Opinião

Política e o resgate da confiança: o segredo para a nova equipe econômica do governo

diario da manha

Vladimir França ,Especial para Opinião Pública

Resgatar a confiança da economia nacional. Assim, após muitos pedidos do mercado e do empresariado, uma equipe com vasta experiência no setor público e privado assumiu a pasta da Fazenda.

A missão está longe de ser agradável. Com dificuldades que vão desde a alta inflação até a perda de força do real frente às outras moedas, Joaquim Levy e seus pares já convivem com estudos negativistas de que o país sequer atingirá as metas propostas até o final do mandato em 2018.

Mas o que de fato esperar do ministro da Fazenda? As medidas de reequilibrar as contas públicas, como aumento da tributação sobre combustíveis, importados e crédito, são vistas com bons olhos para fortalecer a segurança da economia, incentivando que novos investidores tomem riscos e empresários apostem em inovação e competitividade.

Para reconquistar a confiança podemos nomear cinco grandes desafios:

PIB: é necessário remontar a imagem. De acordo com pesquisa conduzida pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou desde o anúncio dos novos integrantes da equipe econômica, e deve ser bem próximo de zero, ou mesmo negativo neste ano de 2015

Produção industrial: a mesma pesquisa também aponta piora nas estimativas do mercado financeiro para a indústria brasileira. Quando a nova equipe foi anunciada, a expectativa dos analistas era de alta de 1,23% na produção neste ano. Hoje já está em 0,71%.

Inflação: apesar de prever uma taxa maior de juros em 2015 e 2016, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para a inflação para este ano subiu de 6,47% para mais de 7,00% nesta comparação.

Superávit: entregar a meta de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) prometida para este ano, equivalente a R$ 66,3 bilhões.

Setor externo: o mercado prevê piora nas estimativas para o saldo balança comercial brasileira – a previsão recuou de superávit de US$ 6,3 bilhões para US$ 5 bilhões

No entanto, é necessário que o empresariado não simplesmente repasse as responsabilidades. É preciso acreditar. Com o crescimento dos investimentos, a inflação volta aos valores mais próximos do centro da meta. Caso contrário, a economia seguirá retraindo, até que as compras diminuam e haja demissões em massa, como o ocorrido no setor automotivo.

 

(Vladimir França, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de TI (Abradisti)

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