade plane­jada, as coisas nem sempre saem como a gente gosta­ria. E, se a metrópole até tem seu charme e seu en­canto, há também uma en­xurrada de sordidez que não pode ser varrida para debaixo do concreto.

Ninguém pode falar que ama ou odeia uma cidade sem encará-la no fun­do dos olhos. Viver uma cida­de é deparar-se com o que há de melhor e pior nela; é expe­rimentá-la e enfrentá-la dia­riamente, de diversas formas. E, por isso, o jornalista Adéri­to Schneider resolveu reunir diversos autores goianos para uma obra literária que reunis­se contos inéditos do subgê­nero policial noir ambienta­dos na cidade de Goiânia.

O resultado final deste pro­jeto é o livro Cidade Sombria, que reúne 28 contos inéditos de 28 autores, em uma luxuosa edição capa dura com ilustra­ções do artista Júlio Shimamo­to, um dos mais importantes nomes da ilustração e dos qua­drinhos no Brasil. A antologia será lançada no próximo sába­do (12/05), a partir das 17h, na Livraria Palavrear, em Goiânia.

LITERATURA POLICIAL

A literatura policial aglutina legiões de fãs há mais de um sé­culo e é o gênero literário mais popular da história do merca­do editorial. Afinal, quem não gosta de uma boa dose de sus­pense e mistério?

E se você está se perguntando oqueumacidadecomoGoiânia tem a ver com isso tudo, é bom saberque, comoafirmaoorgani­zador de Cidade Sombria, “pou­ca gente sabe, mas o fato é que Goiâniaéumacidadeimportan­te para a tradição da literatura po­licial no Brasil e, especialmente, para o subgênero noir.

A obra literária, que é con­siderada o primeiro romance noir brasileiro, foi publicada na capital goiana quando Ascen­dino de Souza Ferreira Filho, jornalista radicado aqui, sob pseudônimo Carlos de Souza, lançou, em 1972, Parada Proi­bida, pela extinta editora goia­niense Oriente. Então repórter policial, Carlos de Souza am­bientou em Goiânia sua narra­tiva, escrita em 1967 e publica­da apenas cinco anos depois.

O livro está há anos esgota­do e é uma raridade (apenas alguns exemplares circulam por aí, em sebos e nas mãos de colecionadores). Portan­to, não é de hoje que Goiânia é uma cidade sombria em pá­ginas literárias”.

CIDADE SOMBRIA, O PROJETO

Idealizado em 2014, Cida­de Sombria é um projeto que reúne alguns dos mais renoma­dos nomes da literatura goiana, além de autores menos conhe­cidos e até mesmo estreantes. A obra reúne 28 contos e partici­pação dos autores convidados, como Adele Lazarin, Ademir Luiz, André de Leones, Bariani Ortêncio, Edem Ortegal, Edi­val Lourenço, Eugênia Fraiet­ta, Fernanda Marra, Heleno Go­doy, Jamesson Buarque, Jarleo Barbosa, Ludielma Laurenti­no, Luis Maldonalle, Luiz Fafau, Marcelo Ferraz de Paula, Már­cia Deretti, Márcio Jr., Miguel Jorge, Pablo Kossa, Pedro No­vaes, Rafael Saddi, Thiago Ca­margo, Valdivino Braz e Adérito Schneider, idealizador do proje­to. Além disso, há participação dos vencedores do concurso li­terário Divino Rufino, Edivaldo Ferreira, José M. Umbelino Fi­lho e João Paulo Lopes Tito. Em cada um dos contos, uma leitu­ra da cidade de Goiânia.

Cidade Sombria é um pro­jeto idealizado pelo jornalista, roteirista e professor universi­tário Adérito Schneider. Além da realização da antologia de contos noir intitulada Cidade Sombria, o projeto contou ain­da com palestras sobre o tema, com participação dos escrito­res Flávio Carneiro e Paulo Scott, e de um concurso literá­rio. O projeto é uma realização da Ideia de Girino e da MMAr­te Produções, com apoio cultu­ral do Fundo Estadual de Cul­tura do Estado de Goiás.

SERVIÇO

Evento de lançamento do livro Cidade Sombria

Local: Livraria Palavrear – Rua 232 nº 338, Setor Leste Universitário, Goiânia

Data: 12 de maio (sábado)

Horário: a partir das 17h

 

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