Opinião

As crianças índigo na visão espírita

Emílio Vieira ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Este artigo é inspirado numa conferência do médium Divaldo Franco, proferida em Salvador-BA no dia 26-09-2006 e editada em CD, sob coordenação da Livraria Alvorada Editora, copyright do Centro Espírita Caminho da Redenção, situado na capital baiana (www.mansaodocaminho.com.br).

Trata-se de interessante enfoque acerca das crianças índigo e cristal, descritas com suas auras e respectivas emanações pelo brilhante comunicador, ao prenunciar a importante missão que elas vieram desempenhar na Terra. Nesse sentido, orienta pais e educadores de como tratá-las e educá-las no caminho do bem.

Para obviar, Divaldo Franco comenta processos e técnicas mais adequados para os fins da educação infantil, na visão espírita, reportando às experiências desenvolvidas por Fröebel, Pestalozzi, Rudolf Steiner (criador da pedagogia Waldorf) e destacando o excelente trabalho de Maria Montessori, pedagoga italiana que aperfeiçoou seu método aplicado desde 1907, na sua Casa dei Bambini em Roma, mediante exercícios atraentes que desenvolvem na criança o gosto pela ordem e pelo trabalho.

Neste extrato, deixaremos de reproduzir algumas informações contidas na presente comunicação, no tocante, inclusive, aos diversos grupos em que são classificadas as crianças índigo, por terem sido também objeto de referência em nossos textos anteriores. Além do reforço aos pontos já focalizados, é interessante ressaltar a contribuição de Divaldo Franco.

 

Da estrela Alcione ao planeta Terra

Não vamos falar de distância, que para os espíritos não é problema. Divaldo Franco nos fala dessa luminífera estrela da constelação das Plêiades, “de onde estão migrando para a Terra espíritos de alta estirpe, a fim de prepararem (o) nosso mundo de regeneração”. O Sol, de quinta grandeza, gravita em torno de Alcíone, de terceira grandeza, em torno da qual completa seu périplo a cada 12 mil anos. A precedente rotação nessa órbita ter-se-ia completado em 2012.

A partir de 1972, informa o médium Divaldo Franco, o sistema solar começou a entrar em nova faixa de fótons de Alcíone, de onde vem recebendo uma luminosidade peculiar, e desde então vem ocorrendo uma migração de espíritos para o nosso planeta, a fim de incrementarem aqui uma nova cultura de elevação espiritual. Acreditem ou não, a Terra não é o único planeta habitado, quer por espíritos encarnados ou desencarnados.

Para os fins da regeneração da humanidade, esses espíritos mais elevados estão chegando com uma missão transformadora a este nosso planeta, de onde, por sua vez, os espíritos rebeldes terão de migrar para mundos inferiores, assim como Lúcifer fora expulso do Paraíso, segundo a figuração bíblica, por ter-se insurgido contra o Criador.

A primeira migração de espíritos teria ocorrido da estrela Capra ou Capela da constelação do Cocheiro, segundo relatos de Edgard Armond (1894-1982), autor do livro Os Exilados da Capela (São Paulo: Editora Aliança, 3ª edição, 1999), seguindo o que já havia também prenunciado Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, de 1857.

Em termos comparativos, a estrela Alcíone está para a constelação das Plêiades assim como Capela está para a do Cocheiro, de onde inicialmente migraram espíritos luminosos que influenciaram na evolução das primeiras raças humanas.

Essa estrela de primeira grandeza, que tem a cor dourada do Sol, dista aproximadamente 45 anos-luz da Terra, segundo afirmou o astrônomo e físico inglês Arthur Struley (1882-1944). É constituída de matéria fluídica, como o ar que respiramos, sendo certamente habitada por uma humanidade mais evoluída.

Já as Plêiades situam-se cerca de 300 anos-luz do Sol, com um aglomerado de estrelas envolvidas por uma nebulosidade consistente de uma nuvem de poeira cósmica, através da qual se refletem as suas luzes. (Vide Ciência Ilustrada, vol. VII. São Paulo: Abril Cultural, 1971, p. 2654).

Segundo enfatiza Edgard Armond, a humanidade não haverá de ter dias mais felizes antes que se redima dos erros do passado e se submeta ao selecionamento espiritual que se dará no fim do novo ciclo que se aproxima. Diz ele: “Já está sendo iniciado nos planos etéreos o alijamento de espíritos imperfeitos para outros mundos e, ao mesmo tempo, a imigração de espíritos de outros orbes para este.”

Refere-se aos que já estão vindo agora, “formando uma geração de crianças tão diferentes de tudo quanto tínhamos visto até o presente”. E, numa visão dantesca, afirma que “são espíritos que vão tomar parte nos últimos acontecimentos deste período de transição planetária, que antecederá a renovação em perspectiva”. Adverte que aqueles que vierem em seguida, “serão já os da humanidade renovada, os futuros homens da intuição, formadores de nova raça que habitará o mundo do terceiro milênio”.

