Opinião

Esquizofrenia

diario da manha

 

A reunião ministerial recentemente convocada pela Presidente Dilma teve como propósito anunciado promover cortes profundos nos gastos do governo, em virtude dos preocupantes indicadores econômicos, ora emersos, mas convenientemente encobertos até a divulgação dos números finais das eleições presidenciais e a confirmação de mais um termo para os mesmos magos do Planalto que, no entanto, nem mencionam a intenção de diminuir o incrível número recorde de ministérios, alguns absolutamente decorativos e montados com o objetivo exclusivo de agradar aliados. Tudo indica que a tesoura baseou-se, não em estimativas pensadas e ponderadas por uma equipe econômica capaz de raciocinar, como desejável, mas na sofreguidão de um time que se encontra à beira de um ataque de nervos. Assim, a orientação geral que resultou do encontro foi a de contingenciar parcelas maciças do orçamento, simultaneamente a um provável aumento de carga tributária que fatalmente condenará a economia a uma virtual paralisia, tudo com a finalidade de proteger os ajustes necessários, dos zigue-zagues de natureza política manipulados pragmaticamente pelos presidentes da Câmara e do Senado que agem para atender interesses particulares. Não resta dúvida que o Brasil  se engalfinha numa atmosfera esquizofrênica da qual poucos se atrevem a prever se e como se sairá.

(Paulo R. Girão Lessa, via e-mail)

 


 

Na contramão

Em nota, a presidente Dilma Rousseff disse que recebeu com satisfação a aprovação, pelo Senado Federal, de Luiz Edson Fachin à condição de ministro do Supremo Tribunal Federal – STF. Disse que a ratificação do nome do escolhido “honra o Judiciário” e “engrandece as instituições democráticas do País”. Permito-me uma breve digressão. Ainda é cedo para se saber se Fachin, como prevê Dilma, honrará o Judiciário, até porque ninguém sabe o que esperar de sua judicatura – Fachin não é juiz. Fiquemos, portanto, atentos à sua atuação na Suprema Corte. Agora, quanto a seu nome “engrandecer” as instituições democráticas brasileiras, tenho dúvidas ainda maiores… Como todos sabem, Fachin é próximo de João Pedro Stédile, chefão do MST, e jamais negou sua simpatia pela “causa” totalitária dessa entidade fora da lei – que nem sequer personalidade jurídica tem – e que se notabiliza pelo esbulho da propriedade privada no campo, invasão de prédios públicos, destruição de plantações, de instalações em fazendas, de pesquisas genéticas, de postos de pedágio, cárcere privado, ameaça, assalto a caminhoneiros e mais um sem número de vandalismos e delinquências tipificadas no Código Penal. O simples fato de Fachin defender esse tipo de movimento já seria motivo suficiente para pôr em dúvida o “engrandecimento das instituições democráticas do País” com a sua presença na Suprema Corte.  Isso, para não falar em outras questões – como a acumulação da advocacia privada com a de procurador do estado, vedada na constituição do Paraná – que também põem dúvidas sobre a “reputação ilibada” do indicado, exigência constitucional para que alguém exerça o cargo de ministro do STF. Lastimável e temerária a decisão do Senado Federal, sob todos os pontos de vista, ainda mais levando-se em conta o longo horizonte de permanência de Fachin naquela Corte.

(Silvio Natal, via e-mail)

 


 

A má fase de Lula

lula

Lula anda reclamando que está passando por uma má fase. Pudera, pois as investigações da Lava Jato já bateram na trave. Vira e mexe a mídia divulga nomes de homens bomba do escândalo de corrupção nunca antes visto no País. Começou com Youssef, Barusco, Costa, Duque, Vaccari e outros. Mas a Justiça está bem perto de divulgar o real homem bomba do Brasil. E quando explodir um novo país ressurgirá das cinzas. Aguarde!

(Paulo Henrique Coimbra de Oliveira, via e-mail)

 


 

Estratégia

Está ficando clara a estratégia petista para esses tempos de crise. Encastelados no Planalto, seus cardeais, os reais responsáveis pela situação aflitiva, de natureza econômica e política, que o país atravessa, após uma campanha eleitoral repleta de mentiras, decidem-se por uma exposição mínima, deixando o assédio de grupos indignados e apreensivos diante da nova conjuntura para ser enfrentado por alguns de seus agentes no front, transmitindo assim, aos poucos, a ilusão, facilmente absorvida por manifestantes mal intencionados ou despreparados, de que eles, os ministros ou representantes, são os verdadeiros criadores das dificuldades. Ou seja: os palacianos não estão governando mas esperam a tempestade passar para reaparecerem reivindicando o poder, temporariamente cedido, participando hoje somente dos momentos festivos, com ar triunfante. A demonstração mais ilustrativa de tal plano é a negociação que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi obrigado estabelecer com grupos agrícolas, quando quase foi impedido de iniciar os trabalhos do dia, com direito inclusive a vidraças quebradas, enquanto a presidente Dilma festejava um acordo bilionário com os chineses, saboreando um suculento espumante.

(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)

 


 

AI 18

Mais um conchavo. Aconteceu o que já esperávamos, Fachim foi aprovado pelo Senado. Continuamos aqui, esperando alguém mais forte que o Senado, para decretar o Ato Institucional nº 18. Falta disciplina neste País.

(Leônidas Marques, via e-mail)

 


 

Lula rebate FHC

Lula rebateu as críticas feitas por FHC no horário político do PSDB, dizendo que o ex-presidente é um homem letrado e não tinha o direito de falar bobagens. O maior erro de FHC foi ter apanhado calado por muito tempo, deu espaço para o inimigo crescer. Alto lá senhor Lula, bobagens não, o rombo na Petrobras começou no seu governo. O petrolao é criação dos petistas. Bobagem é querer virar a página e enfiar goela abaixo do eleitor que o governo Lula é honesto e bonzinho. Quem é Lula para dar lição de moral em alguém quando seu governo e de dona Dilma está envolvido no maior roubo já visto na história desse País? Se há engavetador na república, Janot está servindo ao oficio, sem contar os ministros do STF que lá chegaram para livrar a cara dos pilantras. O sonho de todo brasileiro que trabalha e paga a conta deixada pelos ladrões do dinheiro público é ver a justiça sendo feita. A quadrilha presa e o dinheiro de volta. Aí sim poderemos dizer, salve, salve Pátria Amada Brasil!

(Izabel Avallone, via e-mail)

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