Opinião

Futuro sombrio

diario da manha

 

Convém nunca esquecer que a apreensão que vive o País, hoje, na política e na economia, se consolidou  após a eleição da presidente Dilma, na esteira de uma campanha mentirosa, onde foi prometido quase o oposto do que está ocorrendo. Impossibilitada de enxergar os verdadeiros inchaços, a população optou pelo continuísmo que já durava 12 anos. Tal preferência pode ser explicada por uma das duas vertentes: ou o eleitor brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer, o que só será possível com investimentos maciços em educação e resultados a longo prazo, ou o candidato da oposição, talvez sem o carisma convincente, presumivelmente de posse dos dados reais, não soube ou não quis identificar o  engodo eleitoral durante a campanha e explorá-lo para vencer a disputa. São alternativas que, de qualquer maneira, tornam nosso futuro sombrio.

(Paulo R. Gotaç, via e-mail)


 

Lei anticorrupção

Li na mídia que os empresários estão preocupados com a nova lei anticorrupção. E estão convocando juristas e até deputados  para dar palestras esclarecedoras. Pelas palestras pagam uma grana preta. Então vou dar um conselho e de graça. Parem de dar contribuições de campanha visando privilégios futuros. Igual conselho quanto à sonegação de impostos. Paguem o que é devido e com isto economizarão honorários advocatícios, normalmente superiores ao que sonegaram. Simples assim.

(Iria de Sá Dodde, via e-mail)

 


 

Indicação polêmica

Um tanto polêmica a indicação do jurista, para ocupar uma das cadeiras no Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin. Depois de quase um ano com o cargo vago, a presidente do Brasil em meio a tantos nomes indicou uma pessoa que tem diversas restrições para ocupar a cadeira deixada por Joaquim Barbosa no STF. As ideias do jurista são radicais. Ele gravou um vídeo enaltecendo Dilma, advogou a abolição do direito constitucional à propriedade privada, entre tantas, e resolveu criar uma página na internet para se defender. Se o jurista tem o saber jurídico, precisa que a internet o ajude? Algo de muito errado deve estar acontecendo, não é o notório saber jurídico que conta nessa hora? Qualquer que seja a decisão do Senado nessa sabatina uma coisa é certa, nunca mais um candidato ao STF passará batido sem que se façam as devidas exigências para o cargo. E caso o jurista seja aprovado nessa sabatina, quando ele estiver diante de um problema bem difícil pedirá ajuda aos internautas?

(Izabel Avallone, via e-mail)

 


 

Acróstico referente à Segunda Guerra Mundial

Caro editor, ao passar por mais um dia 8 de maio, data em que se comemora em todo o Mundo o fim da segunda guerra mundial, onde 60 milhões de vidas foram ceifadas, numa guerra que o Brasil enviou 25 mil homens para lutar, muitos não voltaram, 550, e alguns deles de nossa querida cidade e, acreditem, ainda temos alguns deles com vida (96 anos), como  Adir de Almeida e Flávio Moreira. Apresento a este jornal para possível publicação deste acróstico escrito por uma pessoa que viveu e morreu nesta cidade de Sete Lagoas-MG. Atenciosamente, Julio Jose de Melo, filho do sr. Afrânio de Melo França.

 

E is que surge no mundo um evento… sangrento

X avante ? O falado índio? Massacre? Não, é a guerra

P õe-se em guarda e avança em defesa da terra

E stes valorosos e inesquecíveis pracinhas (25 mil)

D e todas as classes e níveis sociais

I rmanados, na mais sublime missão, defender a democracia

C orajosamente lutando e doando a vida a seu irmão

I nspirados no amor e bravura, coerente de nosso povo

O bedeceram, lutaram, cumpriram suas missões

N avegaram, e muitos não voltaram (550)

A cabou-se a luta, regressaram em navios

R aras vezes se comentou

I ndiferença, ingratidão se observa eternamente

O ex-combatente, os pracinhas que não tiveram fogos nem prêmios, nem tampouco bombeiros reluzentes.

“Escrito por Afrânio de Melo França (de Sete Lagoas) durante as comemorações no Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1970”. Vendo as manifestações do povo pela conquista, ele teve a ideia e escreveu o acróstico acima.

(Julio Jose de Melo, via e-mail)

 


 

Negociata não é sensibilidade

Ver o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, dizendo não acreditar que o governo possui uma base aliada segura para comandar qualquer votação na Câmara foi algo muito estranho. Vê-lo afirmar que a medida provisória que endurece as regras do seguro-desemprego só foi aprovada porque os deputados ficaram sensibilizados com as dificuldades do governo foi inaceitável. Parece-nos que o deputado depois que assumiu a presidência perdeu uma boa  parte da sua  visão e audição, a ponto de deixá-lo incapaz de sentir os movimentos e as conversas extraordinárias que ocorreram entre os parlamentares durante a sessão que aprovou a MP 665/2014. Nós que assistíamos a TV Câmara vimos com clareza as escandalosas benesses que os deputados do PT e seus aliados ofereciam aos parlamentares oposicionistas para votarem a favor do governo. Deputado Eduardo Cunha, o senhor falar em sensibilidade dos deputados depois de ouvir José Guimarães- PT e outros mais dizer que o governo iria reconhecer os que votaram com ele. Negociata entre deputados sim, sensibilidade não.

(Leônidas Marques, via e-mail)

 


 

Dois aspectos

Se efetivada a aprovação pelo Senado do nome de  Luiz Edson Fachin, indicado pelo Planalto para substituir Joaquim Barbosa, exporá dois aspectos que não podem deixar de ser considerados. O primeiro é a concordância do Parlamento em relação ao plano de aparelhar o Judiciário no sentido de agilizar a construção do projeto de poder explicitado pelo PT, reforçando, ao mesmo tempo, sua opção ideológica, face ao passado do candidato, ligado à organização ilegal do MST, com nome vetado por Lula, quando presidente, por considerá-lo esquerdista demais. O outro é o desgaste da oposição representada pelo PSDB, em virtude de seus principais caciques se terem surpreendentemente manifestado favoráveis à indicação.

(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)

 


 

Inchaço

Se considerarmos o inchaço do aparelho governamental que abriga 39 ministérios, 22 mil cargos comissionados e a indicação de cargos no segundo escalão para quem vota com o governo, conforme o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante, será que alguém tem dúvidas da afirmação do consultor econômico Raul Veloso de que 75% do orçamento federal é para pagar salários e benefícios?

(Edgard  Gobbi, via e-mail)

 

Dúvidas

Na linha do perguntar não ofende: por que a insistência do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) em defender o candidato Luiz Fachin ao STF, depois de ele ser declaradamente petista e defensor do MST? Defesa estranha esta!

(Tânia Tavares, via e-mail)

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