 

A evolução natural e espiritual

Esse fenômeno se explicaria pela própria evolução natural da espécie humana, que foi se modificando conforme a própria evolução das outras espécies, sendo que o homo sapiens de hoje é diferente do homo erectus da pré-história.

Assim também o homem como ser social, evoluiu, cultural e intelectualmente, a par de desenvolver técnicas de dominação da natureza bruta. Passou, paulatinamente, das grandes descobertas às invenções científicas que estão à base do progresso material e tecnológico da atualidade. Agora a humanidade precisa avançar no plano da moralidade e da espiritualidade, para a regeneração do planeta Terra, que deixará de ser apenas um mundo de provas e expiações.

Aí entra a missão para a qual estariam predestinadas as crianças índigo, na voz de Divaldo Franco. São espíritos desenvolvidos aparentemente insubmissos e personalíssimos, que nos fitam nos olhos buscando sempre a verdade e não aceitam ordens sem explicação lógica. Amam a justiça e se insurgem contra os comandos autoritários.

Não há confundir essas criaturas inquietas, hiperativas, autossuficientes, que se julgam superiores, e só respeitam se forem respeitadas, identificadas por suas individualidades e tendências específicas – como humanistas, artistas, conceituais e interdimensionais – diferentes, portanto, das crianças-problema portadoras de transtorno intelectual ou emocional.

Aí está o risco de serem confundidas com os portadores de TDA ou TDAH, transtorno de déficit de atenção ou transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Quando indistintamente submetidas a tratamentos com psicotrópicos, as crianças índigo perdem sua vitalidade, tornam-se passivas e indiferentes, caem num estado de estagnação ou de degradação, perdendo o caminho de seus ideais construtivos.

Não há confundir também as crianças índigo, simplesmente dotadas de habilidades específicas conforme suas tendências naturais (dentro da classificação acima), com as novas crianças cristais, tipos diferenciados de índigos, com aura mais luminosa, biotipia de natureza transcendental, verdadeiros modelos intelectuais, dotados de um sexto sentido, telepatia e percepção intuitiva, os quais são capazes de ler as mentes das pessoas.

 

A nova humanidade do futuro

Indo a uma das fontes apontadas por Divaldo Franco, é de se admitir que o perfil das crianças índigo e cristal, tal como descritas pelos estudiosos de hoje, enquadra-se perfeitamente na previsão de Allan Kardec em A Gênese (1868), quando prenuncia a nova geração do futuro, formada de espíritos evoluídos que viriam para a regeneração do nosso mundo.

Em síntese, por outras palavras, extraímos da mensagem kardecista, que a nova geração do futuro seria dotada de inteligências precoces, voltadas ao progresso moral e ao bem coletivo e que aos poucos iriam influenciando os espíritos retardatários a se renovarem.

Há espíritos retardatários que partem e há espíritos progressistas que chegam. A boa ordem vai se implantando e, de consequência, superando a desordem que reinava. As grandes partidas coletivas, como acontecem por força das intempéries, dos abalos sísmicos, dos acidentes fatais em grupos, das guerras e das hecatombes mundiais, servem para acelerar as mudanças e de certa forma, redimir a humanidade que se torna mais fraterna e solidária.

Com as constantes transformações mesológicas e sociais, muitos espíritos ao regressarem à Terra mediante reencarnações, “acharão mudadas as coisas e experimentarão a influência do novo meio em que houverem nascido. Longe de se oporem às ideias novas, constituir-se-ão seus auxiliares”, diz Kardec.

A regeneração da humanidade não depende da renovação integral dos espíritos: basta uma modificação em suas disposições mentais, adverte o mesmo Kardec. Os espíritos não voltam para regredir, mas para se renovarem constantemente.

Isso se dará segundo a ordem natural das coisas, sem cataclismos nem destruições. As gerações futuras se sucederão até o ponto em que não mais se encarnarão na Terra os espíritos inferiores.

Nessa ordem de ideias, a humanidade só será feliz quando nosso planeta estiver povoado por espíritos melhores. Com a evolução, os maus serão substituídos pelos bons, que farão reinar a justiça, a paz, a fraternidade.

A não ser pela nova denominação com que é identificada a geração atual de crianças índigo e cristal, pode-se deduzir que referidas criaturas representam aqueles espíritos evoluídos que Kardec já havia anunciado como componentes da geração do futuro que viria mudar os rumos da humanidade.

 

(Emílio Vieira, professor universitário, advogado e escritor, membro da Academia Goiana de Letras, da União Brasileira de Escritores de Goiás e da Associação Goiana de Imprensa)

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