Opinião

‘Os tempos míticos’, de Antônio César Caldas Pinheiro, e outros estudos

diario da manha

Licínio Barbosa ,Especial para Opinião Pública

Acabam de chegar-me às mãos três obras que revelam, ao lado da alma poética, estudos de História, de Sociologia e de Antropologia desse notável pesquisador da História de Goiás, prof. Antônio César Caldas Pinheiro, docente da PUC-Goiás, e futuro doutor pela Universidade de Salamanca, multicentenário centro universitário da, Espanha. São elas: “Diário de Viagem do Barão de Mossâmedes (1771-1773),”. “Os Tempos Míticos das Cidades Goianas”, e “Amor e Tempo: Confissões da Existência”.

Dessa tríade, gostaria de, nesta oportunidade, realçar a estrutura e o desdobramento da segunda obra, até  por que ela surgiu de um estudo que resultaria numa dissertação de Mestrado, elaborada sob a segura orientação do doutor Nasr Fayad Chaul, um dos mais notáveis animadores culturais de nosso Estado.

Vinda a lume sob o selo editorial da PUC- Goiás, e do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central, de que o celebrado autor é diretor, a obra traz a Apresentação de Maria Helena Rolim Capaelato, onde ela sentencia, com objetividade: “O Mestre conduziu o seu aluno , com mão segura, pelos ‘caminhos de Goiás’, explorando, neste caso,  a temática urbana em uma perspectiva  que privilegia  a construção  dos mitos de origem” (pág. 17). E prossegue, a ilustre apresentadora: “Embora já seja um campo considerado internacionalmente, o estudo dos  imaginários sociais é de difícil realização e exige, além de competência, aguda sensibilidade para o tratamento adequado das imagens expressas nas fontes.  Por isso, – conclui, a ilustrada Apresentadora, – valorizo  ainda mais este trabalho que, agora, se apresenta na forma de livro. E mais adiante: O autor se propôs a analisar as reconstruções da memória sobre o surgimento de algumas cidades do Estado de Goiás, realizando um recorte que, em um conjunto delas, privilegia o surgimento de Itaberaí. A reconstrução da memória  da antiga Curralinho foi elaborada pelo escritor Derval Alves de Castro, em 1933, reinventou a sua tradição a o escrever o livro ‘Annaes da Comarca do Rio das Pedras’. Nele, narra o surgimento da cidade de maneia distintadas relatadas por viajantes e cronistas do Século XIX, e diferente também das anotações contidas nos livros de tomboda Paróquia de Itaberaí; bem como, da Diocese de Sant’Ana  de Goiás  à qual ela pertence” (pág.18).

 

(Licínio Barbosa, advogado criminalista, professor emérito da UFG, professor titular da PUC-Goiás, membro titular do IAB-Instituto dos Advogados Brasileiros-Rio/RJ, e do IHGG-Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, membro efetivo da Academia Goiana de Letras, Cadeira 35 –  E-mail [email protected]).

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