Opinião

Amor e justiça (Jeremias 9: 24)

Daniel de Melo Costa ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

“Aquele, porém, que se quiser vangloriar, glorie-se de possuir inteligência e de saber que eu, seu Senhor, exerço a bondade, o direito e a justiça sobre a terra, pois nisso encontro o meu agrado – oráculo de Javé.”

Deus mostra através deste trecho da Bíblia, a importância do amor e da justiça na vida das pessoas. Mas o que é amor? O que é justiça? Muitos confundem os significados. Amor é perdoar o injusto que se arrepende de seus erros, é compreender as pessoas, é ver as qualidades de cada um e perceber que ninguém é melhor ou mais esperto, cada um tem seu tempo. Justiça é julgar as coisas e pessoas com imparcialidade, sem acepção de pessoas, sem tomar partido, sem usar de julgamentos tendenciosos e hipócritas, não importa quem seja a pessoa. Será que é difícil entender algo tão simples? Parece que as pessoas tem uma enorme dificuldade em entender estas coisas, pois em todos lugares em que eu estive vi pessoas sem amor no coração, pessoas injustas e pessoas covardes. E eram muitas. Quando você julga alguém sem nem mesmo conhecer, quando você acha fulano mais importante, quando você  impõe a sua vontade de forma covarde, quando você discrimina alguém, você esta sendo injusto. Viva a pluralidade da vida. Pessoas com defeitos e qualidades.

Porque em uma entrevista de emprego os recrutadores procuram só supostas qualidades nas pessoas? Que discriminação é essa? Todos são capazes de exercer qualquer trabalho, se estiverem preenchidos os requisitos técnicos. O lado pessoal jamais deve entrar em uma relação de emprego. Por acaso o examinador recruta pessoas ou supostas qualidades?

Quando você julga um determinado caso, você julga pela cara ou pelo que a pessoa realmente fez? Dois pesos e duas medidas? Isso é o cúmulo da injustiça. As pessoas tem que aprender a julgar corretamente e também saber perdoar e relevar. Tem pessoas que não sabem julgar, nem perdoar. Fazem as duas coisas de forma equivocada. Perdoar envolve tudo, e não somente o que lhe convém. Se eu perdoo alguém de que gosto, de que vale meu perdão? Temos que perdoar os inimigos também. Se eu amo somente a quem me ama, de que vale meu amor? Temos que amar também aqueles que nada nos trazem. É assim que as coisas devem ser. Esta é a proposta de Deus para os homens. Justiça e amor devem caminhar sempre juntos.

 

(Daniel de Melo Costa, 36 anos, www.manifesto177.com.br, servidor público)

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