Opinião

Era uma vez...

diario da manha

Vivemos hoje, no Brasil, uma situação só prevista em fábulas, onde o reino é tomado por uma bruxa má e o desmando, a corrupção e a cobrança abusiva de impostos são instituídos. Vamos escrever o capítulo da virada dessa história onde despimos a bruxa da coroa e acalmamos o dragão para vivermos em paz.

No Brasil, crescemos ouvindo contos da Carochinha. As fábulas, cheias de heróis, príncipes e princesas,  encenadas em lugares maravilhosos e onde, no final, todos vivem felizes para sempre, ensinaram ao brasileiro a ter esperança e a acreditar que o bem sempre vence o mal. O problema é que tirando esse nobre ensinamento, temos o mundo real. E nesse mundo real existem bruxas e dragões, tão perversos quanto nas fábulas, mas o herói não é um príncipe ou uma princesa. O herói precisa ser cada um de nós, juntos.

O nosso mundo real está muito parecido com o caos estabelecido quando a bruxa má toma o castelo, escraviza a população cobrando altas taxas de impostos e torna todo o reino um lugar sombrio, onde as pessoas vivem com medo, temendo as próximas ações da tirana. O dragão, que outrora foi usado pela bruxa como proteção de seus desmandos, saiu de controle e virou inimigo comum da megera e do povo.

E para o nosso desespero, a bruxa, além de má, é atrapalhada. Não sabe como fazer para domar o dragão, que ela pegou mansinho, mas o enfureceu a tal ponto que será realmente difícil controlá-lo novamente. Serão necessárias medidas duras e urgentes, pois quanto mais tardias, mais o dragão se enfurece e ganha força.

No reino, o desemprego não para de subir e é o verdadeiro fantasma a assombrar o trabalhador. Economistas estimam que até o final do ano serão 1,2 milhão de desempregados. 790 mil postos de trabalho foram fechados só este semestre. Daí pra frente é um círculo vicioso: sem emprego não há renda, sem renda não há consumo, sem consumo não há produção e sem produção não há emprego. Para quebrar esse ciclo seriam necessárias ações governamentais que estimulassem a produtividade, a competitividade das nossas indústrias, a manutenção de empregos e a criação de novas vagas, incentivando o empreendedorismo.

Na contramão de tudo isso, o que a bruxa faz? Reonera a folha de pagamento para as indústrias, aumentando em até 150% os tributos para vários setores; aumenta impostos; aumenta os juros; dificulta os financiamentos. Tudo isso ainda vai gerar mais desemprego, queda da economia e descrédito internacional. Soma-se a tudo isso a falta de confiança em um governo enlameado em denúncias de corrupção, com uma máquina administrativa inflada e ineficaz.

Mas e o herói? O herói não pode mais demorar a surgir. Ele precisa ser construído com a soma de todos nós, pois só assim podemos tirar a coroa dessa bruxa má e atrapalhada. A reconstrução do nosso reino não será fácil nem rápida, pois o estrago está grande. Mas, quanto antes nos livrarmos dessa forma improvisada de governo, sem gestão nem competência, melhor.

A bruxa só tem o poder que demos a ela e só nós podemos tirar esse poder. Ou a despimos dessa coroa ou ela acaba com nosso País, nossos sonhos e aspirações. Somos nós ou ela. Estamos convocados a escrever o capítulo da virada dessa história. E só assim poderemos viver felizes para sempre.

 

(Sandro Mabel, presidente do Sindicato das Ind. de Alimentação do Estado de Goiás-Siaeg)

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