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Hoje na História

diario da manha
O presidente Castelo Branco apresentou Ato Institucional Número 2. Dentre as medidas, ficou estabelecida a cassação de políticos e eleição indireta para presidente(FOTO JOHN CANTLIE/GETTY IMAGES)

EVENTOS HISTÓRICOS

312–Batalha da Ponte Mílvia: In Hoc Signo Vinces (“Sob este sig­no vencerás”)–frase que Constan­tino diz ter lido durante uma vi­são, juntamente com as as letras gregas XP (“Chi-Rho”, as primei­ras duas letras de “Cristo”) entrela­çadas com uma cruz apareceram­-lhe enfeitando o sol. Foi através desta suposta visão que Constan­tino se converteu ao Cristianismo. A Batalha da Ponte Mílvia ou Ba­talha da Ponte Mílvio foi o último confronto travado no verão de 312, durante a Guerra Civil entre os im­peradores romanos Constantino, o Grande (r. 306–337) e Magêncio (r. 306–312) próximo à ponte Míl­via, uma das várias sobre o rio Ti­bre, em Roma. Precisamente teria ocorrido em 28 de outubro. Cons­tantino seria o vencedor da bata­lha e passaria desde então a trilhar o caminho que levou-o a extinguir a Tetrarquia vigente e tornar-se o governante único do Império Ro­mano. Magêncio, por outro lado, morreria afogado no Tibre duran­te o combate. Num claro intuito de apagar a memória de Magêncio (damnatio memoriae), Constan­tino revogou sua legislação e de­liberadamente apropriou-se dos projetos de construção realizados por ele, notadamente a Basílica de Magêncio e o Templo de Rômulo, que fora dedicado a seu filho Va­lério Rômulo. Constantino ado­tou uma postura de conciliação e não perseguiu os apoiantes de Ma­gêncio que pertenciam ao senado; os senadores, por sua vez, conce­deram-lhe um título especial de “título do primeiro nome” e erigi­ram o arco triunfal que levaria seu nome. Além disso, ele desmante­lou a guarda pretoriana e a cavala­ria imperial e estabeleceu as esco­las palatinas.

1807–Guerra Peninsular: Na­poleão assina o Tratado de Fontai­nebleau com a Espanha. Em 1806, após ter fracassado na tentativa de invasão à Inglaterra, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental. Portugal, tradicional aliado da Inglaterra, negou-se a acatá-lo. Após intensa pressão di­plomática, sem que obtivesse um claro rompimento das relações lu­so-britânicas, Napoleão decidiu invadir o território de Portugal. Para isso, em termos de logística, as tropas napoleónicas necessita­vam avançar por terra em territó­rio espanhol até ao território por­tuguês, dado que os mares eram controlados pelas embarcações da Marinha Real Britânica. Desse modo, a 27 de Outubro de 1807, o ministro espanhol Manuel de Go­doy–o “Príncipe da Paz” -, e Napo­leão Bonaparte firmaram um tra­tado secreto em Fontainebleau, na França, por cujos termos es­tabelecia-se a divisão de Portugal conquistado e suas dependências por ambos os signatários. Com­plementarmente era permitida a passagem de tropas francesas pelo território espanhol a fim de inva­dir Portugal.

1904–Inauguração do Metro­politano de Nova Iorque. O Me­tropolitano de Nova Iorque é um sistema de metropolitano que pertence à Cidade de Nova York e que é administrado pela New York City Transit Authority uma agên­cia subsidiada pela Metropolitan Transportation Authority, também conhecida como MTA New York City Transit. É um dos mais velhos e extensos sistemas de transpor­te público do mundo, atrás ape­nas do metrô de Londres, com 468 estações em operação (423, se as estações de conexão por transfe­rência forem consideradas uma só),] 369 km de serviços, 1056 km de trilhos, 1355 km de trilhos in­cluindo pátios e estacionamento de trens.Em 2009 o metrô realizou mais de 1.579 bilhões de viagens, com uma média de cinco milhões (5,086,833) nos dias de semana, 2.9 milhões aos sábados e 2.2 milhões aos domingos. O Metropolitano de Nova Iorque compara-se somente com os metropolitanos de Tóquio, Seul e Moscou no que diz respei­to à ocupação do espaço e carrega mais passageiros que todos os ou­tros sistemas de metrô dos Estados Unidos combinados. Ele é um dos quatro únicos sistemas no mundo, juntamente com o PATH, o Chica­go ‘L’ e o PATCO, a funcionar 24 ho­ras por dia, 365 dias por ano.

