Opinião

Desmatamento zero na Amazônia

diario da manha

José Justino Porto ,Especial para Opinião Pública

Foi na década de oitenta que ocorreu o maior numero de queimadas em todos os estados do norte do Brasil. Esse período ficou conhecido como a “Década da Destruição”. Estudos feitos pela Inpe, dão conta que nunca se queimou tanto para plantio de lavoura, ou para formar pasto.

O dr. Enéas Sallati, naquela oportunidade, descrevendo sobre as questões climáticas da “Floresta Amazônica”. dr. Enéas, buscava saber se a floresta é consequência do clima ou o clima e consequência da floresta. O professor, explicou a 25 anos, como a floresta gera 50% de sua própria chuva num processo de evapotranspiração através das folhas. Isso significa que o desmatamento, não somente reduzira a quantidade de chuvas da Amazônia, mas também da região central, e no sudeste do Brasil.

Dados da Rádio CBN, através  Greenpeace, no final de outubro, a cada 1 minuto 2 mil arvores são derrubadas na Amazônia, é catastrófico. As dificuldades são tantas para conter esse desmatamento, que nem Ibama, nem Polícia Federal, nem o Exército, não tem uma logística para conter os madeireiros. As propinas em dinheiro vivo rolão a solta, principalmente no Pará, Maranhão e leste do Amazonas.

Dados do Greenpeace recentes, dão conta que os seus tesouros, dois chamam muito a atenção em tempos de racionamento de água muitas cidades do Sudeste: essa floresta possui cerca de 25 mil rios e estoca aproximadamente 12% de toda a água possível de consumo da terra. E é responsável, em boa parte, pela água que sai da sua torneira.

Observam esses números do Greenpeace diariamente dizimamos a floresta de forma descontrolada e desnecessária. Ano passado derrubamos mais de 5.800 km2, área equivalente à quatro vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, ou mais que um campo de futebol por minuto. No total já se foram mais de 750.000 km2 de floresta, área equivalente a Portugal, Itália e Alemanha juntos.

Engraçado nos não desmatamos para produzir alimentos, pois já temos áreas abertas no país em quantidade suficiente para dobrar nossa produção de alimentos sem precisar derrubar mais nenhum hectare de floresta.

Não sabemos se a mudança no padrão do clima e das chuvas vão dizimar a vida da terra. Mas vão torná-la mais difícil. A prolongada escassez que estamos enfrentando no estado de São Paulo é um prenúncio disso. E cabe a nós mudarmos essa história. Precisamos mostrar que não estamos de acordo com o absurdo que está acontecendo nas nossas florestas.

A sociedade quer o fim do desmatamento. Consumidores não querem comprar produtos que causaram destruição da floresta. As bases para o desmatamento zero já estão dadas pela própria sociedade, faltam mais investimentos e ações mais incisivas do governo. Conheça nossa campanha pelo fim do desmatamento na Amazônia.

O que é mais triste, são nossos animais, que já estão nos núcleos habitacionais atraz de alimentos, nossas matas já se foram. Tenho pena, que as futuras gerações terão que reciclar água para beber. Provavelmente, será que áreas como Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Pará, Maranhão, Rondônia e Outros, serão áreas desabitadas? O sol do equador será de 70ºc.www.ligadasflorestas.org.br

 

(José Justino Porto, professor Ms, historiador, sociólogo e geógrafo, mestre em Ciências da Religião pela PUC-GO, professor da rede publica de ensino)

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