Opinião

O retorno do Cristo Planetário à pátria espiritual

Irani Inácio de Lima ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

A conceituadíssima revista brasileira IstoÉ, em sua edição de número 2.370, de 06 de maio de 2015, página 52, fez vir a lume interessantíssima e polêmica matéria intitulada “Jesus subiu aos Céus?”

Da ilustre lavra do laureado jornalista Raul Montenegro a muito bem urdida reportagem estriba-se na mensagem grafada na primeira carta de Paulo aos Coríntios, que diz textualmente o seguinte: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a nossa fé.”

A matéria notícia e faz sucinta abordagem sobre uma pesquisa que revela a existência e a descoberta de uma ossada encontrada recentemente com fortes evidências de que seriam os restos mortais de Jesus de Nazaré.

Além disto, a pesquisa contrariando o legado precioso das tradições religiosas de toda a história da Cristandade ampara afirmações de que o Mestre Nazareno teria sido “casado e que teve um filho chamado Judas.”

O trabalho elaborado sob a orientação do estudioso pesquisador Aryeh Shimron é uma pesquisa relacionada a dois outros polêmicos achados originais anteriores e que para os críticos e estudiosos do assunto não são conclusivos.

Depreende-se das informações contidas na própria reportagem que a pesquisa não teria sido publicada  em nenhum periódico científico que pudesse emprestar-lhe credibilidade  e atestar a sua autenticidade.  A existência material destes despojos segundo a reportagem colocaria em dúvida o dogma da ressureição, colocando em xeque a convicção de dois bilhões de cristãos.

Devotando profundo respeito às ideias e pensamentos esposados na polêmica questão torna-se indispensável deitar luz de esclarecimento sobre o real significado da ressureição. É forçoso reconhecer que há milênios antes da era cristã a reencarnação fazia parte da cultura religiosa oriental e era aceita como fato incontestável e norteador dos princípios da Justiça Divina. Até meados do século VI da nossa era todo o Cristianismo aceitava a lei universal da reencarnação.

Ocorre que no ano 553 D.C. o Concílio de Constantinopla em decisão política resolveu abolir a lei universal da reencarnação uma crença cientificamente justificada, substituindo-a pela ressureição que contraria todos os princípios da ciência. O Concílio rejeitou a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho.

No caso em tela se comprovada a autenticidade do trabalho naturalmente exaustivo do pesquisador seria realmente uma catástrofe para a vertente do Cristianismo que ainda acredita literalmente na ressureição.

Todavia, ressurgir dentre os mortos jamais poderia significar o ato de o espírito imortal, a essência divina que animava o corpo e dele já se libertou retomar ao ergástulo físico  para a prática das atividades normais da vida temporal.

A ressureição do corpo se aceita literalmente como verdade absoluta seria um equívoco inacreditável visto que sua existência feriria de morte e contrariaria frontalmente as imutáveis e inderrogáveis leis naturais da vida.

O exaurimento do fluido vital e de consequência o findar do exílio na vida física determina o fenecimento do compromisso do espírito imortal, cidadão do universo e viajor da eternidade que estagiava temporariamente no orbe.

Se já liberto e pronto para demandar outras paragens além-fronteiras de nossa nave planetária e ir habitar uma das muitas moradas da casa do Pai, o espírito jamais iria retroceder e em flagrante desrespeito á ética e aos ensinamentos morais do Cristo retomar seu putrefato ergástulo carnal.

Aos que creem e tem a grata ventura de esposar “uma fé raciocinada e lógica capaz de enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade”, a hipótese mais provável é que a indumentária física de Jesus de Nazaré que temporariamente abrigou o espírito mais evoluído do planeta tenha permanecido na terra.

Enquanto isto, sem o embargo de haver seu corpo físico sido aqui sepultado, o Cristo Planetário na alvura resplandecente de sua fulgurante luminosidade ascendeu ao Céu segundo a lógica desta hipótese religiosamente crida, filosoficamente correta e cientificamente comprovada para os que acreditam na cristalina mensagem do Cristianismo Redivivo.

Os que assim agem percebem que a revelação da inteligência nas seleções científicas e no aprimoramento filosófico de sua crença religiosa comprova que findo seu compromisso missionário o Cristo Planetário despojou-se da indumentária física de Jesus de Nazaré.

A seguir revestido de seu corpo astral o Cristo Ressurreto pode ser visto por Maria de Magdala, para ao depois “surgir entre os doze” e posteriormente retornar à Pátria Espiritual para “alçar voos mais altos nas asas do amor e da sabedoria”.

É improvável que a notícia desta nova descoberta de incomprovada autenticidade tenha força de abalar as estruturas da Igreja, mesmo se verdadeira e ferisse de morte o respeitável mais cientifica e filosoficamente insustentável dogma da ressureição do corpo.

Por derradeiro Aryeh Shimron, o pesquisador que conduziu os estudos da nova descoberta traz a lume uma alentadora e extremamente positiva mensagem para aqueles que creem na ressureição espiritual.

Diz textualmente o renomado pesquisador do instituto público israelense aos que acreditam que a aparição do Cristo Planetário à Maria e aos apóstolos se deu através de seu corpo astral, também chamado de períspirito.

Que os estudiosos da matéria estejam plenamente livres para se debruçarem sobre ela estudando-a exaustivamente à luz do Evangelho do Cristo para oferecer um contributo positivo à união de todos os credos religiosos nesta ora angustiante da vida do planeta.

Que os cristãos dos diversos segmentos religiosos do orbe se despojem do torpe sentimento da intolerância religiosa e abracem o desafio de vivenciar a fraternidade que haverá de nos unir a todos não nas diferenças mais no amor infindável do Cristo Ressurreto.

 

(Irani Inácio de Lima, advogado e espírita. [email protected])

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