diario da manha
Cerco de Toulo

EVENTOS HISTÓRICOS

 

1159–É eleito o Papa Alexan­dre III.

1764–Stanislas Poniatows­ki, o protegido da Rússia, é eleito rei da Polónia.

1793–Início do Cerco de Toulon.–O Cerco de Toulon de 1793 foi uma operação militar rea­lizada pelas forças da Primeira Re­pública Francesa contra um corpo de forças da Primeira Coligação, formado pelas tropas desembar­cadas da frota que tinha vindo bloquear este importante porto francês e pelos reforços que fo­ram depois enviados. Toulon era uma das cidades que se tinham revoltado contra o poder dos ja­cobinos que então controlavam a República Francesa. Esta foi a primeira operação militar em que encontramos a participação de Napoleão Bonaparte, ainda com o posto de capitão de artilharia e em que evidenciou as suas qua­lidades militares. Ao fim de pou­co mais de três meses, a frota de bloqueio foi obrigada a abando­nar o porto de Toulon e as forças republicanas entraram na cidade.

1822–É declarada a Inde­pendência do Brasil em relação ao domínio de Portugal.–Inde­pendência do Brasil é um pro­cesso que se estende de 1821 a 1825 e coloca em violenta oposi­ção o Reino do Brasil e o Reino de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequên­cia da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial. Antecedendo o processo de independência do Brasil, mas com fortes influências sobre o mesmo, ocorre a transfe­rência da corte portuguesa para o Brasil. Em 1807, o exército fran­cês invadiu o Reino de Portugal, que se recusava a se juntar ao blo­queio continental contra o Reino Unido. Incapaz de resistir ao ata­que, a família real e o governo por­tuguês fugiram para o Brasil, que era então a mais rica e desenvol­vida das colônias lusitanas.[1][2] A instalação do Tribunal de Justi­ça no Rio de Janeiro traz uma série de transformações políticas, eco­nômicas e sociais que levam à de­cisão do Príncipe Regente D. João, consumada em 16 de dezembro de 1815, de elevar o Brasil à con­dição de reino, unido com sua ex­-metrópole. Porém, em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Por­tugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, o príncipe-regente vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portu­guesas em repatriá-lo e de retor­nar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial. Oficialmente, a data co­memorada para independência do Brasil é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo). Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi proclamado imperador pelo nome de Pedro I e o país leva o nome de Império do Brasil. Na guerra de indepen­dência — iniciada ainda com a ex­pulsão dos exércitos portugueses de Pernambuco em 1821 — passa a atuar o Exército Brasileiro, for­mado a partir da contratação de mercenários, do alistamento de civis e de tropas coloniais portu­guesas, contra aqueles que per­maneceram fiéis ao Reino de Por­tugal em algumas partes do país. [3][4] Em meio ao conflito, há em Pernambuco o levantamento da Confederação do Equador, que pretendia formar seu próprio go­verno, republicano, mas foi dura­mente reprimido. Depois de três anos de conflito armado, Portu­gal finalmente reconheceu a in­dependência do Brasil, e em 29 de agosto de 1825 foi assinado o Tratado de Amizade e Aliança fir­mado entre Brasil e Portugal. Em troca, o Brasil se comprometeu a pagar ao Reino de Portugal uma indenização substancial e assi­nar um tratado de comércio com o Reino Unido, para indenizá-lo por sua mediação.

1822–O Príncipe Regente é saudado em São Paulo como o primeiro Imperador do Brasil e executa o Hino da Independên­cia.–O Hino da Independência é uma canção patriótica oficial co­memorando a declaração da in­dependência do Brasil, composta em 1822 por Dom Pedro I. A letra foi escrita pelo poeta Evaristo da Veiga. De acordo com uma versão divulgada por Eugênio Egas em 1909,[2] a música teria sido com­posta pelo Imperador na tarde do mesmo dia do Grito do Ipiranga, 7 de setembro de 1822 (quando já estava de volta a São Paulo vin­do de Santos),[3] tendo sido par­titurado às pressas pelo mestre de capela da Catedral de São Paulo, André da Silva Gomes, para exe­cução na noite desse dia, na Casa da Ópera (ao pátio do Palácio do Governo, antigo Colégio dos Je­suítas), por cantores e uma pe­quena orquestra. A versão de Eu­gênio Egas, por outro lado, nunca foi referida nos jornais brasileiros de 1822 e nunca foi comprovada com documentação do período, tendo circulado somente a partir do início do século XX.

