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Filme sobre a Fifa tem pior fim de semana de estreia na história do cinema americano

‘United Passions’, que custou 30 milhões de dólares, arrecadou apenas U$ 918

O filme “United Passions”, que narra a trajetória da Fifa desde seus primórdios, conquistou definitivamente um lugar na história — mas não exatamente por um bom motivo. Lançado no último dia 5, em meio às denúncias de corrupção envolvendo a entidade, o filme apresenta o pior resultado financeiro em fins de semana de estreia em toda a história do cinema americano. Com custo de U$ 30 milhões, a película não chegou a arrecadar nem mil dólares nos seus primeiros nos cinemas dos EUA: foram apenas U$ 918 de bilheteria, recorde negativo histórico, de acordo com o site Hollywood Reporter.

Antes do vexame protagonizado pelo filme sobre a Fifa, a liderança do ranking ingrato pertencia ao musical “I Kissed a Vampire” (”Eu Beijei um Vampiro”, em tradução literal), de 2012, que arrecadou U$ 1.380 em seu primeiro fim de semana nas telonas.

O filme “United passions” acompanha a história da Fifa durante os mandatos de três presidentes da entidade — Jules Rimet, João Havelange e Joseph Blatter. Do custo de U$ 30 milhões, 80% foi bancado pela própria Fifa. O longa-metragem traz Tim Roth no papel de Joseph Blatter, o atual presidente da Fifa, que renunciou no último dia 2 em meio a uma série de escândalos de corrupção denunciados pelo FBI e pela justiça suíça. O papel de João Havelange, brasileiro presidente da entidade por 24 anos, cabe a Sam Neill, enquanto Gerard Depardieu interpreta o precursor Jules Rimet.

No segundo dia de exibição, em 6 de junho, uma sala de cinema no centro da cidade de Phoenix, Arizona, lucrou somente US$ 9, o que representa a venda de um ingresso para a sessão do filme. O péssimo resultado financeiro do longa metragem, lançado em apenas dez salas de cinema nos EUA, já havia feito o diretor e roteirista Frédéric Auburtin considerá-lo “um desastre”.

— Até tentei encontrar o equilíbrio entre um filme de propaganda da Disney e um filme de Costa-Gavras/Michael Moore, mas o projeto ficou a favor da Fifa em sua versão final. É um desastre. Agora, estou sendo visto como um cara tão mau quanto quem levou a AIDS para a África ou o cara que causou a crise financeira mundial. Meu nome está para todos os lados nessa sujeira e, aparentemente, eu sou o cara da propaganda que faz filmes para pessoas corruptas — lamentou Auburtin.

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