Opinião

Inspirando os outros a encontrarem a sua voz interior

diario da manha

“Na vida de todos nós, em algum momento, o fogo interior se apaga. Então se acende novamente quando encontramos outro ser humano. Deveríamos estar gratos a essas pessoas que reacendem o espírito interior.”

Albert Schweitzer.

 

Continuando o assunto sobre gestão de carreiras; nosso tema de hoje é sobre Liderança.

Stephen R. Covey escritor norte-americano e autoridade em liderança empresarial , no seu livro “O 8º Hábito – Da Eficácia à Grandeza – 10ª Edição” , nos mostra o quanto é importante conhecermos bem a liderança e, como líder, ajudarmos aqueles que no dia a dia fazem parte da nossa vida profissional.

Sendo um grande desafio, a liderança nos serve de termômetro gerencial, mostrando-nos como estamos diante do grupo. Mas, o que é Liderar? Segundo Stephen Covey, liderar é: “Comunicar às pessoas seu valor e seu potencial de forma tão claras que elas acabem por vê-los em si mesmas” – simples, não? Pra que complicar! É a essência do tipo de liderança que influencia a todos e as torna duradoura!

Mas, para que isso ocorra, os lideres precisam saber comunicar com os outros o que realmente eles podem fazer sendo claros, fortes e coerentes. Seus comandados precisam ver em si mesmos e pôr em movimento, todo o processo de ver, fazer e tornar-se.

Não podemos esquecer que lado a lado com a liderança, faz-se necessário conhecer bem a sua organização, e quando falamos nela, a definição mais próxima que o autor nos mostra, é: “No nível mais elementar, uma organização não é nem mais nem menos do que uma relação com um propósito (sua voz). Esse propósito visa atender às necessidades de uma ou mais pessoas ou interessados. A organização mais simples pode ser composta de duas pessoas que compartilham um propósito, como numa pequena sociedade empresarial ou num casamento”. Em resumo, uma organização é composta por pessoas que se “relacionam” e tem seus “propósitos comuns”.

Toda liderança tem como base a “confiança”, que precisa ser bem demonstrada e usada, quando ignorada, corre-se o risco de ter seus dons ou talentos perdidos, como também, suas influências e oportunidades passados para outros.

Quatro são os papéis de um líder que chamaremos simplesmente de qualidades da liderança: visão, disciplina, paixão e consciência, numa escala mais simplificada digo que todo líder precisa saber:

– Modelar sua consciência (dando bons exemplos); Descobrir novos caminhos ou visão (saber determinar qual o melhor trajeto); Alinhar à disciplina (estabelecer sistemas para manter a rota), e fortalecer as decisões (focar os talentos nos resultados e não nos métodos, ou seja, sair do caminho das pessoas e ajudá-las quando precisarem). Esses quatro papéis representam a estrada superior para “Inspirar os outros a encontrarem as próprias vozes”, estes papéis cabem à todos na organização, qualquer que sejam suas posições.

Quando falo em “vozes interiores”, não podemos deixar de lembrar de duas palavras que nos ajudam neste processo de inspiração : “Foco” e “Execução”. O foco vai englobar os papéis que vão modelar e descobrir novos caminhos; já a execução nos permite alinhar e fortalecer nossos propósitos.

Mas, quem são essas vozes? No dia a dia convivemos com elas e não as percebemos. São elas que nos ajudam a influenciar pessoas, moldar o caráter e distinguir as competências pessoais, a perceber a velocidade da confiança de cada um (não se pode confiar sem confiabilidade), e aquela voz que nos ajuda a descobrir novos caminhos com outras pessoas.

Agora, eu pergunto: Ensina-se a liderar?

Sinto muito, caros leitores, a resposta é não! Mas, pode-se aprender! Para que isso ocorra a chave é o constante exercício do espaço entre o estímulo (ensino), e sua resposta (aprendizado).

Não podemos esquecer que cada ser humano precisa exercer sua liberdade de escolhas, adquirir novos conhecimentos, e associar à sua nova liderança os quatros papéis aqui descritos (visão, disciplina, paixão e consciência), eles os levarão à formarem equipes complementares e suas forças os tornarão mais produtivas; suas fraquezas, irrelevantes pela força de todo o conjunto.

E aí, estão preparados para o desafio da liderança? Boa sorte!

 

(Cezar Tadeu S.Veiga, especialista andragógico em Gestão de Pessoas, docente universitário. E-mail: [email protected])

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