1875–Helena Petrovna Bla­vatsky funda a Sociedade Teo­sófica.–Elena Petrovna Blavát­skaya (em russo: ЕленаПетровнаБлаватская, Ekaterinoslav, Impé­rio Russo, atualmente na Ucrânia, 30 de julho–31 de julho de 1831 (c. juliano) (12 de agosto de 1831 (c. gregoriano)) — Londres, 8 de maio de 1891), mais conhecida como Helena Blavatsky ou Ma­dame Blavatsky, foi uma prolífica escritora russa, responsável pela sistematização da moderna Teo­sofia e cofundadora da Socieda­de Teosófica. Personalidade com­plexa, dinâmica e independente, desde pequena Helena Blavatsky mostrou possuir um caráter forte e dons psíquicos incomuns, e logo em torno dela se formou um fol­clore doméstico. Imediatamen­te após um casamento frustra­do, deixou o esposo e partiu em um longo período de viagens por todo o mundo em busca de co­nhecimento filosófico, espiritual e esotérico, e nesse intervalo ale­gou ter passado por inúmeras ex­periências fantásticas, entrado em contato com vários mestres de sa­bedoria ou mahatmas e deles re­cebido na condição de discípu­la um treinamento especial para desenvolver seus poderes para­normais de forma controlada, a fim de que pudesse servir-lhes de instrumento para a instrução do mundo ocidental. A partir de 1873 iniciou sua carreira pública nos Estados Unidos, e em pouco tem­po se tornou uma figura tão cele­brada quanto polêmica. Exibiu seus poderes psíquicos para gran­de número de pessoas, deslum­brando a muitos e despertando o ceticismo em outros, que não raro a acusaram de embuste, muitas vezes com boas evidências para tal. Entretanto, em muitos outros casos seus poderes pareceram au­tênticos. A controvérsia a acom­panhou por todo o resto de sua vida e ainda hoje está acesa. Nos Estados Unidos estabeleceu uma duradoura aliança de trabalho e companheirismo com Henry Ol­cott, com quem fundou a Socie­dade Teosófica, e em 1877 Bla­vatsky publicou sua primeira obra importante, Ísis sem Véu, já ten­do escrito antes inúmeros artigos. Pouco depois ela e Olcott trans­feriram a sede da Sociedade para a Índia, e passaram a viver lá, até que um incidente, o Caso Cou­lomb, abalou gravemente sua re­putação internacional, quando foi declarada culpada de fraude num relatório publicado pela So­ciedade de Pesquisas Psíquicas de Londres. Voltou então para a Eu­ropa, onde continuou escreven­do e divulgando a Teosofia. Seus anos finais foram difíceis, estava frequentemente adoentada e en­volvida em discussões públicas, tinha de administrar a Sociedade que fundara e que crescia rapida­mente, e a quantidade de traba­lho que se impunha era enorme. Mesmo assim pôde concluir seu livro mais importante, A Doutrina Secreta, uma síntese de História, Ciência, Religião e Filosofia, e dei­xar outras obras de relevo, além de profusa correspondência e gran­de coleção de artigos e ensaios. Blavatsky surgiu em um momen­to histórico em que a religião esta­va sendo rapidamente desacredi­tada pelo avanço da Ciência e da Tecnologia, e que testemunhou o nascimento de uma série de esco­las de ocultismo ou de pensamen­to alternativo, muitas delas com base conceitual pouco firme ou desenvolvendo práticas apenas intuitivas, que ganhavam grande número de adeptos em virtude do fracasso do Cristianismo em fornecer explicações satisfatórias para várias questões fundamen­tais da vida e sobre os processos do mundo natural. A importân­cia da contribuição de Blavatsky foi então reafirmar o divino, mas oferecendo caminhos de diálogo com a Ciência e tentando purgar a Religião institucionalizada de seus erros seculares, combaten­do o dogmatismo e a superstição de todos os credos e incentivan­do a pesquisa científica, o pensa­mento independente e a crítica da fé cega através da razão. Lu­tou contra todas as formas de in­tolerância e preconceito, atacou o materialismo e o ceticismo ar­rogante da ciência, e pregou a fra­ternidade universal. Sem preten­der fundar uma nova religião, sem reivindicar infalibilidade nem se intitulando proprietária ou au­tora das ideias que trouxe à luz, apresentou ao mundo ocidental uma síntese de conceitos, técni­cas e interpretações de uma gran­de variedade de fontes filosóficas, científicas e religiosas do mundo, antigas e modernas, organizan­do-as em um corpo de conheci­mento estruturado, lógico e coe­rente que compunha uma visão grandiosa e positiva do universo e do homem. Com isso a Teosofia se tornou, ainda que contestada por vários críticos, um dos mais bem sucedidos sistemas de pen­samento eclético da história re­cente do mundo, unindo formas antigas e novas e provendo pon­tes entre vários mundos diferen­tes–sabedoria antiga e pragmatis­mo moderno, oriente e ocidente, sociedade tradicional e reformas sociais. Influenciou milhares de pessoas em todo o mundo des­de que apareceu, desde a popu­lação comum a estadistas, líde­res religiosos, literatos e artistas, e deu origem a um sem-número de seitas e escolas de pensamen­to derivativas.

