Opinião

A voz da Ater no Congresso Nacional

diario da manha

Como produtor rural, em Goiás, sempre tive o apoio da Emater e sempre procurei estudar melhores formas de produzir. Esse apoio foi determinante, por exemplo, para que a cultura da laranja, então inexistente no Estado de Goiás, se expandisse ao ponto de a laranja goiana chegar a todo o Brasil. Agora como deputado federal, em meu oitavo mandato, fui chamado para participar da Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural.

Como representante goiano e, agora, coordenador do Centro-Oeste da Frente no Congresso Nacional defendo venho defender essas duas ferramentas tão importantes para o setor. A Assistência Técnica e Extensão Rural são os pilares do crescimento do trabalhador do campo e é com elas que podemos medir o progresso do agronegócio brasileiro.

Infelizmente no Brasil essas ferramentas ou estão sendo implantadas de um modo ultrapassado ou os produtores rurais não têm o conhecimento adequado para utilizá-las. Por isso, essa Frente está percorrendo todo o Brasil com o seminário “A Ater que queremos e o Brasil precisa.” O seminário já ocorreu aqui em Goiás e tive a honra de coordenar e mediar o debate do seminário apresentado pela Frente Parlamentar no Centro de Treinamento da Emater.

Essa foi mais uma das oportunidades que tive de retribuir a esse órgão o apoio que já foi me foi dado. Como parlamentar, desde o meu primeiro mandato, tenho como compromisso ajudar a manter acesa essa chama da pesquisa e da extensão rural.

O evento reuniu técnicos, extensionistas e políticos defensores do setor rural do Estado de Goiás. E através do meu conhecimento na área posso afirmar que a assistência técnica está em um novo momento e precisa, a partir desses ciclos de debates, encontrar um caminho para permitir discussões com o olho no futuro do setor rural.

O encontro é um marco na história. Tenho convicção de que nós parlamentares representantes do setor queremos que o foco da Ater seja na boa prestação de serviço. Não adianta a Emater se reciclar se o foco não é nos pequenos e médios produtores.

Defendo, portanto, que é a partir dos debates teremos uma base de conhecimento das dificuldades dos produtores, para propor na Câmara projetos e programas que acrescentem na vida e na produção dos agricultores. E tenho a convicção de que essa iniciativa da Frente, de levar essa discussão para perto das pessoas, é o melhor meio de ouvir os produtores rurais, já que muitos têm interesse em participar, mas não podem se deslocar sempre até Brasília.

O que queremos com essa proposta de seminários pelo Brasil é a universalização dos serviços da Ater para os pequenos e médios produtores e, também, fazer chegar os recursos para eles.

Após essa primeira experiência de seminário promovido pela Frente Parlamentar da Ater, posso dizer, sem dúvida, de que esse trabalho é mais uma prova de que a atual Legislatura está forte e comprometida com o cidadão.  É um trabalho que vai dar garantia de promoção da segurança alimentar do povo brasileiro e, também, avanço nas tecnologias dos produtores rurais, independente do seu tamanho.

 

(Roberto Balestra, deputado federal pelo Partido Progressista, presidente da Comissão de Política Agrícola, da Frente Parlamentar Agrícola, vice-presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, coordenador da Região Centro-Oesta da Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural)

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