Opinião

Educação sem bússola

Educação é mais que mero sentimentalismo, é profissionalismo

diario da manha

Claudeci Ferreira de Andrade,Especial para Opinião Pública

Como opera a educação? Que pensa você de um médico que operou o pé são do seu paciente, pôs pinos, e tudo o mais, ao invés de tratar do quebrado? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u77526.shtml (acessado em 09/05/2015).

Confiaria você em um médico que implantou um coração errado, incompatível com o paciente? Assim, a escola pública está atuando cheia de equívocos, também. Embora esses não sejam totalmente letais, a curto prazo, mas podem ser perigosos para os muitos alunos no futuro. Elegeram-lhe para representante de sala na escola, então ela vai à escola não mais só para estudar, porque líder de classe também cuida de disciplina. Até que um dia, foi repreender o malfeitor que atrapalhava todos na classe, aí o professor, por não saber direito o mentor da bagunça, levou vocês dois para a sala da coordenação. Que tal se o coordenador pedagógico lhes dissessem! — vocês estão suspensos das aulas por uma semana, assinem aqui. Ora, se uma criança vai à escola para aprender através da sistematização, uma semana ausente não seria uma descontinuação fatal? E ao verdadeiro indisciplinado também quanto mais deveríamos dar-lhe aulas, tiram-lhe as aulas (exclusão legalizada)!

Em outras circunstâncias, a própria escola reclama da falta de participação da família na educação das crianças e ainda culpa os pais porque são tão ausentes à indisciplina dos filhos, agora os profissionais da educação trabalham para a implantação da escola de tempo integral, vão tirar a melhor parte do tempo das crianças que deveriam está na companhia dos seus pais, aprendendo outras lições.  É um erro cirúrgico por equivalência! Se as famílias não servem para educar suas crianças que se eduquem as famílias, ainda objeto de confiança dos menores.

Há muito a se pensar na educação alimentar dos nossos jovens: sobre o cardápio, a sala de aula como refeitório, a higiene bucal após refeição. Porém já se pensou por que jogam arroz uns nos outros na hora do “lanche”? Será que em casa fazem isso ou o arroz com carne está no lugar errado?

Posso sugerir que o próprio fato de você está lendo esta crônica, é mais do que evidência, é prova concreta, de que você está preocupado com o que se passa na educação. Fui claro no título. Educação é mais que mero sentimentalismo, é profissionalismo.  Chega de aplicar remédio para amenizar sintomas, enquanto a doença destrói o tecido vital. As muitas contradições evidenciam apenas a falta de um rumo certo!

 

(Claudeci Ferreira de Andrade, pós-graduado em Língua Portuguesa, licenciado em Letras, bacharel em Teologia, professor de filosofia, gramática e redação em Senador Canedo, funcionário público)

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