1884–São libertados em Por­to Alegre os últimos escravos da cidade.

1895–Inauguração extra­-oficial do Museu Paulista.–Mu­seu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga ou também simplesmente Museu Paulista, é o museu público mais antigo da ci­dade de São Paulo, cuja sede é um monumento-edifício que faz parte do conjunto arquitetônico do Par­que da Independência.[3] É o mais importante museu da Universida­de de São Paulo e um dos mais vi­sitados da capital paulista. O mu­seu foi inaugurado oficialmente em 7 de setembro de 1895 com o nome Museu de História Natural. [4] Este importante símbolo da In­dependência do Brasil está vincu­lado à Universidade de São Paulo desde 1963, como uma institui­ção científica, cultural e educacio­nal que exerce pesquisa, ensino e extensão com atuação no campo da História. É responsável por um grande acervo de objetos, mobiliá­rio e obras de arte com relevância histórica, especialmente aquelas que possuem alguma relação com a Independência do Brasil e o pe­ríodo histórico correspondente. Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro “Inde­pendência ou Morte”, pintado pelo artista Pedro Américo, em 1888, recebendo em média 350 mil vi­sitas anuais.[5] Além de exposi­ções, as atividades do Museu do Ipiranga se estendem por meio de programas educativos, como cur­sos e pesquisas científicas que fa­zem uso dos recursos humanos e do acervo permanente da institui­ção. A ampliação de coleções se faz por meio de doações ou aqui­sições e parte importante das ati­vidades desenvolvidas no museu envolve a conservação física, es­tudo e documentação do acervo. Em 1922, no período do Cente­nário da Independência, forma­ram-se novos acervos, principal­mente abrangendo assuntos da História de São Paulo, e executa­ram a decoração interna do edifí­cio, contando com pinturas e es­culturas no Saguão, na Escadaria e no Salão Nobre que apresentas­sem a História do Brasil, para as­sim reforçar a instituição como um símbolo histórico brasileiro. Foi nesta época que se instalou o Museu Republicano “Convenção de Itu”, uma extensão do Museu Paulista no interior do Estado de São Paulo. Desde agosto de 2013, o museu está fechado ao público “para obras, restauros e reparos” após um estudo apontar que a es­trutura do prédio estava abalada. A previsão de reabertura é para o ano de 2022, como parte das co­memorações do bicentenário da Independência.

1907–Viagem inaugural do transatlântico Lusitania.

1920–Criação da Universi­dade Federal do Rio de Janeiro, a primeira universidade federal do país, pelo então presidente Epi­tácio Pessoa.