1912–Inaugurado o Bondi­nho do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, único totalmente trans­parente. O Bondinho do Pão de Açúcar é um teleférico localizado no bairro da Urca, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Liga a Praia Vermelha ao Morro da Urca e ao Morro do Pão de Açúcar. É uma das principais atrações tu­rísticas da cidade. Foi inaugu­rado (o seu primeiro trecho, en­tre a Praia Vermelha e o Morro da Urca) em 27 de outubro de 1912 e, desde então, já transpor­tou cerca de 37 milhões de pes­soas, mantendo uma média atual de 2 500 visitantes por dia. O seu nome vem da semelhança dos carros do teleférico com os bon­des que circulavam no Rio de Ja­neiro à época de sua inaugura­ção. O Bondinho é privatizado, administrado pela concessioná­ria Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, empresa criada pelo idealizador do projeto, o en­genheiro Augusto Ferreira Ra­mos, desde a sua construção. A vista da Baía da Guanabara, con­siderada uma das paisagens mais belas do mundo, era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvi­mento das técnicas de engenha­ria e a realização da Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Por­tos do Brasil, em 1908, no bair­ro da Urca, motivaram o enge­nheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso ao cume do monte. Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Mon­te Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construí­do em 1908. Ramos teve de recor­rer a figuras conhecidas da alta sociedade carioca, como Eduar­do Guinle e Raymundo Ottoni de Castro Maya, para promover a ideia do teleférico.

1965–Presidente Castelo Branco decreta o AI-2: estabeleci­mento de eleições indiretas e cas­sação dos partidos políticos são suas principais medidas. O Ato Institucional Número Dois (AI- 2) foi baixado pelo regime militar, em 27 de outubro de 1965, como resposta aos resultados das elei­ções que ocorreram no início da­quele mês. Seguindo a estratégia delineada pelos militares ante­riormente a 31 de março de 1964, foi necessária a edição de mais um Ato Institucional, agora com 33 artigos, pois certos dispositi­vos da Constituição de 1946 não eram compatíveis com a nova or­dem “revolucionária”. Com a vitó­ria da oposição nas eleições em cinco estados do país, mais no­tadamente as de Israel Pinhei­ro, em Minas Gerais, e Negrão de Lima, na Guanabara, os mi­litares avançaram com a repres­são: foram reabertos os processos de cassação, partidos políticos fo­ram extintos (com suas sedes in­vadidas e desativadas) e o Poder Judiciário sofreu intervenção do Executivo. Até que, em 27 de Ou­tubro de 1965, o marechal Hum­berto de Alencar Castelo Branco mandou publicar no Diário Ofi­cial e ordenou o cumprimento do AI-2, que emendou vários dispo­sitivos da Constituição de 1946 e, sobretudo, tornou indireta a elei­ção para presidente da República. A partir de então, o Poder Judiciá­rio também sofreu intervenção direta do Poder Executivo. Desta forma, os julgamentos das ações dos revolucionários deixaram de ser competência da justiça civil e o Estado entrou em um regime de exceção ainda mais repressor das posições contrárias ao regime. O AI-2 teve vigência até 15 de Mar­ço de 1967, quando Costa e Silva tomou posse e a nova Constitui­ção de 1967, proposta pelo Exe­cutivo e ratificada pelo Congres­so, entrou em vigor. O segundo Ato Institucional foi estabelecido em meio à necessidade de Caste­lo Branco de manter o apoio dos militares linha-dura, embora o seu regulamento alienasse ain­da mais os políticos moderados e conservadores, principalmen­te aqueles filiados à União De­mocrática Nacional (UDN), dos quais o presidente dependia para sua base política civil. Carlos La­cerda, por exemplo, um dos prin­cipais líderes da UDN, reagiu ao AI-2 renunciando à sua candida­tura presidencial, o que enfraque­ceu o partido. Essa atitude colo­cou em evidência a escassez de perspectivas de qualquer políti­co que desafiasse o governo por meio do processo político civil.

