diario da manha
Lei do Sexagenário: promulgada em 1885, garantiu a libertação de escravos acima de 60 anos no Brasil

EVENTOS HISTÓRICOS

1066 – Início da Conquista Normanda: Guilherme da Nor­mandia desembarca em Inglater­ra com 7000 homens. Conquista normanda da Inglaterra foi a in­vasão e ocupação do Reino da In­glaterra no século XI por um exér­cito normando, bretão e francês liderado pelo duque Guilherme II da Normandia, mais tarde Gui­lherme, o Conquistador. A reivin­dicação de Guilherme ao trono inglês vinha de sua relação fami­liar com o rei anglo-saxão Eduar­do, o Confessor (r. 1042–1066), que não tinha filhos, e que pode ter encorajado suas esperanças ao trono. Eduardo morreu em ja­neiro de 1066 e foi sucedido pelo cunhado Haroldo II. O rei norue­guês Haroldo III invadiu o nor­te da Inglaterra em setembro de 1066, saindo vitorioso na Bata­lha de Fulford, porém o rei inglês derrotou e matou o norueguês na Batalha de Stamford Bridge em 25 de setembro. Poucos dias de­pois, Guilherme desembarcou na Inglaterra. Haroldo II foi para o sul a fim de enfrentá-lo, deixan­do uma boa parte de seu exército no norte. Os exércitos de Haroldo e Guilherme se encontraram no dia 14 de outubro na Batalha de Hastings; as forças de Guilherme derrotaram as de Haroldo, que morreu na batalha.

1106 – Henrique I de Ingla­terra derrota o irmão mais velho Roberto II da Normandia na ba­talha de Tinchebray e força-o a abdicar do seu ducado, que é in­tegrado na coroa inglesa. Roberto disputou o trono com Henrique, invadindo a Inglaterra em 1101. Essa campanha militar terminou com um acordo que confirmava Henrique como rei. A paz durou pouco, desta vez com o rei in­vadindo o Ducado da Norman­dia em 1105 e 1106, finalmente derrotando Roberto na Batalha de Tinchebray. Ele manteve o ir­mão como prisioneiro pelo res­to da vida. Seu controle da Nor­mandia foi desafiado por Luís VI de França, Balduíno VII de Flan­dres e Fulque V de Anjou, que in­centivaram a pretensão de Gui­lherme Clito, filho de Roberto, e apoiaram uma grande rebe­lião no ducado entre 1116 e 1119. Um favorável acordo de paz foi estabelecido com Luís em 1120 após a vitória de Henrique na Ba­talha de Brémule. Considerado por seus contemporâneos como um governante severo e eficien­te, Henrique habilidosamente manipulou os barões ingleses e normandos. Na Inglaterra, ele se baseou no já existente sistema jurídico anglo-saxão, nos gover­nos locais e nos impostos, porém também fortaleceu outras insti­tuições, como o erário público real e as justiças itinerantes. A Normandia também era gover­nada através de um sistema de justiças e um erário público. Mui­tos dos oficiais que cuidavam do sistema de Henrique eram “ho­mens novos”, indivíduos de nas­cimento relativamente baixo que subiram na sociedade como ad­ministradores. O rei encorajava a reforma eclesiástica, porém fi­cou envolvido em 1101 em uma séria disputa com o arcebispo Anselmo da Cantuária, algo que foi resolvido em 1015 através de uma solução de compromisso. Ele apoiava a Ordem de Cluny e teve papel importante na esco­lha do alto clero na Inglaterra e Normandia

1821 – Parte da Nova Espa­nha passa a pertencer ao Impé­rio Mexicano. O Primeiro Impé­rio Mexicano foi uma monarquia de curta duração e o primeiro es­tado pós-colonial independente no México. Foi a única ex-colô­nia do Império Espanhol a esta­belecer uma monarquia após a independência. Seu período his­tórico compreende desde a assi­natura do Tratado de Córdoba e da declaração de independência do Império Mexicano em setem­bro de 1821 até a proclamação do Plano de Casa Mata e o esta­belecimento do Supremo Poder Executivo em 1823. Seu territó­rio correspondia ao antigo vice­-reinado da Nova Espanha, com exceção das capitanias gerais de Cuba, Santo Domingo e Filipi­nas. As províncias do antigo Rei­no da Guatemala, reunidas mili­tarmente sob a Capitania Geral da Guatemala, foram posterior­mente anexadas ao Império Me­xicano. O primeiro e único mo­narca deste estado foi Agustín de Iturbide, que governou com o nome de Agustín I do México.

