Opinião

Caxias: acima de tudo, um soldado

diario da manha
O patrono era legalista

As tropas estavam desorganizadas. Imperava a indisciplina. Bebia-se muito. Prostitutas e vigaristas frequentavam livremente os bivaques, tomando dinheiro dos soldados trouxas. O ditador Mitre ia saindo à francesa da guerra. Os argentinos tinham pouca ou nenhuma disposição para a luta. Eram ou mercednários ou jovens camponeses arrancados de seus lares e forçados à frente de batalha. Os uruguaios, poucos, também não se intusiasmavam com aquela guerra. Os brasileiros também não tinham motivação para lutar. Muitos eram escravos a quem se prometera alforria, se voltassem vivos. Outros eram civis sem muito traquejo em guerra, os chamados “voluntários da Pátria”, agregados a um exército desmoralizado.

Depois de muitas tentativas fracassadas de passar a ponte do Itororó, as forças coligadas estavam ali paradas, mal paradas, a um passo da capital do Paraguai, sem poder passar, sujeitas a um ataque inesperado das forças de Solano Lopez. Era uma guerra perdida. Ou quase. Aí ele chegou para fazer a diferença. O novo comandante era o Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, que por seus feitos em armas foi nobilitado por Dom Padro II, recebendo deste o título de “Duque de Caxias”, muito embora o marechal jamais tivesse naquela cidade maranhense um palmo de terra que justificasse o título de “duque”. Coisas da nobiliarquia artificial do Império.

O duque de Caxias era mesmo caxias. Em asumindo o comando das tropas, suspendeu todas as operações. Proibiu o ingresso de civis nos bivaques. Iniciou um programa intensivo de adestramento de soldados que sequer sabiam segurar um fuzil. Exigiu ordem, limpeza, respeito. Fazia isso sem gritar, sem mandar gente para a cadeia, sem ameaçar. Soldado de muitas guerras, sabia lidar com soldados ainda jejunos de fogo. Conquistou o respeito e a admiração de seus comandados. Não se importava muito com os argentinos e os uruguaios. Esteve todo o tempo em desacordo até com o próprio Mitre. Sabia que não podia contar com eles. Tanto que, no dia que se pôs em marcha para a batalha de Itororó, já montado em seu cavalo, lançou o grito que ficou famoso: “Sigam-me os que forem brasileiros.” Os brasileiro o seguiram.

O comportamento de um comandante às vezes faz toda a diferença. Alexandre não teria vencido as guerras que travou se não tivesse ido à frente de seus soldados, lutando de espada na mão, ferindo e sendo ferido. Júlio César e Juliano eram chefes de guerra que jogavam com a própria vida. Os soldados de Napoleão não o seguiam por obrigação, mas por veneração. O fanfarrão general Patton, que derrotou Rommel nas areias do Saara, entrava em luta com emepunhando um velho Colt, arma de cowboy.

Os soldados brasileiros não tinham como recusar ante o chamado daquele homem já encanecido que, de espada em punho, saía para o enfrentamento temerário. Seguiram Caxias para a morte. O próprio Caxias foi de encontro a ela, como fora tantas vezes. Mas a morte não o apanhou, levou apenas o cavalo em que ele montava, atingido por uma bala paraguaia. Uma bala para Caxias. Ele poderia, como comandante em chefe da operação, ficar seguramente em um Posto de Comando, examinando mapas, expedindo ordens por seus estafetas. Mas Caxias era caxias. Caxias era, antes e acima de tudo, um soldado. Ele foi na frente da tropa, de peito aberto às balas. Depois de um dia inteiro de luta, a ponte foi tomada, com pesadas perdas de ambos os lados. Os soldados paraguaios eram os mais valentes, os mais destemidos, os melhores preparados. E os mais motivados, pois lutavam contra forças invasoras, em defesa de suas casas, de suas famílias – isto que significa pátria na melhor acepção da palavra. Caxias sabia do valor do soldado paraguaio, e iria proclamá-lo em sua carta-relatório ao Imperador. Tanto sabia que, antes de partir para a luta decisiva, parou tudo para reorganizar e adestrar as tropas brasileiras.

Depois daquela batalha duríssima, Caxias seguiu rumo a Assunção, a capital do Paraguai. Encontrou a cidade praticamente deserta. Uma cidade bonita, com belos edifícios, moderna, impotente, refletindo em sua arquitetura a pujança econômica do país. Não cabe aqui discutir as causas da guerra. Certo, Solano Lopez tomou a iniciativa do combate, tentando tirar partido do fator surpresa. Lopez sabia que a Triplice aliança foi um tratado entre Brasil, Argentina e Uruguai para destruir a pequena nação guarany. Lopez atirou primeiro e passou à História como agressor. A Guerra do Paraguai é um caso aberto e ainda não se disse a última palavra sobre ela. Mas é fato que muito do que nos ensinaram nas escolas é pura propaganda chauvinista.

