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Os seis melhores tira-gostos da boemia goianiense

diario da manha

Foto: reprodução

Marcus Vinícius Beck

Nada como uma crônica atrás da outra e uma bebedeira no meio do caminho.

Com esta foto do glorioso Jaguar, o mais raiz dos boêmios brasileiros de todos os tempos, a gente começa esta dolorida quarta. Afinal, senhoras e senhores: quarta é o dia internacional de levantar a cabeça, deixar pra trás a ressaca existencial de segunda e terça (um parênteses: o sujeito que sofre as sensações de um porre dá valor à vida).

Jaguar conviveu com bebuns de alto calibre, como os jornalistas Tarso de Castro e Paulo Francis, e só parou com a vida ‘mardita’ quando foi “corneado pelo próprio fígado”, conforme o próprio disse numa entrevista à ilustrada da Folha de São Paulo. Recomendo pra gente que é do ramo etílico e pros amadores, além dos antropólogos de boteco, a leitura desses dois homens, bem como de outros bêbados, tipo Reinaldo Moraes, Hemingway e Hunter S. Thompson.  

Grande quarta. Se a sexta simboliza a carta de alforria concedida ao proleta, a quarta é o primeiro copo de cerveja com os olhos voltados para o final de semana, é o suspiro do hombre que se ressente na vida guiada pelo horário comercial. Quarta é dia de assistir ao futebol nosso de cada dia, aquele mesmo que matou nossa abstinência por conta da Copa América, bebendo uma de leve e preparando o terreno, no caso o fígado, para maiores emoções que virão nos próximos dias. 

Agora chega de ilusões perdidas, vamos para as seis maiores invenções do homem no que diz respeito a petiscos e tira-gostos:

1) Fígado – Ainda um pouco sumido nas instituições boêmias goianienses, seja copos-sujos ou não, porém segue insuperável. Como diria o ex-craque Jardel, clássico é clássico e vice e versa.

2) Pastéis – Não é à toa que todo templo etílico tem essa iguaria, com diversos sabores. Casa muito bem com breja gelada e também é de boa pro bolso. Virou até uma música da banda Velhas Virgens: “1 chopes e 2 pastel/ Pasquale, Adoniran, Caetano e Noel”.

3) Torresmo – De preferência aquele do Bar do seu Edson, no Criméia Leste, assistindo ao futiba nosso de cada dia e zoando o palmeirense que é dono do estabelecimento. Nem tudo é perfeito, rsrs.

4) Disco de Carne – Precisa ser essencialmente o do bar da 12, no Itatiaia. Com a televisão ligada no jogo do Vila, o ritual está formado pra alfinetar os torcedores esmeraldinos, pois futebol é coisa séria e a boemia, também.

5) Linguicinha fina – Outro clássico de todo boteco que se preze. Se o bar não servir esta iguaria, saia imediatamente dele e vá procurar outro que a tenha. Uma pinga de engenho harmoniza bem.

6) Almôndega – Quem bate o ponto nos botecos da vida sabe a importância desse prato. Às vezes o cara sai esbaforido do trampo, e uma almôndega lhe salva a vida, além de cessar os roncos na barriga.

E você, amigo boêmio, o que manda aí de sugestão de tira-gosto à guisa de iguarias que nos deixam com água na boca? Qual o pedido que não pode faltar em sua mesa? Conte-me. 

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