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Só assim para derrubar

diario da manha

Da redação

O velocista jamaicano Usain Bolt segue reescrevendo sua história no atletismo mundial. Ontem em Pequim, o raio passou mais uma vez no Estádio Ninho dos Pássaros, Bolt reinou absoluto e conquistou os 200m.

Dominante ainda na curva, o jamaicano disparou na reta e sobrou nos metros finais. Mostrou para Justin Gatlin que o favoritismo só importa se for confirmado com uma medalha em jogo. Provou que o cronômetro não perdoa. Com 19s55, melhor marca do mundo em 2015, o recordista mundial sagrou-se tetracampeão em Pequim.

Até a decisão de ontem, o roteiro dos 100m se repetia. Tanto Bolt quanto Gatlin sobravam em suas respectivas baterias, com o americano sempre mais rápido no ranking geral. Gatlin estava mais uma vez confiante, mas desta vez não impôs a mesma resistência. Sentiu o peso dos 33 anos nas pernas e ficou satisfeito com os 19s74 que o levaram à mais uma prata no Ninho do Pássaro. O bronze ficou com o sul-africano Anaso Jobodwana, com 19s87.

“Vencer os 100m sempre dá confiança. Ano a ano faço os 100m pelo povo, pelo meu técnico, mas os 200m são por mim. É a prova que eu amo, a prova em que posso mostrar minha arte. Aqui no Mundial eu estava preocupado em entrar e competir. Quanto mais fui correndo, melhor fui me sentindo. Nas semis senti minha velocidade de volta. Os 200m são meus favoritos. Só perdi uma vez desde Pequim (2008), e não estava planejando perder nesta noite”, disse Bolt.

No entanto, a grande surpresa da noite veio na comemoração. Bolt estava feliz da vida comemorando seu segundo ouro no Mundial de Pequim quando tomou um susto daqueles. Um câmera perdeu o controle da plataforma móvel que o guiava na pista e acertou o recém-sagrado campeão dos 200m pelas costas. O “carrinho” levou o jamaicano ao chão, causando apreensão do público e da comissão técnica do Raio. Depois que ficou claro que nada grave havia acontecido, a situação virou piada. “O rumor é que (Justin) Gatlin o pagou. Mas eu estou bem”, brincou Bolt.

O jamaicano garantiu que a pancada não o machucou e nem deve prejudicá-lo para a disputa do revezamento 4x100m, no qual é peça fundamental para seu país bater os Estados Unidos.

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