 

El Supremo

O ensaísta e poeta paraguaio Augusto Roa Bastos, perseguido por todas as ditaduras guaranis, imortalizou num belo romance a figura soturna de José Gaspar Rodríguez Francia, que assinava seus decretos assim: “Yo, El Supremo.”

El Supremo foi uma figura notável de déspota que fez do Paraguai a primeira república socialista de todo o mundo, quando o jovem Marx ainda esquentava a cachola tentando entender Hegel. Foi um ditador sui generis. Fez a reforma agrária, transformando o Paraguai num país de sitiantes e chacareiros. Passou o pouco efetivo comércio externo para o controle do Estado. O Paraguai virou uma autarquia econômica nos moldes do que Fichte propusera à Alemanha pós invasões napoleônicas. O Estado era totalitário e virtualmente sem classes sociais. El Supremo perseguiu a velha aritocracia de origem espanhola e expropriou a emergente burguesia comercial. As velhas classes dominantes, os que escaparam do paredón, se refugiaram em Buenos Aires. Dali, pelos anos afora, conspirou contra o regime fundado por Francia.

El Supremo buscou no interior do país um antigo adversário para sucedê-lo. Carlos Lopez era um advogado patriota. Francia viu no inimigo qualidades que o credenciavam a ser o continuador de sua obra. Carlos Lopez saiu do exílio para assumir o poder. Manteve a constituição de El Supremo, mas tomou medidas para abrir o país e industrializá-lo. Usando o dinheiro das exportações de charque e erva-mate, trouxe da Europa professores, técnicos, pesquisadores, artistas… enfim, qualquer um que tivesse alguma coisa a ser ensinada aos paraguaios. O Paraguai fundia seu ferro e usinava suas máquinas. Enquando todos os países sul americanos não passavam de meros exportadores de commodities, o Paraguai já exportava manufaturas. Corria de parelha com os Estados Unidos da América em matéria de desenvolvimento. Chegou a ser elogiado por August Comte, o filósofo do Positivismo, como exemplo de nação governada pelos princípios científicos da razão. Na época da guerra contra a Tríplice aliança, era o único país a lutar com armas fabricadas pelos próprios paraguaios, o único país cuja marinha operava navios construídos num estaleiro em Assunção, à margem direita do caudaloso Rio Paraguai.

Não vou discutir as razões da guerra. Basta dizer que ela foi urdida e tramada pela burguesia paraguaia exilada em Buenos Aires. O Paraguai é um país encravado na América do Sul. Mas o Rio Paraguai, largo e fundo, pode ser navegado por navios de grande calado. O Porto de Assunção é marítimo. Os navios que viajavam para Assunção tinham trânsito livre no Estuário do Prata. Até que o ditador Rosas começou a restringir a navegação e provocou a guerra. Uma guerra a que o Brasil aderiu apenas por ser signatário do tratado da Tríplice Aliança. A guerra em si nunca interessou ao Brasil. Mas nosso País entrou nela para honrar o tratado, e acabou sustentando-a sozinho.

 

Paz com Solano

Quando entrou vitorioso em Assunção, Caxias deu a guerra por encerrada. Sabia que, no interior, Lopez reorganizava seu exército para uma contra-ofensiva. Caxias manda ao imperador Dom Pedro II uma carta pedindo-lhe autorização para negociar a paz definitiva. Seus argumentos eram politicamente irrespondíveis. O Brasil nada tinha a ganhar com a guerra. O Exército Brasileiro, um exército que Caxias tirou do nada, controlava Assunção, o que lhe conferia posição favorável para negociar uma paz honrosa com Solano Lopez.

Caxias analisa o exército paraguaio. Era um exército cidadão, como o de Esparta. Era um exército de homens livres, num país que era livre. Os ignorantes chamam Solano Lopez de ditador, de tirano, e houve até um historiador idiota, ligado a um certo revisionismo patrioteiro, afimando que era um bufão gordo casado com uma prostituta irlandesa. Mas não dizem que, desde Francia, El Supremo, não havia mais escravidão no Paraguai. Um país de cidadãos em armas não pode ser governado por tiranos. Fala-se da ausência de democracia no Paraguai dos Lopez como se o Brasil de Pedro II, a Argentina de Mitre e o Uruguai de Venâncio Flores fossem modelos de nações democráticas.

