Opinião

Cinco passos para recuperar a autoestima

diario da manha

Heloisa Capelas Especial para Opiniãopública

Inevitavelmente, coisas boas e ruins vão acontecer na nossa vida, seja em âmbito profissional, pessoal e até emocional. A perda de um emprego conquistado, um relacionamento que não dá certo, a doença de alguém querido. São dores muitas vezes explicadas por expressões como “meu chão caiu” ou “falta um pedaço de mim”.
No entanto, o suporte para superação está em aprendermos a estar inteiros e isso envolve, principalmente, recuperar e manter a autoestima elevada. Este caminho tem como base principal o amor-próprio, que é amar a si mesmo incondicionalmente, com todas as suas qualidades e defeitos, para aprender a se posicionar de maneira positiva ante os acontecimentos da vida. Assim, ter autoestima envolve responsabilizar-se por aquilo que te acontece e não se colocar apenas no papel de vítima.
Precisamos quebrar o paradigma de que sempre existe o lobo mal, o caçador e a vítima. Neste caso, precisamos nos despir do papel de vítima a espera do caçador que vai nos salvar. Achar que tudo de ruim que nos acontece é culpa do outro é um erro. Há também quem faça o inverso e se culpe por todos os resultados negativos. Quando cada um descobre a capacidade de se reconhecer e se apropria dela de modo integrado, promove um relacionamento muito melhor consigo mesmo. As relações com todos os que estão a sua volta também ganham em qualidade, amorosidade e compaixão.
A autoestima precisa estar sustentada em si próprio, se ela depender, por exemplo, de uma relação amorosa ou um cargo na empresa, no momento em que a pessoa perde uma dessas coisas há muito sofrimento. Se num relacionamento o meu parceiro decide romper comigo ele não está retirando o meu amor, minha autoestima ou meus sonhos, e o mesmo vale para o inverso. Posso ficar triste por um tempo e posso ganhar ao saber que ele não me amava, que essa relação não daria certo e que posso viver aberta para outro relacionamento. Esse exemplo serve para todas as esferas da sua vida. No caso do emprego, sabendo do meu potencial, do quanto sou capaz, assim que for demitida, partirei para a busca de uma nova oportunidade sabendo que posso ser boa em outra empresa.
Ficar triste e sofrer faz parte sim, mas não desestrutura você por inteiro. Com autoestima você se mantém íntegro de quem é e de seu amor-próprio. Passa pela dor, mas ela não toma conta de toda a sua vida. Isso faz toda a diferença para mudar os resultados.
Para manter e resgatar a autoestima, seguem abaixo alguns passos principais:
1 – Pratique o autoconhecimento, sem julgamentos: Não tem como fazer diferente. O primeiro passo para recuperar, elevar a autoestima é aprender a se olhar, voltar-se para dentro. Tomar consciência representa 50% do trabalho de autoconhecimento e significa você se enxergar sem nenhum tipo de julgamento, nenhuma crítica, sem autodefesas ou justificativas, com total honestidade e com total isenção.Neste caminho, é importante também prestar atenção aos feedbacks que recebemos dos outros, às placas que sinalizam como nos relacionamos com as pessoas que nos cercam, como somos e não apenas aquilo que queremos ser.
2 – Aposte no que você tem de melhor:Temos muito mais coisas boas que ruins,mas temos uma tendência enorme em colocar foco apenas no que temos de ruim. Assim com a vida, acontecem milhares de coisas boas ao redor do mundo, mas assistimos e lemos apenas aquilo que de negativo aparece na mídia. Para recuperar sua autoestima, por mais que você precise olhar para o seu mal e para o seu bem, é preciso fazer uma limpeza e valorizar aquilo que você tem de bom.
3 – Adote uma postura positiva: A maneira como você encara os desafios e se posiciona para resolvê-los ou enfrentá-los é fundamental. Colocar-se como vítima e ficar apenas reclamando da vida, reclamando das pessoas, não vai adiantar. Assuma o controle da sua vida, responsabilize-se, isso se chama proatividade. E se algum imprevisto acontecer, pergunte-se: o que eu posso fazer de positivo com isso?
4 –Saiba reconhecer seus erros: É importante saber reconhecer os erros que cometemos com uma visão construtiva e evitar a autopunição. Pensar que a culpa é sempre sua e que você não merece ser feliz te faz entrar em um ciclo de baixa autoestima muito grande. De que forma evitar? Assumindo o erro e também a vontade de corrigi-lo ou sair dele.
5 – Peça ajuda: Por fim, se ainda assim estiver muito difícil encontrar forças e recuperação, peça a ajuda para as pessoas próximas. Aquelas que te incentivam e são capazes de fazer vocêenxergar novamente suas qualidades. Essas pessoas podem direcionar o caminho que você precisa trilhar para conseguir olhar novamentepara sua melhor parte.

(Heloísa Capelas, autora do livro recém-lançado O Mapa da Felicidade – Editora Gente. Especialista em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, atua no desenvolvimento do potencial humano há cerca de 30 anos).

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