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Desenvolvimento econômico de Goiânia

A capital é considerada o município com a maior economia, totalizando R$ 46,632 bilhões

diario da manha
Foto: Reprodução

O desenvolvimento econômico não é apenas um processo de aumento dos indicadores quantitativos da economia, mas um avanço de indicadores qualitativos, que visa a qualidade de vida da população. Goiânia, capital do estado de Goiás, é a vigésima segunda cidade mais rica do Brasil, a décima segunda entre as capitais brasileiras e a primeira no estado.

O Censo Demográfico 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcado pela inovação tecnológica, com a digitalização dos questionários que antes eram feitos de papel, apontou que Goiânia tinha uma participação de quase 3% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, tendo R$ 9,2 mil de renda per capita.

Em 2008, de acordo com dados da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), seu PIB somou R$ 19.450 000 000, o que equivale a aproximadamente 25,8% de toda produção de bens e serviços do estado. A cidade é sede de 10 grandes empresas brasileiras.

O município também está entre os oito com a melhor infraestrutura do país. Com uma localização privilegiada, a cidade é servida por uma malha viária e ferroviária que a liga aos principais centros e portos do país. Segundo o IBGE, a influência da cidade no país abrange 3,5% da população e 2,8% do PIB brasileiro.

Desenvolvimento econômico de Goiânia nos setores primário, secundário e terciário

Até o ano de 1970, a economia de Goiânia se manteve focada no setor primário, principalmente pela influência agropecuária no estado. Algum tempo depois, a influência do setor na economia municipal em termos de emprego formal, se tornou insuficiente.

Porém, de acordo com Censo Agropecuário do IBGE, em 2006, Goiânia tinha 470 estabelecimentos agropecuários e, 91,06% pertenciam a um único proprietário. Já o Censo 2010, apontou que Goiânia possui uma grande atuação na bovinocultura e avicultura.

O setor secundário é um dos mais influentes da cidade, que se destaca com indústrias farmacêuticas, confecção e alimentação. Goiânia é o quarto maior polo confeccionista do Brasil, que emprega mais de 35.000 pessoas no ramo.

Havia 4.454 indústrias na cidade em 2000, sendo que 70,48% eram de transformação e 29,16% de construção civil. A cidade é um dos maiores centros financeiros do Brasil, sua economia é caracterizada pela predominância do setor terciário, que concentra 80% da economia do município.

Goiânia também está entre as capitais brasileiras que mais geram emprego no país. No ano 2000, a cidade possuía 19.470 empresas, se destacando no comércio atacadista e varejista. A quantidade de empregos do setor representava mais de 80% de todas as vagas disponíveis em Goiânia.

A proximidade com Brasília e a localização estratégica, ajudaram no desenvolvimento econômico de Goiânia. As atividades econômicas da capital a transformaram em um dos principais centros de negócios e serviços e polo econômico regional do Centro-Oeste.

Capital é a segunda com maior PIB do Centro-Oeste

A economia goiana foi marcada na década de 70 e, a partir daí, a concentração das atividades produtivas e o seu dinamismo passaram a exercer maior influência na relação de dependência em nível de circulação de bens e pessoas, oferta de serviços especializados e trabalho.

A expansão da economia municipal pode ser medida a partir dos dados de arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que, do ano de 1995 até 2000, teve um aumento relativo de 180,40%, apresentando crescimento constante no período.

O motivo da alta economia e do desenvolvimento econômico no município, está relacionado com as atividades urbanas, principalmente na prestação de serviços, seguida pelo comércio, indústria, construção civil.

De acordo com informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o total do estoque de empregos disponíveis em Goiânia em 2000 era de 325.547; destes, 99,32% eram oferecidos pelas atividades urbanas.

A cidade possuía 24.741 estabelecimentos ligados aos diversos setores econômicos, 78,68% eram de atividades terciárias, 18,01%, secundárias e 3,31%, ligados ao setor primário.

Em 2015, a capital foi considerada o município com a maior economia, totalizando R$ 46,632 bilhões. No Centro-Oeste, Goiânia é o segundo município com maior PIB, superada apenas por Brasília, além de ser o décimo oitavo maior do Brasil.

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