Caxias fala com admiração e respeito dos soldados paraguaios. Combatera-os. Sabia do valor daqueles bravos. Estava convicto de que o Paraguai só poderia ser vencido se fosse destruído. Caxias jamais se prestaria ao papel de genocida. Esta infâmia coube ao Conde D´eu, o marido francês da Princesa Isabel. Caxias foi pessoalmente ao Rio debater o assunto com Dom Pedro II. O imperador já estava comprometido com a oposição a Lopez. Não bastava ocupar Assunção. Era preciso derrubar Lopez e devolver o poder às antigas classes dominantes.

Sim, Caxias, um homem ainda vigoroso aos 60 anos de idade, estava adoentado. Foi o pretexto para afastá-lo do comando da guerra. Na verdade, Dom Pedro estava furioso por Caxias ter feito, por contra própria, um armistício, recusando-se a perseguir Lopez. O Conde D`Eu foi um criminoso de guerra, um genocida. Assumindo o lugar de Caixas, ele deu início a uma obra sinistra de destruição do Paraguai. Matou mulheres, velhos e crianças, queimou casas e lavouras, atirou em rebanhos, dinamitou fábricas e usinas. Reduziu a pó toda a infraestrutura industrial do Paraguai. Cometendo na guerra todas as infâmias imagináveis, o Conde D´Eu conseguiu, enfim, eliminar Solano Lopez. Vencedor na guerra, o Império foi impiedoso na paz. Não satisfeito em dizimar a população paraguaia e destruir sua infraestrutura, ainda impôs-lhe pesada dívida indenizatória que foi, por fim, perdoada por Getúlio Vargas. O presidente Geisel devolveu troféus de guerra ao governo paraguaio, pondo um fim definitivo ao conflito.

Ao contrário dos detratores vulgares, que se sentem no dever patriótico de difamar o líder dos paraguaios, Solano Lopez não era um ditador de opereta, histriônico e bufão. Se a guerra do Paraguai teve dois heróis, um foi Caxias, o outro foi Solano Lopez. Durante o governo de seu pai, serviu ao seu país como embaixador plenipotenciário, na França e nos Estados Unidos. Era ele quem negociava os acordos comerciais e recrutava cientistas para trabalhar no Paraguai. Ele e seu pai eram o que hoje em dia chamamos de “desenvolvimentistas”. Homem culto, de mente aberta, destituído de preconceitos burgueses, casou-se por amor com uma atriz irlandesa de cabelo vermelho, Elisa Lynch. Ela foi mãe de seus filhos, viveu com ele no Paraguai, e foi testemunha horrorizada da morte do marido, foi vítima de odiosa campanha difamatória, morrendo pobre, exilada em Paris.

Solano Lopez não se rendeu quando foi cercado em Cerro Corá. De acordo com o testemunho do general brasileiro que o acuou, José Antônio Correia Câmara, Solano desembainhou a espada e investiu contra a tropa brasileira. Ferido no abdomem por um golpe da lança do cabo Chico Diabo, derrubado de seu cavalo, ainda assim continuou lutando, até ser abatido em definitivo. Lopez recusou a última oferta de rendição gritando “muerro por mi pátria”. Foram suas últimas palavras, segundo José Antônio Correia Câmara, que deu em livro o seu trestemunho da guerra. Este testemunho do oficial que o venceu desmente as versões difamatórias de ser Solano Lopez um homem vulgar.

 

O pacificador

Caxias foi muito justamente cognominado “o pacificador”. Segundo o historiador comunista Nelson Wernek Sodré, que era também general do Exército Brasileiro, Caxias foi nosso maior soldado e o mais talentoso dos nossos oficiais. Era um estrategista astucioso. Um arguto conhecedor do caráter dos homens. Foi também político, mas sem muito brilho, porém lúcido e coerente. Sua visão política, no entanto, dava ao marechal a verdadeira dimensão política da guerra. Caxias combatia para restabelecer a paz, por mais contraditório que pareça. Terminados os conflitos, ao invés de tripudiar sobre o vencido ou de persegui-los, estendia-lhes a mão para soerguê-los. Tentava, com gestos cavalherescos e imensa generosidade, erradicar os motivos das revoltas. A magnanimidade é dever do vencedor, não do vencido.

Homem com um senso de honradez extremada, que define o caráter nobre, era incapaz de um ato indigno, de uma palavra arrogante, de um gesto de soberbia. Dispensava aos prisioneiros tratamento respeitoso e cortês. Cumpria sempre a palavra dada e aceitava a palavra de honra dos homens de honra, inimigos ou não. Depois de derrotar os farroupilhas, devolveu a Bento Gonsalves, sob palavra de honra deste de não mais voltá-las contra o Império, as armas tomadas em campo de batalha, para que o grande patriota gaúcho ajudasse o exército imperial a patrulhar nossas fronteiras contra a invasão de bandoleiros uruguaios.

