Opinião

E a previsão presidencial veio 35 anos depois

Orimar de Bastos,Especial para Opinião Pública

diario da manha

Nestes dias que atravessamos, de apurações e mais apurações de corrupções, propinas, delações, injurias, mal entendidos, pedidos e mais pedidos de inqueridos e processos, em que no turbilhão destes movimentos, está o Partido dos Trabalhadores, me veio ás mãos uma frase dita pelo então Presidente da Republica, João Batista de Oliveira Figueiredo, que em reunião em seu Gabinete, nos idos de 1980, quando da assinatura do reconhecimento do PT, disse, e foi publicada na imprensa, o seguinte:

“Vocês querem, então vou reconhecer ‘esse’ Sindicato Partido (PT). Mas não esqueçam que um dia ‘esse’ partido chegará ao poder e lá estando, tudo fara para instituir O Comunismo. Nesse dia, vocês vão querer tira-lo de lá. E para tira-lo de lá, será a custo de muito sangue brasileiro.”

Que previsão maléfica do então Presidente da República, pois em vez de implantar o “comunismo”, como este falou, implantou uma outra facção muito pior que foi o da corrupção generalizada.

Desde a saída de seus quadros de vultos eminentes, que falaram contra muita coisa deste Partido, nós estamos observando tanta bandalheira neste nosso Brasil.

Ate o ex-presidente Lula, em um pronunciamento disse em auto e bom som: “Que alguns petistas só pensam em cargo, emprego e eleição”  e eu agora acrescento: E Corrupção.

Em defesa das apurações destes escândalos, os defensores partidários “falam”, que já havia corrupção neste nosso Brasil, mas que só agora a Policia Federal agindo, é que foram apurados as corrupções e as propinas. Mas, observem bem, meus caríssimos caras pálidas, das apurações dos escândalos da Petrobrás, qual o ano que foi iniciado? Não foi em 2003? Quando o PT entrou para o Poder? Lembra bem?

Pois é isto. Uma presidenta que está iniciando um segundo mandato, ainda no seu alvorecer, com uma reputação abaixo de 10% dos brasileiros, não é vergonhoso?

E olhem bem, se for apurado toda a malversação do nosso minguando dinheirinho, muito chumbo grosso virá por aí. Quem viver, verá, diz o ditado popular. Mas, acredito eu, não vai demorar muito a apuração de muita “sujeira” rondando o Planalto. Existem muita gente pulando do barco antes que este vá ao fundo. É não é qualquer gente pequena não, são os grandes mesmo, que estavam no timão do barco, junto com o PT.

Desde que eu me entendo por “gente”, ouvia falar em roubalheira, e a corrupção era uma palavra maldita, um “tabu”, que pouca gente pronunciava. Hoje, tal palavra é tão corriqueira, que até menino de rua a pronuncia, como se pedisse ou mesmo dissesse “quero um doce”.

Fico aqui neste meu cantinho caldasnovense, conversando com os meus botões, perguntando se tais “coisas” irão acabar algum dia.    E olhe, cara pálida, estes botões não me respondem nada, ficam num mutismo tão grande que chego até ficar descrente com o futuro desta nossa imensa Nação Brasileira.

Nós que eramos “os tais” no futebol, até garotos do Uruguai vira contra a gente e goza em nossa cara, para não dizer dos 7 a 1 da Alemanha, indigesto placar da última Copa do Mundo.

Pergunto agora a todos que me acompanham nesta crônica. Até quando teremos tais malversações e desmazelos no Brasil?

A impunidade continuará?

Os grandes serão punidos e ficarão em liberdade?

Os do mensalão estão aí, perambulando pelas ruas e os do Petrolão, ficarão enclausurados?

Acredito muito em Deus, e acho que, sendo ele brasileiro, como já disseram, não vai deixar nossa Nação soçobrar  em tantas lamas de desmazelos e corrupção.

Sendo assim: Deus nos ajude. Amém!

 

(Orimar de Bastos é juiz de Direito aposentado, advogado militante em Caldas Novas, membro da Academia Tocantinense de Letras, ocupante da Cadeira n° 33 e membro da Academia de Letras e Artes de Piracanjuba-GO e Cidadão Caldas-novense. E-mail: [email protected])

 

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