Opinião

O drama da desigualdade social

Fernando Henrique Freire,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Vivemos um colapso social. Nossa situação urbana contraria o princípio de que somos todos iguais perante a lei e, portanto, perante o estado. Como indivíduos, somos todos diferentes. Nem mesmo os gêmeos são iguais. Todavia, como cidadãos, deveríamos ser tratados com igualdade pelos serviços do estado. Esse é um dever constitucional dos três entes da República Federativa do Brasil: União, Estados e principalmente, municípios, já que vivemos na municipalidade.

A aplicação dos serviços públicos deve obedecer primeiramente a um princípio de justiça: atender principalmente os mais necessitados. Infelizmente, não é assim que as coisas acontecem. É notório perceber que nossa capital passou por um inchaçopopulacional nos últimos anos e que os serviços públicos não acompanharam esta crescente demanda social. Isso acontece com São Paulo que tem seus 460 anos e em Goiânia de apenas 81.

A periferia tem pouco ou nenhum acesso aos serviços de qualidade e menos ainda, condições de qualificação profissional. Vejamos a questão do trânsito em Goiânia vivemos uma crise nesse quesito. São horas de vida perdidas todos os dias na imobilidade urbana do nosso trânsito, que a cada dia está pior. Culpa da falta de crescimento planejado da nossa cidade que por consequência, produz injustiça social.

É a insegurança, falta de serviços públicos como saúde e educação de qualidade, de lazer e principalmente, emprego. A questão da epidemia de Dengue é um exemplo clássicoda ausência do poder público. Segundo dados oficiais, os casos notificados de dengue até a 19ª semana do ano o número está 63,08% acima do que foi registrado no mesmo período de 2014. Do dia 3 ao dia 9 de maio deste ano, só neste período, foram registrados 7.124 ocorrências da doença. É um número 43,86% maior do que o registrado na 18ª semana de 2014. Vivemos a pior epidemia da história, de uma doença que afeta de forma mais drástica os mais necessitados, uma vez que os Cais e Ciams, alguns deles fechados, não tem estrutura nem pessoal adequados para atender a população.

O estado não estimula e nem oferece orientação para que a iniciativa privada possa investir aonde o poder aquisitivo é menor. Se há maiores diferenças sociais, o poder público não pode jamais ficar indiferente. Sem um efetivo estado democrático, não há como combater ou mesmo reduzir significativamente a desigualdade social e os problemas recorrentes em nossa cidade.

 

(Fernando Henrique Freire Machado, analista político, secretário geral do PHS-GO)

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