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Zerado, mais uma vez

diario da manha
Fernando Neto sofre com marcação adversária. Meia foi peça apagada no jogo

Difícil de descrever a primeira partida das quartas de final da Copa Verde, entre Vila Nova e Gama. O feriado é hoje, mas parecia que as duas equipes já estavam descansando desde ontem.O zero a zero é a nota da partida, que foi sem graça e sem qualidade técnica. O Vila teve muitos nomes importantes poupados como Zotti, Robston e Frontini. Domingo agora, às 16h, o Tigrão joga clássico contra o Atlético. Na Copa Verde o jogo de volta contra o Gama em Brasília será somente quinta-feira que vem (31).

O Jogo
A partida começou com uma pegada forte e bastante correria dos dois times e posse de bola ligeiramente maior para o Vila Nova. A primeira chegada do jogo, porém, só ocorreu aos nove minutos com uma bola parada. Douglas Assis cabeceou por cima.
Com cerca de 20 minutos uma leve chuva começou a cair no Serra Dourada e até então ninguém tinha criado nenhuma chance de gol. Sequer chegado com perigo na entrada da área. O primeiro chute do Gama foi aos 25 minutos através de uma falta atrás da intermediária que Wagner Bueno encaixou fácil.
A falta de movimentação inteligente e a incapacidade de visão de jogo dos meias do Vila Nova impediam qualquer tipo de jogada articulada. A equipe detinha a posse de bola, mas sequer chegava a uma distância digna de uma boa finalização. Mesmo com o campo molhado, o primeiro tempo terminou sem finalizações por parte do Vila no rumo do gol.
A torcida do Gama, que estava empolgada nas cadeiras, aumentou no segundo tempo depois que cerca de 80 torcedores chegaram atrasados. Eles tiveram dificuldades de comprar ingressos. Aparentemente cerca de quatro a seis ônibus vieram para Goiânia.
O segundo tempo começou mais agitado e os times chegavam na área um do outro mas sem criar nada, a não ser cruzamentos e chutes fracos. Aos 13, o Vila teve uma grande oportunidade. Bolt passou para Marcos Paulo, que entrou no lugar de Wendell Lira, o novo atacante sozinho na área não teve a condição de chutar, demorou uma eternidade para dominar e perdeu gol claro.
Se o primeiro tempo foi teste de paciência, o segundo era teste de resistência. O Vila apresentava um futebol dolorido de assistir. O Gama estava bastante satisfeito com o resultado enquanto o colorado ia na base de chutões e trancos.
Aos 33 minutos, o Tigre perdeu outra chance incrível. Em bola aérea o goleiro do Gama furou e Douglas Assis, sozinho, cabeceou para fora. Aos 40 Patrick chutou e quase sem querer marcou.
Assim terminou um jogo detestável, cheio e bolas aéreas, chutões e finalizações grotescas e novamente coberto de vaias com o apito final. O Vila Nova não tem um padrão de jogo aceitável nem mesmo para um time de Série C.

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