1921–Criação e Fundação da Legião de Maria, em Dublin na Irlanda por Frank Duff.

1922–Primeira transmissão de rádio no Brasil, com discur­so do presidente Epitácio Pessoa.

1949–Fundação oficial da República Federal da Alemanha.

1953–Nikita Khrushchev é eleito secretário-geral do Parti­do Comunista da União Soviética.

1961–Toma posse o presi­dente brasileiro João Goulart e inicia-se o primeiro regime par­lamentarista no país.

1969–Libertado o embai­xador norte-americano Char­les Burke Elbrick e os 15 presos políticos (v. Anos de chumbo). Charles Burke Elbrick (Louis­ville, 25 de março de 1908 — Washington D.C., 14 de abril de 1983) foi um diplomata norte-a­mericano e embaixador dos Es­tados Unidos no Brasil entre 1969 e 1970, na época do regime mili­tar iniciado em 1964. Diplomata de carreira e membro do United States Foreign Service desde 1931, foi subindo na hierarquia do de­partamento com postos no Pa­namá, Haiti e Polônia, até atingir o posto de embaixador, servindo em Portugal, Iugoslávia e no Bra­sil,[1] onde foi sequestrado em setembro de 1969, durante a di­tadura militar brasileira. Fluente em português, espanhol, francês e alemão, era considerado um es­pecialista em Península Ibérica e Europa Oriental.

1974–Celebrados os Acor­dos de Lusaka entre o governo português e a FRELIMO, que ter­minaram a Luta Armada de Li­bertação e que levaram à Inde­pendência de Moçambique.–A Frente de Libertação de Moçam­bique, também conhecida por seu acrônimo FRELIMO, é um parti­do político oficialmente fundado em 25 de Junho de 1962 (como movimento nacionalista), com o objectivo de lutar pela indepen­dência de Moçambique do domí­nio colonial português. O primei­ro presidente do partido foi o Dr. Eduardo Chivambo Mondlane, um antropólogo que trabalhava na ONU. Deste a independência de Moçambique, em 25 de junho de 1975, a FRELIMO é a princi­pal força política do país, sendo também o “partido da situação” desde então.

1977–Assinado o Tratado Torrijos-Carter sobre o Canal do Panamá.

1979–Início das transmis­sões da emissora norte-ameri­cana ESPN.

1996–Inaugurado o Monu­mento Eldorado Memória em memórias às vítimas do massa­cre de Eldorado do Carajás (des­truído no dia 22 de setembro do mesmo anos).

2016–Conferência da Apple, onde é apresentado o iPhone7 e a inovação dos aus­cultadores sem fios.

 

MORTES:

1978–Keith John Moon (23 de agosto de 1946[1] – 7 de se­tembro de 1978) foi o bateris­ta da banda de rock britânica The Who. Ganhou prestígio por seu estilo inovador e exuberan­te na bateria e notoriedade por seu comportamento excêntri­co e por vezes destrutivo, o que lhe rendeu o apelido de “Moon the Loon” (“Moon, o Lunático”). Moon entrou para os Who em 1964, participando de todos os seus álbuns e singles a partir da estreia do grupo com “Zoot Suit” em 64 até Who Are You, de 1978, lançado três semanas antes de sua morte. Moon era conheci­do por seu estilo de bateria dra­mático e cheio de suspense, que frequentemente envolvia a omis­são de batidas básicas em prol de uma técnica fluída e acentuada, focada em viradas progressivas pelos toms, trabalho ambidestro no bumbo e passadas e ataques selvagens nos chimbaus. Ele é ci­tado pelo Hall da Fama do Rock and Roll como um dos maiores bateristas de rock and roll de to­dos os tempos.[2] E foi postuma­mente introduzido no Rock Hall em 1990, como membro do The Who. O legado de Moon, como membro do The Who, como ar­tista solo, e como uma persona­lidade excêntrica, continuam a colecionar prêmios e reconheci­mentos, incluindo um segundo um lugar na lista dos “melhores bateristas de todos os tempos” dos leitores da revista Rolling Stone em 2011,[3] quase 35 anos depois de sua morte.

Comentários