Opinião

Educação: Raquel Teixeira merece a confiança e o crédito dos profissionais da área

Paulo Rolim ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Na semana passada, em reunião com os governadores da região nordeste, o ministro da Fazenda Joaquim Levy deixou claro que a manutenção dos benefícios sociais está condicionada ao sucesso e à aprovação do ajuste fiscal proposto no congresso nacional através de duas medidas provisórias e que devem ser aprovadas até junho próximo.

A Universidade Federal de Goiás passou a atrasar contas consideradas básicas, como energia elétrica, telefone e internet, bem como o pagamento dos fornecedores de insumos e de serviços terceirizados, devido ao corte mensal de mais de dez milhões de reais efetuado pelo governo federal, algo até então inimaginável.

Alunos que sonhavam em cursar uma universidade com financiamento do propalado Fies sequer conseguiram acessar o sitio do Ministério da Educação e pura e simplesmente tiveram que adiar seus sonhos, ou mesmo abandonar o projeto de um curso superior.

Ao contrário do que pregou e sustentou durante a campanha a então candidata à reeleição Dilma Rousseff, constata-se que o pais está quebrado. Poucas horas após a confirmação de sua vitória nas urnas, desnudou-se a situação. E não adianta sonhar, pois a vaca, ou o rebanho está tossindo. Ocorre que se o governo federal não toma essas medidas, a situação complicar-se-ia ainda mais e o país correria sério risco de viver situações que acontecem mundo agora, como por exemplo, na Grécia.

Voltamos, depois de anos de estabilidade econômica a ouvir termos que pareciam sepultados, como inflação em alta, recessão, ajuste fiscal e técnicos do FMI opinando sobre a economia do país. São parte de um passado não muito recente e que não fez parte do dia a dia dos jovens da atualidade, que não sabem o que é inflação mensal de 40, 50 e até 80 por cento, como já vivenciei um dia. Enfim, o Brasil está quebrado e os reflexos são sentidos em todos os níveis da administração.

As reinvindicações e a luta dos professores e profissionais da educação, bem como de outros setores do funcionalismo publico são justas e tem sua razão de ser.

Os professores, que na gestão de Thiago Peixoto se sentiram vilipendiados e lesados, quando de forma abrupta tiveram retiradas conquistas que consideravam pétreas e imutáveis como a titularidade e o plano de carreira da educação, tem na Professora Raquel Teixeira a esperança e a certeza de que o comando da pasta é exercido por alguém comprometido com a educação.

A presença de Raquel Teixeira como titular da pasta que engloba a educação é reinvindicação antiga e sonho dos educadores. Raquel, Professora desde os quinze anos de idade, conhece a educação como ninguém. Teve profícua e marcante trajetória na câmara federal por dois mandatos, onde propôs projetos interessantes e modernizadores, no sentido da evolução do setor e focados na valorização dos profissionais da área.

A confirmação da Professora Raquel como secretária de educação trouxe alento e esperança. Ela mantem e está firme em sua proposta, em seu sacerdócio de buscar o melhor para os profissionais. Mas hoje esbarra na situação econômica do país, com fortes reflexos nos estados e, onde qualquer aumento de despesas, compromete e coloca em risco mais ainda as finanças.

A omissão do governo federal nos últimos anos e as medidas que implementadas trouxeram de imediato forte recessão e inflação alta, e por conseguinte, retração e queda forte na arrecadação. E sem dinheiro, é impossível fazer alguma coisa. O governo de Goiás lançou mão do parcelamento dos salários, tendo um “fôlego” de 50% do valor por poucos dias – até para que não houvesse atraso e a situação não fique ainda mais complicada. Lembro que em um passado já distante, tivemos atrasos de até seis meses nos salários do funcionalismo.

É preciso cautela e bom senso. A greve é um instrumento legitimo de pressão e de proteção ao trabalhador. Por outro lado, um ato extremo e que não pode ser o único, e nunca ser mal utilizado. Lembro que ao assumir a pasta, Raquel Teixeira de imediato buscou o dialogo com a classe, colocando-os a par da realidade que encontrou. Foram vários encontros, um deles tendo a secretaria de fazenda Carla Abrão e o governador Marconi Perillo como interlocutores.

É inegável a legitimidade das aspirações dos educadores. E o governo de Goiás tem uma dívida imensa com eles, dado a forma com que tiveram seus direitos retirados em 2013, na gestão de Thiago Peixoto, que para a maioria dos educadores, foi desastrosa.

É necessário o equilíbrio e o dialogo permanente. A greve nesse momento, face à impossibilidade do governo de atender aquilo que considera justo, é real. O ajuste fiscal, ou arrocho, como dizem, é forte. No âmbito federal, repasses às universidades e fundações foram cortados, politicas sociais devem ser revistas e no âmbito municipal, professores que estão em greve e não tem a mínima certeza que serão atendidos em suas justas reinvindicações.

Raquel Teixeira tem história e compromisso com a educação. Sua historia de vida mostra e deixa isso muito claro. Jamais deixou de lutar ou defender aquilo que considera a única opção para um país de se desenvolver. Portanto, merece crédito e a confiança dos educadores. Penso que se com ela está difícil, seria muito mais com outra pessoa ocupando a pasta, afinal, Raquel Teixeira é Professora, vive a educação e tem como missão de vida buscar um mundo melhor, motivado pela educação.

E, tenho certeza que o maior compromisso de Raquel Teixeira, é com a educação. E com seus profissionais.

 

(Paulo Rolim, jornalista – Twitter: @americorolim)

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