Foi Caxias o comandante das forças imperiais em todas as lutas intestinas que quebraram a monotomia do país e abalou sua integridade territorial. Neto de portugueses, filho de militar hostil à independência, comandou as forças brasileiras que erradicaram as derradeiras resistências lusitanas à soberania do Brasil. Foi em 2 de julho de 1822, em Salvador, que se travou a última luta pela indendência, proclamada quase dois anos antes por Dom Pedro I.

Sempre fiel ao trono e à dinastia dos Orleans e Bragança, várias vezes eleito deputado pela ala conservadora do partido conservador, Caxias, um saquarema juramentado, teria sentido desgosto pela proclamação da República. Os militares que a proclamaram tentaram sepultar a memória dos feitos de Caxias. A república começou entre nós como uma ditadura militar, animada pela ideologia positivista – uma forma de materialismo ateu importadada da França. Caxias achava que militar na política é militar a paisana. Não lhe passava pela cabeça que o poder devesse ser exercido por homens de farda. O governo tinha de ser civil. Foi somente em 1962, sob a presidência de João Goulart, que Caxias foi declarado patrono do Exército Brasileiro.

Uma certa esquerda desinformada e preconceituosa costuma censurar em Caxias o seu conservadorismo político. Esquece a lição de Vico, tão escrupulosamente seguida por Marx, segundo a qual não devemos julgar os personagens históricos pelos critérios da moralidade contemporânea. É preciso avaliá-los dentro do contexto em que estavam inseridos. O conservadorismo partidário de Caxias é o que menos importa. O que o fez transcender seu tempo foi a sua moralidade superior. Nobilitado não exatamente por nascimento, mas por conveniência pragmática do Império, Caxias foi sempre um nobre pela maneira como se conduziu na vida e pelo jeito com que se portou na guerra. Um homem dotado, no mais elevado grau, daquilo que os gregos antigos chamavam “areté”. O Conde D´Eu, seu substituto, era aristocrata, mas não um nobre, pois não tinha sentido de honra. Aristocracia é contingência de nascimento. Nobreza é virtude moral, é carater, é escolha. Não se nasce nobre. Torna-se nobre.

O Exército Brasileiro tem um patrono, Caxias, e não poderia ter outro melhor. O Rxército Brasileiro tem também o seu anti-patrono: o Conde D´Eu. Todas as vezes que nossos soldados lutaram valorosamente pelo Brasil, defendendo as causas justas, teve no espírito de Caxias o seu inspirador. As ações de Rondon nas selvas brasileiras, a Coluna Prestes, a campanha gloriosa da FEB na Itália, o trabalho anômino de batalhões de selva em nossas fronteiras, prestando assistência a índios e a ribeirinhos; a participação em forças de paz da ONU, as lutas pela construção de rodovias e ferrovias: são exemplos de ações que engrandeceram e engrandecem as forças armadas brasileiras, ações nas quais elas honram o legado de Caxias.

Mas houve momentos negros nesta história, em que nossos rapazes estiveram, por equívoco, combatendo pelo lado torto: a guerra contra o Conselheiro, em Canudos; a repressão aos marinheiros de João Cândido, os golpes militares, a guerra suja contra os guerrilheiros do Araguaia, a repressão facista à esquerda armada – que devia ter sido, sim, reprimida, mas não com os métodos brutais usados por uma ínfima minoria de militares depravados que se arrogaram o direito de falar por todos os militares brasileiros –, a bomba do Rio Centro… Nesses momentos, não foi o patrono, mas o antipatrono, o espírito que inspirou os militares. Suponho que Caxias jamais aprovaria as torturas, os sumiços de cadáveres, a espionagem insolente aos cidadãos comuns. Quero crer que Caxias, um dogmático legalista acima de tudo, jamais apoiaria a Revolução de 30, talvez até combatesse a Coluna Prestes. Mas, sobretudo, nunca se colocaria ao lado dos que marcharam contra João Goulart, em 1964. Especulo, certo. Mas o passado de Caxias nos autoriza tal especulação.

Dia 25 de agosto é o dia do soldado. Efeméride escolhida por ser o dia do nascimento de Caxias. Um dia que já foi odiado, no passado, em sinal de protesto contra a ditadura militar. Mas a ditadura passou. A nova geração de militares tem se portado de forma exemplar no plano político nacional. Foi tentada pelas eternas vivandeiras dos quartéis a repetir 1964. Ficaram com a legalidade. Desta vez, coube aos civis, com o PMDB à frente, dar o golpe contra a democracia.

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