Opinião

Tirem o turbo!

Silvio Natal ,Especial para Opinião Pública

diario da manha
Brasília- DF- Brasil- 22/04/2015- Plenário da Câmara dos Deputados. Ordem do dia - Análise dos destaques e emendas ao Projeto de Lei 4330/04, que regulamenta os contratos de terceirização no setor privado. Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados

 

Petistas têm criticado acerbamente o projeto de terceirização ora em trâmite no Congresso Nacional, acusando-o de ser um sistema “escravagista”. Esquecem-se, contudo, que o maior exemplo de (má) terceirização de mão de obra pode ser visto nesse pessoal de jaleco branco do programa Mais Médicos que o desgoverno nazi-petralha pactuou com Cuba. O desgoverno paga uma verdadeira merreca para os ditos profissionais “médicos” (aspas porque não se sabe se são mesmo doutores já que não se submeteram ao Revalida) enquanto a parte do leão da negociação envolvendo essas verdadeiras commodities humanas fica com a ditadura cubana, que mantém cativos na ilha caribenha os familiares do profissional. Assim, se o médico for homem, fica na ilha a esposa; se for mulher, fica o marido; filhos também ficam como reféns do regime castrista, para garantir que o profissional negociado não tenha “ideias” de pegar o rumo de Miami… Isso tudo em pleno Século XXI !  Para manter dito sistema neo-escravagista, a ditadura cubana envia para cá, disfarçados de médicos, capatazes e feitores do regime, que em nada ficam a dever aos antigos “capitães do mato”, aqueles incumbidos de vigiar e recapturar os negros fugidos de que dá conta triste página da nossa História. Também não lhes dão o passaporte azul de Cuba, mas sim um documento de cor vermelha, que não tem curso internacional e só vale para o Brasil. Em suma: os cubanos vêm para cá sem passaporte válido que é para os dissuadir de terem pretensões de voo solo. É incrível que o PT tenha prometido que iria virar a página de coisas erradas que aconteciam no Brasil e, no entanto, uma vez no poder, não só aumentarm os erros – estão aí, entre outras, a corrupção desenfreada do mensalão e do petrolão – como, ainda, ressuscitaram práticas espúrias e desumanas do Sec. XIX e anteriores – como é exemplo a escravidão, que supúnhamos enterradas na vala comum da História.  Não é por outro motivo que o governo brasileiro, notório cúmplice da tirania cubana a ponto de lá construir um belíssimo porto marítimo com recursos do BNDES, forçou a mão para liberar os “médicos” (insisto nas aspas) de se submeterem ao exame Revalida, a uma, porque sua formação profissional é notoriamente suspeita e o que se crê é que boa parte não passaria nas provas realizadas pelo Conselho de Medicina, e, a duas, porque entre o contingente para cá enviado por Raul Castro, há gente infiltrada se passando por médico, cuja única função é “vigiar” os profissionais que aqui atuam, exatamente como faziam os capatazes do odioso período escravocrata. Como sub-produto desse processo opaco, espúrio e repulsivo, parece óbvio que um percentual do negócio com essas “mercadorias” cubanas haverá de ficar com o desgoverno nazi-petralha para reforçar seu vergonhoso caixa-2 – que tem fedido mais que peixe estragado a ver pelos autos da Ação Penal 470 e, agora, pelas investigações da operação Lava Jato. Não fosse assim, o desgoverno do PT abriria a caixa preta dos termos desse acordo, mantido a sete chaves e o franquearia à análise do distinto público – coisa que jamais fará voluntariamente, senão obrigado pela Justiça, que, ao que se vê pela nomeação de Luis Edson Fachin para o STF, vai sendo mais e mais aparelhada pela máquina totalitária petista, subtraindo a independência do Judiciário e tornando a Suprema Corte quase um puxadinho do Palácio do Planalto.  É o neo-escravagismo do Sec. XXI em pleno curso na América Latina e com o desgoverno do PT prestigiando (e, sobretudo, lucrando, como os empresários do tráfico negreiro de séculos anteriores) com a modalidade de exploração de mão de obra escrava – oficialmente terceirizada mas em condições totalmente lesivas aos trabalhadores, infinitamente mais gravosas que as que, atualmente, se debatem no Parlamento. Ainda assim, muitos, de forma ingênua e sobretudo contraditória, apoiam esse programa de médicos cubanos constituído sob bases espúrias, em descompasso com a CLT e em afronta às leis do País, sob o ridículo argumento de que tais profissionais vieram “melhorar a saúde” do brasileiro, ao mesmo tempo em que xingam o projeto de terceirização ora discutido de forma totalmente democrática no Parlamento. É muita contradição junta e misturada. Marx, se vivo fosse e estivesse numa UTI, ao ser informado por um desses médicos caribenhos sobre o que fizeram com seu projeto de reengenharia social, que supostamente acalentava o sonho de emancipar a classe trabalhadora e libertá-la dos infames grilhões da exploração do homem pelo homem, certamente pediria para tirar os tubos !

 

(Silvio Natal, escritor)

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