1871 – Entra em vigor a Lei do Ventre Livre no Brasil. A Lei do Ventre Livre, também conhe­cida como Lei Rio Branco, foi uma lei apresentada na Câma­ra dos Deputados em 12 de maio de 1871, sendo promulgada em 28 de setembro do mesmo ano. A fim de limitar a duração da escravidão no Brasil Imperial, a lei propunha, a partir da data de sua promulgação, a conces­são da alforria às crianças nas­cidas de mulheres escravizadas no Império do Brasil. O proces­so de desenvolvimento do Capi­talismo Industrial fez com que o centro econômico global fos­se deslocado da Península Ibé­rica para a Grã-Bretanha. Por­tugal apresentava uma balança comercial deficitária em rela­ção à da Inglaterra, o que levou o Império a viver na dependên­cia inglesa, condição sanciona­da com o Tratado de Methuen. Assim, todo o ouro extraído do Brasil, cuja exploração era fun­damentada no regime escravo­crata, e que era levado a Portu­gal para o enriquecimento da metrópole, nela, não permane­cia. tá Isso porque essa riqueza apenas cobria a margem defici­tária que a Balança Comercial Lusitana tinha frente aos mer­cados ingleses.

1885 – Lei dos Sexagenários libertação de todos os escravos com mais de 60 anos. A Lei n.º 3.270, também conhecida como Lei dos Sexagenários ou Lei Sa­raiva-Cotejipe foi promulgada 28 de setembro de 1885 que garan­tia liberdade aos escravos com 60 anos de idade ou mais, cabendo aos proprietários de escravos in­denização. A indenização deveria ser paga pelo liberto, sendo, por­tanto, obrigado a prestar serviços ao seu ex-senhor por mais três anos ou até completar 65 anos de idade. Mesmo tendo pouco efei­to prático, pois libertava somente escravos que, por sua idade, eram menos valorizados, houve grande resistência por parte dos senhores de escravos e de seus represen­tantes na Assembleia Nacional. Por outro lado, os senhores regis­travam seus escravos falsamente como sendo mais novos do que eram de fato e, quando libertados, muitos não tinham para onde ir e/ou tinham os seus mantidos na mesma situação de escravidão. A pressão sobre o Parlamento se in­tensificou a partir de sua propos­ta, em 1884. O projeto, vindo do ministro e Senador liberal Manuel Pinto de Sousa Dantas, os escra­vocratas reagiram com tanto ri­gor, que a lei só foi aprovada em 1885, após aumentar o limite de idade do cativo de sessenta para sessenta e cinco anos. A maioria dos sexagenários estavam locali­zados nas províncias cafeeiras, o que explica a resistência na Câ­mara e no Senado.

1905 – A Teoria da Relativi­dade de Einstein é publicada no Annalen der Physik. Teoria da Relatividade é a denominação dada ao conjunto de duas teorias científicas: a Relatividade Restri­ta (ou Especial) e a Relatividade Geral [4]. A Relatividade Espe­cial é uma teoria publicada no ano de 1905 por Albert Einstein, concluindo estudos precedentes do físico neerlandês Hendrik Lo­rentz, entre outros. Ela substitui os conceitos independentes de espaço e tempo da Teoria de Ne­wton pela ideia de espaço-tempo como uma entidade geométrica unificada. O espaço-tempo na relatividade especial consiste de uma variedade diferenciável de 4 dimensões, três espaciais e uma temporal (a quarta dimensão), munida de uma métrica pseu­do-riemanniana, o que permite que noções de geometria pos­sam ser utilizadas. É nessa teoria, também, que surge a ideia de ve­locidade da luz invariante. O ter­mo especial é usado porque ela é um caso particular do princí­pio da relatividade em que efei­tos da gravidade são ignorados. Dez anos após a publicação da teoria especial, Einstein publi­cou a Teoria Geral da Relativida­de, que é a versão mais ampla da teoria, em que os efeitos da gra­vitação são integrados, surgindo a noção de espaço-tempo curvo.