 

NASCIMENTOS:

O poeta Dylan Thomas virou ídolo da Geração Beat.Seus versos eram carregados de lirismo

1914–Dylan Thomas, poeta britânico (m. 1953). Foi um poe­ta galês. Seu pai era professor da escola primária local e costuma­va lhe recitar Shakespeare an­tes que ele pudesse ler. Apesar de tanto seu pai e sua mãe fala­rem galês, tanto Dylan como sua irmã nunca aprenderam a língua e Dylan escreveu exclusivamen­te em inglês. Em dezembro de 1932, ele deixou o trabalho e de­cidiu concentrar-se na sua poe­sia em tempo integral. Foi du­rante esse tempo, que Thomas escreveu mais de metade dos seus poemas. Em 1934, quando Thomas tinha vinte anos, mu­dou-se para Londres, ganhou o prêmio Poet’s Corner livro, e publicou seu primeiro livro, 18 Poemas, com grande sucesso. O livro era uma coleção de cader­nos de poesia que Thomas tinha escrito anos antes, assim como muitos de seus livros mais po­pulares. Durante este período de sucesso, Thomas começou tam­bém o hábito de abuso de álcool. Ao contrário de seus contempo­râneos, Thomas Stearns Eliot e W.H. Auden, Thomas não esta­va preocupado com a exibição de temas de questões sociais e intelectuais, e sua escrita, com o seu lirismo intenso e altamente carregada emoção, tem mais em comum com a tradição român­tica. Seus poemas demonstra­vam influências célticas, bíbli­cas e do surrealismo inglês. Aos 35 anos, em 1950, o poeta visitou os Estados Unidos pela primeira vez. Teatral, romântico e dado a porres homéricos, ele se tornou uma figura lendária nos EUA e isso ajudou sua divulgação para o mundo. Thomas tornou-se um ídolo para a geração dos poetas da chamada Geração Beat. Dy­lan Thomas morreu de alcoolis­mo, aos 39 anos. Consta que, no dia de sua morte, já com sérios problemas de saúde, ele teria in­gerido 18 doses de uísque, tendo caído do Chelsea Hotel, em Nova Iorque e morrido no hospital al­guns dias depois. Está enterrado numa campa na Saint Martin’s Church, Laugharne, Carmar­thenshire, Gales. A sua esposa, que lhe sobreviveu 40 anos, está enterrada ao seu lado.

1945–Luiz Inácio Lula da Sil­va. Foi um político brasileiro. De origem pobre, ainda era crian­ça quando sua família migrou de Pernambuco para São Paulo. Lá, foi metalúrgico e sindicalis­ta, período no qual recebeu a al­cunha “Lula”, forma hipocorísti­ca de “Luís”. Durante a ditadura militar, organizou grandes gre­ves de operários no ABC Pau­lista. Em 1986, elegeu-se depu­tado federal pelo estado de São Paulo com um recorde de votos e, em 1989, concorreu à presi­dência da República, perdendo no segundo turno para Fernan­do Collor de Mello por 53-47 por cento. Também foi candidato a presidente outras duas vezes, em 1994 e 1998, perdendo am­bas as eleições no primeiro tur­no para Fernando Henrique Car­doso. Empossado presidente da República em janeiro de 2003, o governo Lula teve como marcos a introdução de programas so­ciais, como o Bolsa Família e o Fome Zero, ambos reconheci­dos pela Organização das Na­ções Unidas como os progra­mas que possibilitaram a saída do país do mapa da fome. Du­rante seus dois mandatos, em­preendeu reformas e mudanças radicais que produziram trans­formações sociais e econômi­cas no Brasil, que triplicou seu PIB per capita e alcançou o grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Na política externa, de­sempenhou um papel de desta­que, incluindo atividades rela­cionadas ao programa nuclear do Irã e ao aquecimento global. Lula foi considerado um dos po­líticos mais populares da história do Brasil e, enquanto presiden­te, foi um dos mais populares do mundo. Sua chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, elegeu-se presi­dente na eleição de 2010.

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