Opinião

Uma grave crise moral assola a humanidade

Irani Inácio de Lima,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Há mais de dois mil anos o Cristo Planetário que já houvera com a força do próprio pensamento plasmado o planeta deu um mergulho na carne e aqui se revestiu da indumentária física de Jesus de Nazaré.  Seu exercício reencarnatório seria como efetivamente foi o de cumprir em sua maior pureza a sublime e gloriosa missão de educar as almas e inaugurar no orbe a presença do amor incondicional.

Modelo e guia perfeito da humanidade pregou exemplificando com humildade, o amor a Deus sobre todas as coisas e recomendou que amássemos o próximo como nós nos amamos. Legou à humanidade um patrimônio valioso de preciosos ensinamentos norteadores da conduta humana em sua trajetória pelos íngremes e abençoados caminhos da vida imperecível.

As parábolas singelas e edificantes que emergiam de sua voz mansa e suave, brotavam  de seu coração generoso, como uma verdadeira melodia de amor disseminando a paz e esparzindo  as luzes do saber e do esclarecimento. Ao trazer a lume a bela e encantadora mensagem do Sermão da Montanha, Sermão do Monte ou Sermão das Bem Aventuranças, a mais bela peça retórica da história universal legava à posteridade, segundo os doutos a Carta Magna da Cristandade.

Os estudiosos demonstram comprovando, com extrema sensibilidade e acendrado amor, que em sendo estratificada no Evangelho, o maior código de ética moral da humanidade esculpido na memória de toda criatura humana, esta não é uma mensagem para ser entendida intelectivamente, mas para ser sentida. Se o Evangelho é o coração da Bíblia e o Sermão da Montanha é o coração do Evangelho. A sua, que fala ao sentimento e ao coração é uma mensagem também para ser apreendida pelas sensíveis antenas da intuição. É a sabedoria inigualável da mais sublime e encantadora mensagem poética e espiritual da história humanidade, imersa nos planos siderais qual luminoso filigrana de luz que chega espancando as trevas da ignorância humana.

Ao depois de brindar-nos com tantos outros ensinamentos preciosos, frutos sazonados de sua imensa generosidade exemplificando a caridade, a humildade e o amor incondicional que trafega por uma via demão única sem exigir reciprocidade, Jesus foi compelido a nos deixar. Ele já havia transmitido a todos  o indelegável compromisso educativo de cada um, em assumindo o comando de sua própria individualidade cuidar pessoalmente da tarefa intrasferível de sua iluminação interior. E o fez através deste ensinamento: “De tal maneira faça resplandecer a sua luz diante dos homens para que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está no Céu.”

Antes de deixar o nosso convívio e alçar voos mais altos nas asas do amor e da sabedoria fez registrar em palavras articuladas e em magistral sentença assim exarada, a dádiva preciosa de sua augusta recomendação: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vô-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos separar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” João 14: 1 a 3).

Ao avizinhar o momento em que seria expurgado do orbe pela incúria humana e através do mais hediondo assassinado de que se tem notícia na história do planeta, o Mestre houve por bem brindar-nos com uma mensagem derradeira e renovadora das nossas esperanças: “Eu irei rogarei ao Pai, e Ele vos mandará um novo consolador para ficar eternamente convosco.”

E o Consolador prometido chegou nos dizendo através do Espírito de Verdade: “Venho, como antigamente, entre os filhos perdidos de Israel, trazer a verdade e pôr fim às trevas. Escutai-me. Todas as verdades se encontram no Cristianismo. Os erros que nele se erraizaram são de origem humana. Meu Pai não deseja aniquilar a raça humana. Orai e acreditai. Trabalhadores, traçai vosso sulco; recomeçai no dia seguinte a rude jornada da véspera. O trabalho de vossas mãos fornece o pão terreno a vossos corpos, mas vossas almas não estão esquecidas.”

O “Amai-vos e instruí-vos,” vindo a lume através do Espírito de Verdade ensina-nos  de maneira incontroversa, como buscar a presença incondicional do amor de Deus Pai, tudo poderoso, eterno, misericordioso, imutável, imaterial, soberanamente justo e bom. É pessoal o indelegável compromisso de combater as más tendências, banir  e expurgar da mente e do coração a presença indesejável da crise moral, que dá origem a todas as outras.

A inobservância dos preceitos da lei do amor universal legado por Jesus à humanidade que ainda estagia temporariamente em nossa nave planetária é a causa principal da grave crise moral que, grassando por toda parte se abateu sobre o orbe. Extirpada esta as outras crises desaparecerão. Para bani-la urge reconhecer a sua eficácia e a sua gravidade.

Sem paz interior não se cogita de paz universal.  Sem reforma íntima não há falar em mudança social capaz de transformar o homem e fazer avançar a humanidade.

 

(Irani Inácio de Lima, advogado e espírita, [email protected])

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