1950 – Indonésia é admitida como Estado-Membro da ONU. O arquipélago indonésio tem sido uma região de grande im­portância para o comércio des­de os séculos VI e VII, quando Srivijaya começou a comercia­lizar com a China e com a Índia. Apesar de sua grande população e regiões densamente povoadas, a Indonésia tem vastas áreas de­sabitadas e é um dos países mais biodiversos do mundo. Desde os primeiros séculos da era cris­tã, governantes locais gradati­vamente absorveram modelos culturais, políticos e religiosos estrangeiros, enquanto reinos hindus e budistas floresceram. A história da Indonésia tem sido influenciada por poderes estran­geiros atraídos por seus vastos recursos naturais. Comercian­tes árabes muçulmanos trouxe­ram o islamismo, agora a religião dominante no país. As potên­cias europeias trouxeram o cris­tianismo e, além disso, lutaram entre si para monopolizar o co­mércio de especiarias nas ilhas Molucas durante a Era dos Des­cobrimentos. Depois de três sé­culos e meio de colonialismo holandês, a Indonésia conquis­tou sua independência após a Segunda Guerra Mundial. A his­tória do país desde então tem sido turbulenta, com desafios colocados por catástrofes natu­rais, corrupção política, movi­mentos separatistas, processo de democratização e períodos de rápida mudanças econômi­cas. A nação atual da Indoné­sia é uma república presidencial unitarista composta por trinta e três províncias.

1960 – Mali e Senegal são ad­mitidos como Estados-Membros da ONU. O Mali é uma democra­cia constitucional regida pela constituição de 12 de janeiro de 1992, que foi revista em 1999. A constituição prevê a separa­ção entre os poderes executivo, legislativo e judiciário. O siste­ma de governo pode ser descri­to como “semipresidencialista”.

1968 – Fundação da Univer­sidade do Estado do Rio Grande do Norte. A Fundação Univer­sidade Regional do Rio Gran­de do Norte(FURRN) foi cria­da pela Lei Municipal Nº 20/68, de 28 de setembro de 1968, as­sinada pelo prefeito Raimundo Soares de Souza, com o objetivo de implantar progressivamen­te e manter a Universidade Re­gional do Rio Grande do Nor­te (URRN). Entretanto, o sonho de dotar Mossoró de uma insti­tuição de ensino superior é mais antigo. Seu marco inicial é a Fa­culdade de Ciências Econômicas de Mossoró (Facem), instituída através da Resolução nº 01/43, de 18 de agosto de 1943, por ini­ciativa da Sociedade União Cai­xeiral, mantenedora da Escola Técnica de Comércio União Cai­xeiral. À luta do grupo de idea­listas da União Caixeiral, so­mou-se a União Universitária Mossoroense, entidade funda­da em 9 de julho de 1955, com­posta por universitários de Mos­soró que estudavam em outras cidades. A entidade foi presidi­da por João Batista Cascudo Ro­drigues que veio a ser o primei­ro reitor da URRN.

