Opinião

Residenciais Jardins do Cerrado, um bairro periférico esquecido - Parte VIII

Gilson Vasco ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

No artigo anterior desta série vimos que os Residenciais Jardins do Cerrado e Mundo Novo necessitam de mais atenção também em relação à segurança pública, porém, conforme prometido, na parte VII, abordaremos nesta parte VIII assuntos relacionados à criação, atuação, conquistas e frustrações da Associação dos Moradores da minicidade. E para começarmos já vamos perceber, de cara, que a Associação dos Moradores dos Residenciais Jardins do Cerrado e Mundo Novo carrega consigo uma história peculiar, ora, pois, desde o início do processo para a composição das chapas até a realização das eleições, no dia 25 de abril de 2010, seis meses após os primeiros moradores chegarem para habitar a minicidade, os acontecimentos foram ímpares, isto é, nunca antes, pelo menos que se tivesse conhecimento, houve uma eleição desse porte para a escolha de um presidente de bairro no Brasil.

Os Residenciais Jardins do Cerrado e Mundo Novo, bairros populares criados e entregues pela prefeitura de Goiânia e pela União, contendo 2.378 casas populares, beneficiando uma média de 15 mil pessoas, através do programa A Casa da Gente, foi palco de uma das mais bonitas disputas eleitorais para a criação da Associação dos Moradores. O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano – (IDTECH) teve papel fundamental em todo o processo, uma vez que era da incumbência do IDTECH organizar o empreendimento habitacional.

De início, foram, segundo o IDETCH, 18 chapas inscritas, reduzidas para 11 e, por fim, restaram 07 chapas para a disputa eleitoral. Foi um processo eleitoral muito transparente, isso graças ao profissionalismo de pessoas que estavam à frente do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (IDTECH), que não mediram esforços em prol do exercício da democracia. À comunidade foi concedido o direito de participar de várias reuniões em pontos estratégicos do bairro para que toda a sociedade tivesse a chance de conhecer os candidatos, bem como suas propostas, já os candidatos tiveram também a oportunidade de debater suas propostas, ao vivo, transmitido pela UCG-TV e DM-TV, um dia anterior às eleições que ocorreram na antiga Escola Municipal Jornalista Jaime Câmara, atual Escola Municipal Joaquim Câmara Filho, com uma participação massiva da comunidade dos Residenciais Jardins do Cerrado e Mundo Novo. Pouco tempo depois de abertas as urnas para a contagem dos votos, toda a comunidade conheceu o primeiro presidente da Associação dos Moradores dos Residenciais Jardins do Cerrado e Mundo Novo, Rosendo Conceição, o qual reforçou com o povo o seu compromisso de campanha: Trabalhar incansavelmente na tentativa de estender a linha do ônibus até ao Terminal Padre Pelágio, lutar pela pavimentação de todas as etapas da minicidade e tentar transformar o Residencial Jardim do Cerrado e Mundo Novo num dos melhores bairros de Goiânia, para se viver.

Assim que assumiu o pleito um dos seus primeiros trabalhos foi fazer uma parceria com representantes da OI, Telefonia Fixa, para a instalação de telefones fixos e públicos (orelhões) que ainda não existia no bairro. Apesar de ter gradualmente conquistado significativos resultados na questão do transporte coletivo ao conseguir estender a linha do ônibus até o Terminal Padre Pelágio, melhorar a frota e reduzir os intervalos, até hoje continua insistindo no aumento da quantidade de ônibus, na redução do intervalo entre um e outro, mas isso contarei detalhadamente em uma parte destina à problemática do transporte coletivo no bairro, porque agora preciso dizer que desde então, Rosendo Conceição tem ido à busca de solucionar muitos problemas: está sempre solicitando das autoridades competentes a realização de aterramentos das erosões, enquanto o tão esperado asfalto não chega; sempre requer patrolamentos das vias esburacadas; cobra constantemente a roçagem completa do matagal que, às vezes, cobre toda a minicidade, oferecendo riscos à população; tem colaborado diretamente com a campanha contra a dengue, vacinação de animais domésticos, aferição de pressão arterial e teste de glicemia; solicitou a construção e o constante reparo de diversos campos de chão batido para os esportistas treinar futebol; etc.

Para reduzir um pouco a monotonia e o sofrimento dos moradores, principalmente das crianças e dos adolescentes, a Associação dos Moradores tem buscado várias parcerias com algumas instituições, a fim de realizar alguns eventos dentro e fora do bairro. Um dos maiores exemplos é a participação da garotada no Circuito Caixa de Maratoninha, mas deixo isso para contar numa outra oportunidade, ainda nesta série de artigos.

Na nossa próxima etapa da série abordaremos a questão do transporte coletivo que atende a minicidade. Veremos como se deram as lutas e as conquistas para melhorar o transporte coletivo na minicidade. Aguardem!

 

(Gilson Vasco, escritor)

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