Opinião

Graças à surdez do PT, o Brasil será salvo

Olisomar P. Pires ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Toda vez que surge um panelaço, uma vaia ou uma simples olhadela enviesada contra as ações governamentais, seus diletos representantes (diretos e indiretos), correm ávidos aos meios de imprensa e redes sociais para defenderem que tais atos – panelaços, vaias e outros – partem da elite, são frutos da inveja de um governo popular, são reflexos da oposição política direcionada… coitados !

Haverá no Brasil tantos membros da elite, branca ou negra, tantos invejosos ou tanta capacidade política de oposição? Se houvesse, o governo federal seria tangido por outros elementos há muito tempo, não se sabe se melhores ou iguais, dificilmente piores.

Contudo, em um exercício de imaginação, suponhamos que todos os insatisfeitos são realmente parte de grupos específicos, por acaso não teriam esses grupos o direito de se expressarem? Seria a indignação de tais grupos falsa em função de suas origens ou razões?

Fosse falsa ( soou bem) – fosse falsa essa fossa atual, não haveria motivo de tanto alarde vindo do Palácio do Planalto, não haveria necessidade de se esconder a presidente ou da realização de um ajuste fiscal – o problema é que não importa de onde vem a gritaria contrária porque o objeto contra o qual se insurge a população é verdadeiro: o desgoverno em que o país se encontra e as conseqüências disso.

Por isso o governo fica revoltado contra quem, de verdade e espontaneamente, pode e deve estar em revolta, porque perceberam que não é possível mais esconder o malfeito e a incompetência dos últimos 12 anos – um clichê, mas a máscara não só caiu como se esfarelou.

O remédio desesperado petista é culpar os prejudicados pelo prejuízo, mais uma saída desonesta de um conjunto inteiro de ações vis e inverídicas.

Não há mais como seguir ordenhando o trabalhador, patrão ou empregado, para alimentar um sonho dantesco de poder socialista, que nos perdoem Cuba, Venezuela, Bolívia, Uruguai e outras tantas nações arruinadas, porém os bilhões que receberam nos fazem imensa falta e possivelmente aos povos desses países também, os quais nem devem ter visto essa verba, muito bem dividida entre as verdadeiras elites.

Imagine se é possível trabalharmos quatro ou cinco meses do ano apenas para sustentar o vício perdulário e irresponsável federal e depois não podermos, humilde e pacificamente, bater uma panelinha dentro de casa sem sermos tachados de reacionários, burgueses, exploradores e fascistas, se bem que essas adjetivações não importam, se destinam apenas a enfraquecer a indignação mas nunca conseguem, se querem dinheiro a rodo, aprendam pelo menos a ouvir o descontentamento geral.

A grande sorte do Brasil é que, em sua arrogância extremada, os responsáveis pelo desastre não nos ouvem e continuam a agir no mesmo sentido, sem se importar com nada mais e quanto mais se fazem de surdos, mais o povo brasileiro reconhece o engodo de que foi vítima, mais e mais se dá conta do erro secular de tê-los aprovado um dia.

Portanto, esperemos que não ouçam mesmo, nunca mais (se é que ouviram um dia), até que a última lâmpada do último comitê vermelho seja apagada definitivamente, nesse dia as reivindicações não cessarão mas pelo menos um adversário da grandeza do país será derrotado exemplarmente.

 

(Olisomar P. Pires , auditor fiscal – autor do livro “Cortes e Lâminas”)

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