 

 

 

NASCIMENTO

O cantor Victor Jara foi morto
nos primeiros dias da ditadura
de Augusto Pinochet no Chile

1932 – Victor Jara, profes­sor, diretor de teatro, poeta, can­tor, compositor, músico e ati­vista político chileno. Nascido numa família de camponeses, Jara se tornou um reconhecido diretor de teatro, dedicando-se ao desenvolvimento da arte no país, dirigindo uma vasta gama de obras locais, assim como clássicos da cena mundial. Si­multaneamente, desenvolveu uma carreira no campo da mú­sica, desempenhando um pa­pel central entre os artistas neo­-folclóricos que estabeleceram o movimento da Nueva Canción Chilena, que gerou uma revo­lução na música popular de seu país durante o governo de Sal­vador Allende. Também era pro­fessor, tendo lecionado Jornalis­mo, na Universidade do Chile. Logo após o golpe militar de 11 de setembro de 1973, Jara foi preso, torturado e fuzilado. Seu corpo foi abandonado na rua de uma favela de Santiago. O gol­pe de estado liderado pelo ge­neral Augusto Pinochet contra o presidente Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, sur­preende Jara na universidade. Ele é então detido, com outros alunos e professores, e condu­zido ao Estádio Chile (não con­fundir com Estádio Nacional de Chile), convertido em campo de concentração e um dos maio­res centros de detenção e tortu­ra da ditadura de Pinochet. Lá é mantido durante vários dias. Há alguma controvérsia quan­to às torturas que teria sofrido durante os dias de cárcere an­tes de seu assassinato a tiros, no dia 16 de setembro do mesmo ano. Havia um boato de que te­ria tido suas mãos cortadas[8] como parte do “castigo” dos mi­litares a seu trabalho de cons­cientização social dos setores mais desfavorecidos da socieda­de chilena. Porém, na exumação do corpo de Jara, realizada em junho de 2009, foi confirmado que, na verdade, suas mãos ha­viam sido esmagadas por coro­nhadas dos soldados.] Jara era membro do Partido Comunista do Chile e, antes de ser preso e assassinado, integrava o Comi­tê Central das Juventudes Co­munistas do Chile. Nos dias de cativeiro prévios à sua execu­ção, Jara escreveu um poema que pôde ser conservado. Dois discos gravados por Víctor Jara pouco antes de morrer não fo­ram editados.

1924–1996 – Marcello Vin­cenzo Domenico Mastrojan­ni, ator de cinema italiano. É considerado o mais importan­te ator da Itália. Nasceu na pe­quena Fontana Liri, em Ciocia­ria, filho de Ottone e Ida Irolle. Era sobrinho do célebre escul­tor Umberto Mastroianni, irmão de Ottone. A família era origi­naria de Arpino.[2] Mastroian­ni passou a infância na cidade natal, e depois seguiu com a fa­mília para Turim e Roma. verda­deira estréia no cinema veio em 1948, com I miserabili, filme de Riccardo Freda, uma adaptação cinematográfica do livro homó­nimo Os Miseráveis, de Victor Hugo. Nesta mesma época co­meçou a fazer pequenas parti­cipações no teatro, primeiro em companhias amadoras. Foi no­tado por Luchino Visconti, que lhe ofereceu o seu primeiro per­sonagem como ator profissio­nal, em As You Like It, de Wil­liam Shakespeare (em 1948, no Teatro Eliseo–Roma) e, depois, em Um Bonde Chamado Dese­jo, de Tennessee Williams (1949, Teatro Eliseo–Roma), onde in­terpreta Mitch. Nesta ocasião conheceu Flora Carabella, sua futura esposa, que interpreta um papel menor. Os dois se casa­ram em 1950 e tiveram uma fi­lha, Barbara. s duas obras-pri­mas de Federico Fellini, A Doce Vida (1960) e 8½ (1963), lhe pro­porcionaram o sucesso inter­nacional e a fama de latin lover, da qual iria defender-se, mais ou menos inutilmente, quando tornou-se mais velho. Esta foi a razão pela qual, logo após o su­cesso de A Doce Vida e para se afastar do mito de sex symbol, ter aceitado interpretar o pa­pel de um impotente no filme Il bell’Antonio, adaptação cinema­tográfica do livro homônimo de Vitaliano Brancati.O ator mor­reu aos 72 anos em decorrência de um câncer no pâncreas, em seu apartamento em Paris. Ca­therine Deneuve estava ao seu lado, junto com sua filha Chiara. Ele tinha feito mais de 140 filmes em 49 anos de carreira.

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