Opinião

O mandato da liberdade

diario da manha

Px Silveira ,Especial para Opinião Pública

Tenho para mim que as homenagens que o Batista Custódio recebeu semana passada na Assembleia dos deputados e agora na Câmara dos Vereadores, trazem implícitas um ligeiro ‘incômodo de cotovelo’ por parte de seus autores. De boa.

É que os respectivos mandatos dos senhores destas casas só duram quatro anos. Enquanto que Batista está no poder da informação a mais de 56 anos.

Ao prestarem homenagens ao fundador da ousadia e conclamador da liberdade da imprensa em Goiás, cujos marcos são o Cinco de Março e o Diário da Manhã, as autoridades em exercício temporário de mandato vêm cumprir de público com um dever que a história lhes passou.

E o fazem ao mesmo tempo imbuídos de um respeito misto de admiração e temor, convenhamos. Enquanto detém um poder passageiro outorgado pela população votante, essa mesma população outorga a Batista Custódio um mandato que já vai para 6 décadas e que é renovado no dia a dia, pois a cada edição seu trabalho de representante da liberdade e da coragem de pensamento é posto à prova e tem sobrevivido à avaliação implacável do leitor.

Expondo-se a todo momento e amanhecendo na marcha da conquista, Batista nos mostra como deve ser a duração de um mandato verdadeiramente popular, aquele que emana do desejo e da vontade diária dos cidadãos. E eu diria que, dos políticos da história contemporânea em Goiás e no Brasil, poucos resistiriam a um processo desses onde o eleitor é substituído pelo leitor exigente e onde os resultados e a transparência são exigidos e comprovados a cada 24 horas.

A duração do mandato do Batista Custódio é continuamente renovada pelo simples fato de que, com o poder que tem, ele faz um jornal de verdade. Um Diário em que cada manchete é uma tribuna do povo e cada texto uma usina de transformação. O poder do Batista emana de sua fortaleza de papel e só sobrevive no tempo porque é fiel às vicissitudes que o temperam. Sobrevive porque sabe se re-encarnar a cada edição e ser sempre entregue a um motivo maior que está além dos nossos dias.

 

(Px Silveira, jornalista Instituto ArteCidadania. E-mail: [email protected])

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